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Quando a administração da empresa é instável, o que acontece?

O BOJ (ou, deveria eu dizer: NG, em japonês?), autoridade monetária japonesa, teve uma abrupta mudança com a chegada da tal Abenomics. Não apenas houve uma mudança de comando (sai Shirakawa e entra Kuroda) como também de política. Bem, isto não é novidade para o leitor deste blog.

Entretanto, esta pequena matéria do The Japan Times de hoje chama a atenção para um possível efeito microeconômico sério desta mudança abrupta: a possibilidade concreta de perda de recursos talentosos. Dado que o salário no BOJ não é tão competitivo assim, e dado que existe a possibilidade de se trabalhar no setor privado, é possível que vários funcionários qualificados resolvam deixar o BOJ.

Existe também o aspecto político (de Economia Política: Arrow, Buchanan, Tullock, Alesina, etc) disto que é o movimento oposto: o sujeito que busca um cargo público para ganhar projeção, aumentar seu suposto valor e migrar, posteriormente, para o setor privado. O que o artigo de jornal ilustra é o outro – e mais trivial – incentivo que geraria a saída de pessoas do BOJ: o simples salário relativo (ou, se alguém quiser, o salário-eficiência (aqui, ilustrado em um debate mais antigo, na blogosfera)).

Como saber o quanto da migração da mão-de-obra é devida a um motivo ou outro é um trabalho árduo que fica para o pessoal que “mete a mão na massa”, ou seja, a turma da econometria. 

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