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Rent-Seeking e o BNDES

Dois pesquisadores do Insper acabam de ter um estudo fartamente divulgado (ser divulgado no Estadão é, de fato, merecedor do “fartamente”). Vale a entrevista com ambos.

O mais interessante, para quem conhece este blog, é, mais uma vez, notar que o tipo de capitalismo defendido pela esquerda brasileira, por gente de má fé, alguns inocentes bem-intencionados (mas ignorantes em conhecimentos econômicos), este tal de “capitalismo de compadrio”, não nos leva a lugar algum.

Há quem ache que existam vantagens no curto prazo, mas, na verdade, deixam de enxergar as desvantagens que vêm acopladas. Por exemplo: “como pode ser ruim a nacionalização da indústria X, com mais empregos no país?” tem, como contra-argumentos simples: (a) veja o fracasso da indústria naval brasileira e (b) além do fracasso lhe custar mais impostos, a tentativa de privilegiar empresas ineficientes também vai lhe tirar mais recursos via impostos.

Impostos, por si, tiram parte de sua renda e você ficou mais pobre. Além disso…

…pense no seguinte exemplo: você, profissional liberal, almoça fora todos os dias e percebe que há dois restaurantes com alimentos de péssima qualidade. O que você mais quer, imagino eu, é que estes desapareçam do mapa e que você possa pagar por um almoço decente. Assim como você, vários pensam assim.

Um dia, à beira da falência dos dois, o governo vem, diz que não vai mandar ninguém para a rua e funde os dois em um restaurante maior, além de lhe encher de dinheiro (que você, profissional liberal, ajudou a recolher, por meio de seu, aparentmente inócuo, trabalho). Os restaurantes continuam, você se alimenta mal (e, veja só, tem menos dinheiro para ir ao médico…que beleza!) e o governo ainda fatura com alguns dólares (na cueca do socialista, viva Lamarca!) para sua campanha eleitoral.

É realmente isto que você quer?

Um comentário em “Rent-Seeking e o BNDES

  1. Aí o novo restaurante-bras passa a servir comidas péssimas… A justificativa, é que é saudável (“sabemos o que é melhor para o povo brasileiro”), além de serem gororobas nunca antes preparadas, i.e, uma “inovação” (“não somos mais prósperos porque os outros restaurantes não investem em inovação”)

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