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Depois do fracasso da heterodoxia de Mantega…

O governo nem oposição tem, intervém de maneira tresloucada e agora o Banco Central acha que pode recuperar sua credibilidade com uma suposta demonstração de força. Bem, em meio ao fracasso da heterodoxia da política governamental, um pouco de lições externas, nas palavras de Teresa Ter-Minassian, ex-diretora do FMI, sobre transparência fiscal:

O que preocupa, no caso brasileiro, não é o fato de haver restos a pagar, mas o forte crescimento dessa rubrica ao longo dos últimos anos e a dimensão que vem assumindo. Isso sugere que esse instrumento esteja sendo manobrado para cumprir o objetivo de resultado primário anunciado.

É, tá lá na última Conjuntura Econômica (p.14). Em outras palavras, até os consultores internacionais sabem o que é que a heterodoxia vem fazendo ao Brasil. Enquanto isto, algumas revistas que supostamente fazem jornalismo (e tentam doutrinar alunos e professores) divulgam matérias da The Economist junto a matérias diametralmente opostas, acusando qualquer crítico do governo de ser “arauto da ditadura” (mas, ironicamente, não a favor da pena de morte para terroristas…da época da ditadura). O sinal de que o povo ficou mais burro é a falta de análise crítica diante desta óbvia bagunça.

Não vou fazer como o Sachsida e me filiar a algum partido, mas digo que a reunião do Copom não me convenceu de que agora o Banco Central retomou seu papel na economia. Não há sinais disto e quem diz que sim está sendo ultra-otimista. Tem que esperar um pouco para ver, gente. Afinal, vinte mil evidências contra e uma a favor não fazem uma inflexão na opinião de ninguém.