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Até a esquerda concorda: sacola plástica proibida não resolve

Um biólogo que pode ser identificado (não xingado, claro) de esquerda pelo seu discurso concorda: proibir não resolve.

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Quem privatiza (dá com uma mão), estatiza (toma com a outra)

Após vinte anos de ditadura militar, aprendemos que estatizar a economia não resolve. Bem, alguns aprenderam. Outros tomaram bomba na matéria e foram para as ruas queimar pneus ou invadir a embaixada dos EUA. Aliás, como disse o Reginaldo, não é a toa que países onde isto ocorre com tanta frequência apresentam produtividade tão baixa e não saem da pobreza: ninguém trabalha, só protesta…

De qualquer forma, nem sempre os que aprenderam querem ir trabalhar para um governo e, desta forma, muitas idéias ruins acabam prevalecendo nas políticas públicas. Por exemplo, o mesmo partido que mais privatizou nos últimos meses, o da presidente Rousseff e aliados (Maluf, Sarney, Kassab, etc) também é o mesmo que mais estatizou…em oito anos.

É interessante pensar nisto. Pragmatismo é a palavra. Por isto a “militância” nem mostra mais a cara: jogaram tanto o argumento da “ética” na política e da “palavra” supostamente verdadeira de seus documentos na cara dos outros que agora, após notarem que são idênticos aos outros partidos, escondem-se no que lhes resta antes de encarar a verdade: o cinismo (“se eles fazem, nós também podemos fazer”).

Economicamente, não preciso dizer ao leitor deste blog que estatizar não é a solução. Seria chamá-lo de leitor burro, desinformado e que não lê. Sim, há muita gente assim, mas não entre os meus leitores mais antigos…

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Avaliando opiniões

Outro dia uma aluna – que frequenta a monitoria de Econometria – veio me dizer que escolhi um ótimo monitor. Muitos alunos nem apareceram por lá (e a percepção não é a de que eles sabem pacas…). Na hora de considerar a opinião, obviamente, só faz sentido ouvir a da aluna e de outros que, como ela, estiveram por lá.

Tenho tido ótimos alunos como monitores em algumas matérias que leciono e sei bem que opiniões devo considerar.

Por outro lado, difícil é dizer o que eu acho do fato a mim relatado pelo mesmo monitor: ele esteve em uma gincana de Economia (deve ser o Caldeirão do Hulk ou o Domingão do Mefistófelizão) e encontrou alunos de outras faculdades. Alguns deles lhe perguntaram se me conheciam (mal sabiam ele que os dois participantes são meus monitores neste semestre…) ele disse que sim.

Aparentemente, eles me conhecem por este blog. Se isso é bom ou ruim, ha ha ha, é outra história…

p.s. devemos ter uns seis leitores, então.

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Pastore e Mantega no mesmo caderno

Não quero parecer indelicado com as manteguetes, mas ler a entrevista com o ministro e o artigo do Pastore é algo que deve ser feito exatamente nesta ordem para que haja, no líquido, mais conhecimento acumulado.

O ministro precisa parar de usar o tom “Cristina Kirchner” (“se nós (eu) nos preocupamos com o juro do cartão, os bancos deveriam também…” ou algo assim, em tradução livre) e também precisa se atualizar em economia. Este negócio de usar os mesmos argumentos que seus colegas pterodoxos de esquerda dos anos 70 (“é a capacidade ociosa, por isso o salário e a produtividade…”) cansa. Falta sempre uma interpretação mais rica da realidade.

Aí você vira umas duas páginas, cai no artigo do prof. Pastore. Honestamente, é até covardia…