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Presença da Escolha Pública na Guanabara

A história da Escolha Pública no Brasil não pode ser contada – exceto por má fé ou ignorância – sem que se fale do Jorge Vianna Monteiro.  Seu último livro acaba de ser lançado e fiquei sabendo que conseguirei ler, estudar e guardar uma cópia autografada.

Jorge se aposenta agora, na PUC-RJ, após anos de insistente divulgação da Escolha Pública no Brasil. Eu o conheci quando fui ao Rio de Janeiro – em uma divertida carona com o Daniel na qual fiquei ciente da existência de Wayne’s World 1 e 2 – para perguntar-lhe sobre Escolha Pública para minha dissertação de mestrado. Foi como ser recebido por um velho amigo: generosidade, atenção e dicas. Voltei para BH com tudo isso e, algum tempo depois, terminei minha disssertação.

Ao longo dos anos, Jorge publicou sua carta Estratégia Macroeconômica, quinzenalmente, tentando alertar as pessoas para a importância do problema das escolhas públicas. Seu esforço não foi em vão, embora o governo tenha se desviado, crescentemente, dos bons preceitos da Escolha Pública.

Tentei, muito timidamente, há muitos anos, bancar a idéia de uma Sociedade Brasileira de Escolha Pública, mas não avancei. Talvez os obstáculos tenham sido a absoluta  falta de atenção dos economistas e ao preconceito de vários cientistas políticos. Hoje em dia, se alguém renovasse este projeto, talvez encontre menos resistência. Ainda que por meio da econometria, tanto economistas quanto cientistas políticos deixaram de ser tão ignorantes sobre o que geralmente criticavam.

Há vários de nós no Brasil, estudando a ligação entre mercado e política. Mas se há alguém que fará falta neste debate cheio de gente surda e outras que não querem ouvir, este alguém é o Jorge.