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Os “bonzinhos” democratas

Hillary, que vibrou com a morte de Osama, acha o video (que não anda armado) que causou a morte do embaixador dos EUA repugnante.

Republicano ou Democrata, a verdade é uma só: um homem foi assassinado por um crime que não é um crime…e que ele sequer cometeu.

Imagine uma feminista assassinada porque há um filme sobre tênis Nike produzido em um estúdio que se localiza no país de nascimento da moça? Heim?

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Tolerância é isso

Então é mais ou menos assim. Você produz um desenho sarcástico chamado Little Bush sacaneando o presidente Bush e um sitcom chamado My Bush fazendo o mesmo. Aí vem algum cineasta ateu e faz um filme sacaneando Jesus Cristo. Fala-se abertamente de sexo com Maria Madalena, etc.

E todo mundo assiste, debate e não promove um banho de sangue. Claro, estamos falando de uma sociedade tolerante, os EUA. Não adianta falar de mexicanos e de imigração porque ninguém disse que os EUA são o paraíso.

Vejamos o Brasil: tentar fazer um My Little Lula resultaria em um processo e militantes do PT fariam guerra nas redes sociais. Talvez até uma vereadora divulgasse seus dados pessoais ou os de sua mãe (como recentemente ocorreu no RJ) em uma clara demonstração de intimidação. Aqui não se pode falar mal de políticos de esquerda. Até mesmo os canais de TV e jornais se curvam (com honrosas, mas poucas exceções) ante à nova Igreja Xiita do Brasil: o Estado e seus amiguinhos.

Mas, ainda assim, episódios como a violência contra mendigos são isoladas e condenadas pela maioria da sociedade.

Agora, vamos ver uma outra história. Imagine um Henfil (grande Henfil!) ou um Millôr fazendo uma caricatura sobre Maomé. Pense em um Mohamed Superstar no cinema. Pode ser um filme norueguês, holandês ou brasileiro. O fato é que isto fará uma massa de pessoas tentar assassinar outros noruegueses, holandeses ou brasileiros que nada têm em comum com os atores/diretores do filme, exceto, por exigência estatal, o passaporte.

As vadias marcham e protestam em lugares confortáveis como o Canadá. Infelizmente, não se mobilizam para pedir o fim da violência contra a mulher onde ela ocorre em seu mais elevado grau. Pode ser que tenham aprendido com os “relativistas” (“todo mundo faz mensalão, porque um operário que passou a vida no sindicato não pode?”) que a cultura é algo “que é relativa”. Que você tenha que estudar a cultura de um país sob sua própria (da cultura) ótica, vá lá. Mas isto não quer dizer que devamos aceitar a “intolerância” como um “fato cultural” da vida.

É fácil ficar calado só porque você não resolve seu problema psicológico de ser anti-americano e ver os iranianos estuprando mulheres como bebemos água. Mas não é a melhor atitude. Intolerância não é um valor cultural e muito menos um “direito humano” das “minorias X ou Y”. Intolerância é algo que deve diminuir em qualquer lugar do mundo se queremos viver em sociedade. Não me venha dizer que um Henfil faria uma caricatura de Maomé no Irã com a mesma liberdade que o faria aqui ou nos EUA.

E não me venha dizer que gostou porque você é “anti-americano”. O filme, inclusive, é holandês.

p.s. o Obama, realmente, mostra-se um glamouroso, mas medíocre (não-carismático) nestas horas. Se um brasileiro é assassinado em algum lugar do mundo, você não diz que temos que ser tolerantes com os assassinos. Você tem que dizer que o seu país é um ótimo exemplo de tolerância (um muçulmano normal adora viver nos EUA e não mata judeus por lá). Você tem que mostrar que justiça é para ser feita.