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Do amadorismo

Lembro-me sempre deste trecho quando o termo “amadorismo” surge em minha mente. Mais ou menos assim. Lá pelos anos 50, o sujeito tocava um cavaquinho e já saia fazendo análise econômica como se entendesse o significado de “análise”, “econômica” e, o mais importante, da junção dos dois.

Este fenômeno se manifestou nos anos 80, quando uma senhora saiu por aí dizendo, para quem quisesse ouvir, que o bom do Dilson Funaro (aquele que começou a desastrosa era dos “planos heterodoxos”) ser ministro e tocador de planos era que ele…não era economista.

Algo como dizer que o bom de eu não entender de semiótica me torna um capacitado crítico de…semiótica.

Não é necessário, eu sei, usar econometria para ver que há algo de muito errado nestas situações todas. Claro, isso não quer dizer que eu não possa falar sobre semiótica, mas indubitavelmente é fato que a chance de eu falar alguma besteira sobre algo que não entendo (e que não procuro entender porque, valente que sou, acho que tudo o que não saia da minha brilhante mente é bobagem, errado, feio e tem cara de abacate podre) é muito maior do que quando alguém que estudou o tema abre sua boca.

Obviamente, só posso pensar assim se entendo o mínimo de estatística. Ou alguém não entendeu que aumentar a chance de X, neste caso, significa que há uma diminuição da chance de não-X? Obviamente, alguém poderia querer dizer que não é bem assim, que probabilidades somadas podem ser sub-aditivas, mas é preciso muita matemática para entender isso (além da estatística) e não vou me arriscar a falar bobagem gratuitamente.

Mas há quem goste de se sentir bem com uniformes militares, ditaduras, arrochos e todas as demais expressões – como direi? – de duplo sentido envolvendo autoritárias figuras. Vejam só o que encontrei:

“Tem um certo cunho irônico a escolha, pelo Presidente, de Getúlio Vargas como Ministro da Fazenda para executar suas políticas: Vargas, que havia sido indicado por Borges de Medeiros, líder político gaúcho, confessou ao Presidente não ter absolutamente nenhuma competência em assuntos financeiros, ao que o Presidente retrucou ser irrelevante, visto que ele necessitava de um homem que cumprisse à risca o programa presidencial. (…)

Durante a gestão ministerial de Vargas (1926-28), um semanário financeiro do Rio observou que “[seu] conhecimento de matérias bancárias tanto na teoria quanto na prática [era] na maioria dos casos extremamente deficiente”. [Neuhaus, P. (1975)  História Monetária do Brasil 1900-45. Ibmec, p. 85, nota de rodapé 162, 198p.]

Este trecho é esclarecedor. Poderia ser o Pelé, o Ronaldinho, a Ana Maria Braga, o autor deste blog ou os comentaristas da coluna do Agamenon, n’o Globo (olha o estilo, gente!). Desde que cumpra as ordens do presidente-gerentão (sim, porque “gestor” é meio fraquinho, né?), tá valendo.

Assim se encarava a seriedade de assuntos como a economia de um país nesta selva de intelectualidade surrealista. Ainda bem que acabou. Bom, sempre há o risco de que este tipo de mentalidade volte a imperar na sociedade. Confunde-se – e alguns promovem esta confusão com interesses bem claros – o direito de criticar com o direito de ofender.

Só porque não entendo de _______, não quer dizer que não posso criticar.

Pode, sim, criança. Mas vamos usar os neurônios por um pouco mais de tempo.

a) Só porque você critica, não quer dizer que não falará bobagem. Se o fizer, vai pedir desculpa ou se esconder?

b) O fato de se poder criticar não quer dizer que você precisa ser virulento. Aliás, para que você quer ser virulento? Tem que provar que é macho? Isso me cheira a alguma impotência psicológica…

c) Poder criticar não significa bancar o espertinho e mudar de assunto, distorcer a argumentação e se basear apenas na boa ou má retórica. Você pode ter uma grande popularidade, mas não quer dizer que é onisciente. Se quer criticar a física, vá estudar física primeiro, oras.

Agora, o mais interessante do brasileiro é esta paixão por generais, ditadores, etc. Borges? Caudilho. Vargas? Sem comentários. Todo brasileiro parece ter orgulho de nomear praças e avenidas com nomes de gente de uniforme, paternal, esta figura forte, máscula, sarada e de tanga…opa…

Não deixa de ser divertido ser brasileiro. Desde que você tire o Brasil de dentro de você.

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Está provado

Tio Rei e JMello, na verdade, são ambos cooptados pelo petismo. A prova, feita por Zeldheg, ex-aluno de Educação Física e Geografia em uma universidade brasileira, que cansou de se deparar com os incríveis furos – nunca dantes percebidos por milhares de economistas de todas as linhas teóricas (inclusive, sim, os autríacos) – dos trabalhos econômicos é imbatível.

Dirão que estou de sacanagem, mas é impossível encontrar uma linha neste texto no qual eu ofenda alguém. O mesmo Zeldheg me mandou um comentário anônimo garantindo que ele não apenas é quem diz ser, mas, obviamente, existe (e é único, diriam os economistas viciados em matemática e bombons sonhos de valsa).

A prova? Ora, senhores! Está sob os seus narizinhos intrometidos! Basta ver que a imprensa toda ignorou a aliança lulamaluflula por esta maquiavélica estratégia de dissimulação criada pelos dois supostos adversários.

Agora sim, tudo está claro. Valeu Zeldheg!

p.s. Zeldheg é meu amigo imaginário mas, e daí? Isto importa? O que importa é quem chamou quem de cara de melão primeiro.

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Eis uma campanha que vai enfurecer os defensores do “quanto menos estudo, melhor”

Não adianta nem tentar argumentar. A campanha já conta com o apoio de muita gente.

Se não entendeu, dê uma olhada na retrospectiva do Drunkeynesian. O melhor de tudo é que os comentaristas do blog do Tio Rei mantém a mesma posição – sem qualquer racionalidade – quer o Tio se apóie em doutores (menos de Stanford) ou se ele ataque economistas: são sempre contra e acreditam que a econometria, a penincilina e a vacina contra a pólio são bruxaria e o que vale é o que você acha que sabe.

Nada mais adequado para explicar os resultados eleitorais deste país.

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A estranha evidência

1. Tio Rei bate em JMello: comentaristas chamam econometria de tudo quanto é nome feio, confundem Chicago com ideologia, sogra, etc.

2. Tio Rei elogia Alex Schwartsman e só faz uma “tiquitinha” queixa sobre o mesmo:  comentaristas chamam econometria de tudo quanto é nome feio, confundem Chicago com ideologia, sogra, etc.

3. Tio Rei elogia Mansueto, nem comenta o texto:  comentaristas chamam econometria de tudo quanto é nome feio, confundem Chicago com ideologia, sogra, etc.

Interessante este padrão dos comentaristas. O que ele nos diz sobre a lógica da argumentação? A resposta não é uma caixa de Sonho de Valsa…

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Polêmica – mais pontos (UPDATED 5)

Mansueto fez um post muito bom sobre o uso da econometria no meio desta discussão (infrutífera). Ponderado e vale a leitura. Para não ser injusto, o SB também fez comentários, mas não tenho os links por perto. Confiram lá.

Eis novos textos do SB e um curtinho do Laurini. O Chutando a Lata levanta pontos de economia política.

Mais um UPDATE: Prosa Econômica e Mão Visível. O Tio Rei fez (reproduziu) outro texto, de um comentarista que parece ter formação em matemática e história que, supostamente, “derruba” os argumentos do JMello.

Um UPDATE algo atrasado. Sachsida publicou dois textos sobre o tema (acho que a data do blog está errada, mas vamos lá): aqui e aqui.

Mais um: SB faz comentários relevantes sobre o “debate”…sobre a irrelevância de certos comentários.

UPDATE: Faltou citar a carta do JMello (não a encontrei no site pessoal dele, então aí vai).

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A polêmica, na blogosfera

Cristiano resumiu bem o que eu penso aqui. Alexandre nos lembra que há pontos a se debater (mas de uma forma séria). Leo Monasterio, de forma elegante, chamou a nossa atenção para a importância dos estudos econométricos, sem “carteirada“.

Claro que a indignação é a reação natural de qualquer um que fosse autor do citado artigo. Mas ela não deveria ser a reação a ser apresentada ao que insulta. No final de tudo, a gente tem que lembrar que o dia-a-dia é cheio de gente que não entende de Economia tentando falar da mesma. É com eles que você tem que dialogar, apesar de tudo.

Obviamente, se alguém joga pedras, você pode jogar pedras de volta. Mas é a melhor forma de esclarecer a confusão? Não. Afinal, qual o objetivo de responder àquele texto do Tio Rei? Ganhar publicidade (negativa) para o artigo? Brigar no mesmo tom com quem te ofende? Esclarecer ao que oponente que suas ofensas foram desnecessárias e explicar o artigo? Fazer uma catarse?

Acho até que JMello exagerou. Não era preciso dizer que era Ph.D. para sustentar o óbvio fato de que ele sabe mais economia do que Tio Rei (e seus comentaristas mais exaltados). Lembro que ser Ph.D. não é condição necessária, nem suficiente para se dizer um bom economista (nossos leitores sabem disso, certo?). Ficou com um tom algo arrogante e o Tio Rei foi na ferida. Novamente, mais lama para a blogosfera. O que nos diz a divisão do trabalho (com a cabeça fria, claro)? Se você entrar na especialização do polemista (economista), tem que, no mínimo, ser um bom polemista (economista).

Se não fui claro até aqui, resumo: (a) minha solidariedade está com os autores, (b) há um problema não-esclarecido sobre o que Tio Rei leu (o que não lhe dá justificativas para ofender, claro), (c) obviamente há limitações no método econométrico, mas isso não desqualifica o trabalho. Pelo contrário, mostra que cientista sério sabe das limitações de sua ferramenta; (d) devemos repensar o jornalismo econômico (item ligado ao que disse em (b)).

Esta seria uma ótima oportunidade de se discutir esta questão de nosso jornalismo econômico tão carente de análises mais sólidas. Entretanto, parece que tudo o que vamos ver são externalidades negativas desta discussão sobre a importância da econometria.

Não é uma droga?

 

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Tio Rei e a econometria

Os comentários ao post do Reinaldo são os piores possíveis. Gente fazendo críticas à Econometria que não fazem sentido. Nem vou entrar no mérito. Só vi, até agora, um comentário razoável lá.

Se agora a Econometria será alvo de ataques por parte da feira, não é relevante, mas é desagradável. Imagino se a crítica fosse a um engenheiro. Aposto que choveriam críticas à Engenharia. Pensem nisto, três leitores.

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Calma lá, Tio Rei – II

Acabo de ler, por sugestão dos meus colegas blogueiros (tá vendo, eu também sou blogueiro! Oh, yeah!), li a carta do J.M.P. de Mello ao Reinaldo Azevedo (curiosamente chamada de “Cara ao Sr. Reinaldo Azevedo”).

O que acrescentar? Não muito.

Estavam lá os pesquisadores fazendo seu trabalho – podemos até discordar dos resultados, mas não podemos torturar os dados (salvo vigarice ideológica, como bem diz o sr. Mello) – quando foram atingidos pela inesperada raiva do Tio Rei.

Ainda imagino que o Tio Rei deveria ter lido o original (assumo que ele leu a matéria de “O Globo”, como disse em meu post anterior). Seria o melhor a fazer. Também seria bom ter uma assessoria econômica por perto (não, não estou me oferecendo, leitor, tenho provas a corrigir!).

Eis um fato econômico da vida: quanto mais textos você escreve diariamente, maior a chance de se cometer erros. Acho que Tio Rei seguiu esta lei, infelizmente, atacando pessoas que – creio – jamais fizeram parte de alguma conspiração. Digo “creio” porque, sabe como é, vai que o Rodrigo mudou e faz parte da grande conspiração sionista e pauta a Carta Capital. Creio que não, mas da próxima vez vou reparar se ele, Mello e Chioda comem camarão e carne de porco.

Bem, eis uma polêmica que jamais esperei ver em minha vida. Mas, como dizia o repórter Esso (não é isso?): “meninos, eu vi”.

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Calma lá, Tio Rei!

Voltei!

Como disse mais cedo, Reinaldo Azevedo, uma leitura sempre importante, pisou na bola hoje. Falo de seu comentário sobre o texto para discussão de Rodrigo R. Soares, Joaquim João Mello e Laura Chioda.

Parece que o Tio Rei se exaltou com o resultado do artigo. Vejamos o que diz o abstract do mesmo:

This paper investigates the impact of Conditional Cash Transfer (CCT) programs on crime. Making use of a unique dataset combining detailed school characteristics with time and georeferenced crime information from the city of São Paulo, Brazil, we estimate the
contemporaneous effect of the Bolsa Família program on crime. We address the endogeneity of CCT coverage by exploiting the 2008 expansion of the program to adolescents aged 16 and 17. We construct an instrument that combines the timing of expansion and the initial demographic composition of schools to identify plausibly exogenous variations in the number of children covered by Bolsa Família. We find a robust and significant negative impact of Bolsa Família coverage on crime. The evidence suggests that the main effect works through increased household income or changed peer group, rather than from incapacitation from time spent in school.

Vejamos. O artigo tem um foco: estudar a criminalidade em São Paulo. Por que? Talvez porque tenham acesso à base de dados. É uma hipótese plausível. O objetivo é bem específico – tal como sempre o é em ciência séria – e, veja só, eles encontram que o Bolsa Família tem um impacto negativo no crime e, parafraseando, este efeito se dá via aumento da renda familiar ou mudança no grupo de “companheiros” (do aluno/menino), completo, provavelmente derivado do aumento da renda.

Claro que é difícil estudar um problema como este sem considerar diversas influências sobre a criminalidade. A especificação dos autores é uma relação linear múltipla entre variáveis, numa base de dados em duas dimensões: corte transversal e tempo ou o que chamamos de dados de painel. Talvez Tio Rei estivesse bravo por conta do método econométrico. Poderia, por exemplo, dizer que deveriam ter testado por correlações espaciais (fizemos isso em outro artigo sobre o bolsa-família). Mas ele não se tocou disto, certo?

Mas vamos em frente. A regressão tem como variável dependente o “crime” (vejam a especificação lá no artigo) e, como dependente, uma variável que indica o fato de o sujeito receber o Bolsa-Família (doravante BF). Há, como de praxe, controles, para evitar problemas que poderiam estar ocultos em uma estimação mais simples. Por exemplo, digamos que desejamos estudar a oferta de trabalho de colunistas da Veja em relação ao salário real. É o que sai do livro-texto, certo?

Certíssimo! Mas, vejam só, se cada colunista tem famílias de tamanho diferente, alguns têm esposas que trabalham, etc, então você tem que “controlar” por estes efeitos porque é óbvio que alguém poderia argumentar que o colunista A oferta mais trabalho do que o colunista B porque a mulher dele não trabalha. Entenderam? Então vamos lá.

Tio Rei parece estar invocado com a falta da presença de “policiais/cadeia” no estudo dos autores. É uma boa preocupação mas, antes de mais nada, com a base de dados dos autores, é possível ter alguma variável assim? Os dados são por escolas, Tio Rei. Não dá para ter uma medida destas lá. Isso significa que o argumento do Tio está errado? Não necessariamente. Talvez os autores devessem procurar uma variável como esta. Uma proxy. Mas se não existem policiais na escola, quiçá presídios, né? Aí, veja só, não tem jeito.

Ok, Tio Rei levanta vários argumentos dispersos, interessantes para uma possível revisão de literatura de alguém que deseje falar sobre criminalidade e BF sem se preocupar muito com a formulação científica de hipóteses ou testes.

Agora, vamos lá, Tio. Eu conheço o Rodrigo e já conversei brevemente com o Mello (não o Fernando, mas o Manuel). Não conheço a Laura. Talvez eles tenham objetivos ocultos, talvez um deles (ou ambos) sonhem com o poder. Digamos que fosse o caso (mas, pelo que conheço do Rodrigo, duvido muito!). Mesmo assim, com o trabalho feito, não dá para dizer que eles apenas cuidaram de bajular o governo.

Rodrigo tem alguns trabalhos anteriores e um deles é muito importante, Tio Rei, para se analisar história econômica brasileira. Virou até texto para discussão do NBER, salvo engano. Vejam só, eu poderia dizer que, como não sou da PUC-RJ, o povo lá é bárbaro. Talvez existam bárbaros lá, mas, convenhamos, estamos falando de um departamento com reputação em análise de programas públicos (se há bárbaros lá, não os apresentem a mim, ok?).

Talvez o jornalista do “O Globo” tenha lido incorretamente os resultados do artigo. Já pensou nisto, Tio Rei? Isso sempre acontece comigo em entrevistas com jornalistas. Aí o Tio resolveu pegar a versão de segunda mão (a matéria do jornal) e criticou algo que não foi feito. E aí, Tio? Não vale uma reflexão?

Bem, é isso. Prometi que voltaria para comentar e o fiz. Se há críticas ao trabalho dos autores, vamos fazê-las, mas da forma correta, né?

No mais, um abraço a todos, inclusive ao Tio Rei que, se não é perfeito, ainda é uma leitura relevante no debate político nacional, creio eu.

p.s. Em tempo. Já estive com Tio Rei em um debate sobre quotas, com platéia-claque e me lembro que eu e ele tínhamos opiniões parecidas, embora com algumas discordâncias. Ele me olhou de maneira estranha naquele dia. Será que também achou que eu seria um “deles”?

p.s.2. Eu falei de nosso artigo (Leo, Otavio, Andre, Ari e eu) sobre BF. Eu esperava encontrar o resultado de que o BF era importante para uso político do novo aliado de Paulo Maluf, o sr.da Silva. Entretanto, não encontramos isso. Outros pediram nossos dados e refizeram a pesquisa com metodologia distinta (outros nunca nos mandaram suas críticas, mas também publicaram artigos, ou seja, não estavam lá muito interessados em fazer um debate, mas apenas em publicar seus resultados) e acharam que o BF teria ajudado na reeleição do sr. da Silva. Ah sim, junto com o Nakabashi e a Ana, fizemos algo similar sobre a eleição da Dilma. Outro dia eu conto dos resultados, ok?

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Preço de apartamentos em BH

Um interessante exercício de estatística consiste em se observar alguma variável na dimensão do tempo em busca de padrões sazonais. Por exemplo, se tenho dados mensais, como será o comportamento médio da variável em Junho?

Veja abaixo a série do índice de preços do IPEAD para venda de apartamentos em Belo Horizonte (2006.7 – 2012.3).

Índice de preços de venda de apartamentos em Belo Horizonte

É interessante ver que o preço de venda índice de preços de venda costuma cair, em média, nos meses de Abril e Julho. Entretanto, verifica-se também o aumento do índice ao longo do período da amostra.

Uma rápida estimativa ARIMA da série – que tem poucas observações, mas ok – retorna um típico passeio aleatório com drift.

Seria interessante obter mais informações e verificar se Belo Horizonte está muito distante de Vitória, Rio de Janeiro ou São Paulo, só para listar os vizinhos regionais.

Enfim, este foi nosso breve post sobre preços de imóveis em BH. Oferta, demanda, estas coisas…