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Governo…este estranho ser

Olha aí que beleza! O governo brasileiro promovendo a igualdade, a justiça social, o eco-turismo responsável e tudo o mais! Graças a esta engenhosa maneira de se arrecadar receita.

Claro que aparecerá alguém justificando esta bizarrice. Afinal, não se justificam homens-bomba?

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Recordar é viver – Persistência!

PERSISTÊNCIA ALEMÃ

Imagine que você é um alemão interessado na história dos holandeses no Brasil. Hermann Wätjen é um destes. Em 1938, a Companhia Editora Nacional publicou seu livro sobre o assunto, intitulado “O Domínio Colonial Hollandez no Brasil – Um Capítulo da História Colonial do Século XVII”. A história deste cara, no prefácio do livro, é digna de se jogar na cara de qualquer estudante.

O cara começa a pesquisa em 1903, em Haya, pesquisando sobre os holandeses no Mediterrâneo. Veio a tese dele, em 1909, editada em Berlim. A partir daí, interessa-se pela Companhia Holandesa, mas, como trabalhava na Universidade de Heidelberg, não tinha tempo. O que ele fez? Aproveitou o feriado da Páscoa no ano seguinte para pesquisar em Haya. Ele conseguiu uma licença e foi para lá, estudar os manuscritos originais. Como era muito grande a papelada, ele consegue que os caras enviem o resto para ele, em Heidelberg. Bem, não satisfeito, em 1914, o sujeito viaja para o Brasil.

Alguém poderia dizer que ele aproveitou muito. E, como bom alemão, ele deve ter feito isto pois diz, textualmente, que após pesquisar o Arquivo Nacional no Rio de Janeiro, ele foi até Bahia e Pernambuco, numa viagem “(…) que scientificamente nada adiantou, e mais consistiu em percorrer a cidade e seus arrebaldes (…)”. Notem o belo português do pré-guerra. Traduzindo: depois de trabalhar no RJ, o alemão tomou todas no Nordeste e, naturalmente, como bom sistemático, ficou com remorso.

Brincadeiras à parte, agora vem o melhor. Quando o cara está na Inglaterra, voltando para a Alemanha, começa a primeira guerra mundial. Como ele era oficial da Guarda Nacional, é preso. Graças a amigos, consegue ficar estudando numa sala de leitura do Museu Britânico durante dois meses.

Entretanto, isto durou apenas até sua internação em um campo de concentração (isso mesmo!) britânico. Vejam o que ele diz: “Não é aqui o logar de descrever os soffrimentos da primeira internação na famigerada Olympia e nos chamados ‘Navios Negreiros’, na fóz do Tamisa”. Mais uma vez, graças aos amigos, ele volta para a biblioteca do dito museu.

Mas o fominha queria trabalhar mais e se lamenta por seus arquivos estarem na Alemanha. Segundo ele, eram tantos manuscritos originais que a alfândega não permitiria. O que ele faz? Usa o feminismo! A mulher dele e uma outra acadêmica datilografam (e conferem uma a uma) as 6 mil notas originais que ele tinha e, através de um acadêmico holandês, conseguem que a papelada o alcance em Londres. Está ficando bom, não? Bem, mal ele começa a escrever de novo e é novamente levado para outro campo.

Fica um ano e meio sem poder estudar e trabalhar no seu livro. No início de 1917, consegue uma “cabana solitária” no campo de concentração e volta a trabalhar (será que não tinha mulher no campo? Caramba!!). Outro professor, agora da universidade britânica de Leeds, manda para ele os seus papéis e o sujeito volta a trabalhar no livro.

Segundo ele: “Como essa actividade actuou vivificadoramente sobre o meu estado de espirito e corpo, como veio a communicar á minha existencia sem objectivo, naquelle Acampamento de prisioneiros, uma razão de ser, e me deu forças para dominar tanta depressão de animo, só poderá avaliar quem pessoalmente teve de supportar por annos a dura e cruel sorte de uma prisão de guerra”.

Bem, aí ele volta para a Holanda como prisioneiro de guerra em troca de outros. Bom? Nada! Prisioneiros deste tipo não podiam levar folhas escritas de papel. Bem, novamente, ele passa a bola pra um advogado britânico, que segura o material até 1919, quando o cunhado deste sofredor consegue com que um amigo banqueiro traga para ele, na Holanda. A partir daí, a vida do Herr Wätjen ficou mais fácil e, em 1921, o livro foi publicado.

Cá para nós, é uma história de persistência, não? Se cada um de nós parar de pensar – eu, principalmente – em quantas vezes parei de escrever um artigo pela metade, com preguiça por dificuldades quaisquer, caramba, sinto-me envergonhado diante do amigo alemão. História de vida é isso aí. Não é a que eu tenho lá em casa.

Publicado originalmente no falecido e-zine 700km (24/06/2002)
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Recordar é viver: 700km, os bandeirantes e o bem público (UPDATED)

Alguma boa alma salvou este texto (e outros, creio) que escrevi nos idos do início do século (deste, claro). Com vocês, o problema dos bens públicos.

+:+:+ GARRAFINHAS AO MAR
Cláudio D. Shikida <cdshikida@700km.com.br>

[Hoje apresentando: Shikida encontra os bandeirantes]

Você gosta de puzzles? Economistas adoram. E eu tenho um para o leitor.

No cap. VII, livro segundo, Tomo I de sua “História das Bandeiras Paulistas”(1951), Affonso E. de Taunay, cuja narrativa é prazerosa e não cansa, dá-nos um belo relato sobre a história de um problema com bens quase-públicos produzidos privadamente. Trata-se da necessidade, lá pelo final dos 1600s, de se ter uma estrada ligando São Paulo e Rio de Janeiro. A necessidade, claro, aparece devido ao florescimento da mineração. Um sujeito, bandeirante, tal de Garcia Rodrigues, oferece-se para construir esta obra. Claro que ele não faria isto de graça, né? Se bem-sucedido, conta-nos Taunay, a distância de MG para RJ passaria de 50 para 15 dias (“de marcha”). Qual foi o contrato entre ele e Artur de Sá (o “capitão-general” do Rio de Janeiro na época)? Garcia faria a estrada – com seus 40 escravos, mais alguns “homens brancos” – e, em troca, teria o uso exclusivo da estrada por dois anos.

Como se sabe, uma estrada é um bem público de financiamento particularmente complicado, simplesmente pela geografia. Se o leitor
mora à beira da estrada, sabe que gastará menos tempo para ter acesso à mesma – e será o primeiro a receber as novidades… Garcia se mostrou bem ciente deste valor diferenciado pela localização relativa à estrada (e não era economista…) e tentou receber um subsídio dos donos de sesmarias mais próximos à mesma. Mesmo com o apelo de Artur de Sá, isso não foi conseguido. Em compensação, Garcia conseguiu uma espécie de autoridade sobre a estrada, podendo impedir o trânsito de gente que levasse artigos de valor. Literalmente: “(…) obteve (…) um privilégio: ninguém pelo Caminho Novo transitaria sem a sua permissão a não ser que viajasse absolutamente escoteiro não levando gêneros de espécie alguma, escravos ou índios, excetuando-se o caso de carregadores de patrona [nota minha: patrona é padroeira]”. [p.240]

Esta é a história – correta ou não – contada por Taunay. E qual a economia? Bem, em primeiro lugar, o leitor mais desacostumado à Ciência Econômica já deve ter ouvido falar que faróis (aqueles para navios) são bens que só poderiam ser construídos pelo Estado pois “que empresário gostaria de construir um farol se não pode cobrar por ele”? Bem, o mesmo caso poderia ser dito da estrada de Garcia. E, tanto no caso dos faróis, quanto no caso da estrada, a história mostra que estes bens podem ser fornecidos pela iniciativa privada. Ronald Coase, um dos economistas mais criativos deste século, mostrou que faróis privados existiram por um bom tempo na Inglaterra. E, Taunay, sem perceber, mostra que estradas também podem ser construídas pelo setor privado. À esta altura, o leitor já pode estar se perguntando: se era do interesse público, por que os moradores da região não a construíram antes?

Imagine que alguém passasse de porta em porta perguntando para cada fazendeiro: “- Quanto você está disposto a contribuir para construir uma estrada que beneficiará você e seus “n” vizinhos?” . O fazendeiro pode, muito bem, pensar: “- Bem, minha contribuição é de 1/n, é pouco. Vou dizer que estou disposto a contribuir com menos do que realmente estou. Assim guardo um pouco para mim e transfiro o custo para os outros”. E assim fazem todos os fazendeiros. Resultado: nem recursos, nem estrada.

No caso histórico, real, é bem possível que a recusa dos sesmeiros tenha ocorrido por um tipo de comportamento similar. E, aqui está o puzzle: por que Garcia construiu a estrada? Alguém pode argumentar sobre o contrato que foi feito entre ele e o “setor público”. Garcia certamente não queria construir esta estrada, gastar seus recursos, de graça. Prova disso é que tentou cobrar a tal contribuição dos sesmeiros. Então, o leitor vai dizer, certamente ele poderia cobrar pedágios! Bem, ele não podia. O puzzle piora…

Aparentemente, Taunay nos informa, ele foi compensado, posteriormente, com o cargo público (de novo, né (e)leitor?) de guarda-mor, uma pensão anual e ganhou duas sesmarias. O leitor esperto vai dizer: “ah…e o que isso significava para ele em termos de bufunfa, Shikida? Bem, segundo o excelente “Fiscais e Meirinhos – A Administração no Brasil Colonial” (coordenado por Graça Salgado, Nova Fronteira, 1985), um guarda-mor (das minas) tinha certas atribuições que lhe permitia um certo poder local (e, se você pensar em burlar as atribuições, também a alguma a***ulação ilegal de ouro). Se o leitor me disser que esta é uma possível causa (“ele vislumbrava a possibilidade de dar um jeito de arrumar uma propina”), eu lhe direi que o cargo que Garcia conseguiu lhe foi dado sobre terras recém-descobertas, o que gera um fator de grande incerteza (as terras poderiam simplesmente ter pouco ouro, logo, pouca volume provável de propina…). E que talvez isso não tenha sido grande coisa, comprova-o o próprio Taunay, afirmando que o gajo ainda foi a Portugal “(…) esperando alguma recompensa digna do serviço prestado à Coroa” [p.240] .

Bom, eu vou pensar sobre isso como economista (i.e.: quais eram os benefícios e quais eram os custos na cabeça de Garcia? Por que ele construiu a estrada, mesmo após não conseguir que os mais diretamente beneficiados lhe pagassem?) e convido o leitor a me ajudar. As melhores sugestões serão compiladas e comentadas – junto com meus comentários numa próxima edição desta coluna.

Alguém quer pensar sobre isso?

Houve uma continuação, graças a colaboração de dois ótimos leitores. Ei-la:

+:+:+ GARRAFINHAS AO MAR
Cláudio D. Shikida <cdshikida@700km.com.br>

O puzzle das estradas no Brasil colonial…novamente!

Pouca gente topou pensar na minha pergunta sobre as estradas no Brasil colonial (em 700km, n. 61). Estou, contudo, com algumas respostas que me foram enviadas. O prof. Sanson, da Universidade Federal de Santa Catarina, levanta a questão dos presentes que Garcia (o cara que topou construir a estrada, mesmo sem o financiamento dos principais interessados, i.e., os que moravam próximos à futura rota) pode ter recebido extra-oficialmente. De certa forma, e se não entendi de forma incorreta, Sanson voltou a um ponto que está no texto que escrevi e que, acredito, não é suficiente para resolver o problema. Mas acho que a próxima resposta complementa a dele.

Outra resposta foi a do prof. Renato Marcondes (USP, Ribeirão Preto). Entretanto, Renato apenas me deixou em situação pior 🙂 Segundo ele, casos como o de Garcia abundaram no Brasil colonial e, claro, houve sempre retribuição por parte da Coroa. Isso não contradiz o que eu disse sobre Garcia. Aliás, o que eu fiz foi pinçar um caso dentre
todos estes no qual algo me pareceu estranho, qual seja, o fato de a estrada ser construída sem uma perspectiva razoável de ganhos líquidos (ganhos menos custos).

Em sua resposta, Renato também aponta para um fator que considerei mais incerto: a probabilidade de existência de metais preciosos em Minas. Renato, ao contrário do que supus, parece crer que a existência de metais preciosos em MG, na época, era já um fato mais palpável.

Com Renato e Sanson, temos a possível resposta de que Garcia deve, de fato, ter conseguido muitos presentes. Não sei se era – falha minha, que não sou historiador – comum a existência de ouro como moeda de troca nestes casos. Seria possível que Garcia tivesse certo poder para extorquir ouro? Humm…este é um ponto que desconheço. Como a Coroa
era muito ciosa de suas prerrogativas, eu postularia que Garcia não deve ter conseguido muito ouro pois, ao tentar extorquir um transeunte, o mesmo poderia ameaçar denunciá-lo. Claro que pode ter “rolado um pouquinho por debaixo dos panos”, mas não o suficiente. Afinal, o sujeito ainda foi a Portugal reclamar…

O puzzle permanece, contudo. Sanson e Renato podem ter dado os passos certos mas, será que estamos explicando bem a realidade? O passo seguinte seria tentar verificar esta conjectura na prática. Contudo, para a infelicidade dos leitores, nem eu tenho uma hipótese bem formulada ainda e nem possuo os dados empíricos necessários. O que se
faz neste caso? Simples, ainda podemos tentar explicar o puzzle. Vou tentar pensar mais no assunto mas, se o leitor tiver algum adendo ou correção, sou todo ouvidos. E vou apresentar, em breve, mais puzzles.

Aliás, se você gosta deste tipo de conversa, consulte a página “Everyday Economics” do Steve Landsburg, na revista online, Slate. Eu não tenho o link aqui agora, mas o leitor não terá dificuldades em achar. Lá poderá ver que um economista pode aplicar seu modo de entender a realidade sobre muito mais fenômenos do que a maioria da pátria tupiniquim imagina…

p.s. Agradeço, com muito atraso, à leitora Maria da Paz pelo incentivo (embora ela não tenha me enviado nada sobre o puzzle…:-) )
p.s.2. Leonardo Monastério, meu co-autor favorito, também indicou uma resposta parecida com a do Sanson. Por que o deixei no “p.s.”? Só de sacanagem :-).

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O mundo que nem sempre foi assim

China had a very strong comparative advantage in silk, both in its raw form and as fabric and apparel, greatly desired by the Japanese despite their own large domestic sector since that was of inferior quality. [Findlay, R. & O’Rourke, K.H. Power and Plenty, 2007, p.170.]

Ou seja, quem te viu…quem te vê. Economia tem destas coisas: é dinâmica e cheia de surpresas.

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Mais livros…

Agora chegaram mais uns livros, dentre os quais o excelente Power and Plenty dos ótimos Ronald Findlay e Kevin H. O’Rourke. Para quem gosta de história econômica e economia política, nada mais apetitoso. Claro que é uma abordagem um pouco diferente, por exemplo, daquela que vemos nos livros de Douglass North e co-autores. Entretanto, eu diria que são materiais complementares.

Outras leituras – para diversão – são uma biografia de Laura Ingalls Wilder, esta notável personalidade, e a edição comemorativa de Chimpanzee Politics, cujo resumo na Amazon me deixou bem curioso. No fim, se você pensar bem, tem um sentido nestas compras todas: a busca pelo conhecimento sem ignorar a curiosidade em assuntos paralelos.

Acho que a esquizofrenia vai pegar… ^_^

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Brincando com a escravidão colonial

“Por uma série de leis e portarias, culminando com o último Regimento, o de 2 de agosto de 1771, foi estabelecida a norma segundo a qual o escravo que delatasse o tráfico de diamantes pelo amo ganharia a liberdade e ainda uma parte dos bens confiscados do acusado”. [Gorender, J. O Escravismo Colonial, 5a ed 2011, p. 479]

Interessante, não? Mas, sem apresentar dados, Gorender sustenta sua incredulidade quanto ao efeito desta lei sobre as alforrias. O argumento apresentado é o de que o escravo poderia ser “subornado” pelo amo, de forma que ambos dividiriam o lucro do tráfico.

Parece razoáel? Digamos que o produto do tráfico é de 20 unidades (de valor). Digamos também que haja apenas um amo e um escravo e que, em caso de ameaça de denúncia, o amo divida o produto igualmente e que esta divisão é tal que o montante recebido pelo escravo é suficiente para lhe compensar pela abdicação da denúncia (convenhamos, isto pode ser uma hipótese muito forte, mas podemos pensar que o estigma social fosse muito elevado para ex-escravos, principalmente os que denunciavam seus amos…).

Pensando em um jogo estático, simples, é como se fosse a clássica escolha entre “cooperar” e “não cooperar”. Para ambos, “cooperar” significa dividir o lucro do tráfico. Não cooperar, entretanto, significa que a divisão é assimétrica (considere que o senhor invista parte do ouro na alimentação do escravo). Talvez possamos pensar na seguinte matriz:

Senhor

Coopera               Não coopera

Coopera                       (10, 10)                    (2, 18)

Escravo

Não coopera             (20, 0)                       (2, 18)

Se o senhor (“amo”) não coopera, ele trata o escravo como…escravo e apenas lhe paga a subsistência e isso significa que não importa o que o escravo faça, ele o tratará com rigor. Já no caso da lei citada por Gorender, o escravo fica com todo o montante do tráfico e o senhor fica sem nada (20, 0). Obviamente, uma das soluções a solução (o equilíbrio de Nash) do jogo sem incerteza e simultâneo é que nenhum deles coopere (a outra é que o escravo coopera e o senhor, não). Entretanto, não Não é um dilema dos prisioneiros pela própria lógica do jogo (para um resumo da tipologia de jogos simples como este, ver Tsebellis, G. (*)).

Evidentemente que esta modelagem é algo arbitrária e não considera diversos aspectos (aprofundamento do estudo das instituições vigentes, dinâmica, etc), mas não deixa de ser um bom início para se pensar no argumento do autor. Como não foram apresentados dados, fica difícil saber se a previsão deste modelo simples é compatível com o fato histórico.

Como diria o Cristiano Costa: e aí, o que acham?

Eu, particularmente, acho interessante organizar um pouco as idéias com modelos econômicos. Por mais imperfeitos que sejam, não são menos imperfeitos que a metodologia histórica, o marxismo, a física mecânica, etc, pelo simples fato de que todos são construtos da mente humana, imperfeita e imprevisível. A moral da história é que é melhor ter algum modelo do que nenhum. O resto é discussão sobre metodologia da ciência e não vou debater questões de racionalidade por aqui (haja paciência para ouvir besteiras…). Quem quiser aprender um pouco, recomendo o Understanding The Process of Economic Change, do Douglass C. North, Princeton, 2005, principalmente a parte I do livro).

É isso aí. Até.

(*) Tsebellis, G. (1998). Jogos Ocultos. Edusp, cap.3.

p.s. Não sou muito bom em formatações html, mas quem já estudou Economia deve entender minha tabela sem muita dificuldade. Sorry for this, pals.

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Sachsida e a ciência

Adolfo tem uma incrível boa vontade com seus leitores. Eu mesmo adotei como política não responder mais comentários – exceto em alguns poucos e nobres casos – porque este negócio de sujeito de máscara se dizendo o Obama com a arrogância de um huguenote não faz meu estilo de vida.

Mas é louvável ver como o Adolfo procura discutir com sustentação científica (ou seja, com dados), enquanto muita gente pensa que estatística é só material para propaganda.

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James Buchanan…

Pequena homenagem, recoletando neste mesmo blog, alguns antigos links. Que tal este ótimo video? Há também este pequeno texto e, claro, há uma entrevista do Hayek feita por Buchanan que é fácil de encontrar no YouTube, creio.

Já falei de Buchanan antes aqui neste blog. Vários blogueiros falaram sobre Buchanan ontem e hoje. É uma grande perda. Ontem, revendo alguns papéis velhos, encontrei um dos últimos artigos de Buchanan sobre retornos crescentes (creio que é a versão final deste artigo). Nos últimos anos, Buchanan publicava com o prof. Yoon.

Bem assistam ao ótimo video. Vale a pena.

Professor Buchanan, RIP.