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Dica de História

Para o desespero de (alguns) historiadores, o Gustibus também dá e repassa dicas de leitura. Esta, por exemplo, veio do SB. Trata-se do historiador Gordon S. Wood. SB dá ênfase nas idéias originais do autor, mas o que me chamou mais a atenção foi a postura científica do autor, diferente da de muitos historiadores daqui e alhures.

Vale a leitura tanto pelo último livro de Wood, quanto pelas lições quanto a como fazer história sem cair em armadilhas.

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Liberdade de imprensa

Em Cuba, admirada ditadura de alguns, há um total controle social da mídia. No Brasil, o partido “supostamente” dos trabalhadores diz-se contra a liberdade de imprensa (exceto se controlada por movimentos sociais liderados….pela esquerda).

Geralmente, uma análise séria consideraria a relação entre liberdade de imprensa e outras importantes variáveis como crescimento econômico, desigualdade, pobreza, enfim, vários outros conceitos tão caros – pelo menos em discurso – para a própria esquerda.

Quando se tenta fazer isso, um bando de (s)ociólogos (thanks, Gaspari!) e militantes disfarçados de cientistas iniciam um ataque (para usar a metáfora da militarista presidenta, filhote do admirador de Geisel, o senhor da Silva, L.) contra a ciência, com um discurso que mistura misticismo e pós-modernismo (já que o marxismo não cola mesmo), afirmando que a “estatística não prova nada”, ou que “no mundo pós-moderno, o que vale é…”, e por aí vai. Ou seja, é um discurso que destrói a ciência para impor, em seu lugar, um conjunto de códigos e símbolos que, claro, apenas seus autores entendem (uma luz no fim do túnel que só existe para os que se dedicam a adorar estes ídolos…).

O fato é que os dados não mostram que “controle social da mídia” – que certamente não é uma variável binária – melhoram os indicadores citados. O fato é que não se estuda isso com profundidade. Gente que defende a censura, digo, o controle, é incapaz de fazer um estudo sério a respeito. Não obstante, saem rapidinho às ruas para impedir que a imprensa encontre gente governando de um hotel, terrorista ganhando cidadania no Brasil, deputados (ligados ao governo) roubando. É melhor se mobilizar por meio do “twitter” e do “facebook” para pregar a ignorância no melhor estilo “milícias de Mussolini”. São como as brigadas de esquerda disto ou daquilo que a imprensa conhece muito bem, mas prefere não divulgar porque, talvez, envolva alguns colegas “do DCE”.

A idéia destas mobilizações é impedir a liberdade antes mesmo que algum cientista – destruindo a barreira da ignorância citada acima – publique algum resultado preliminar sobre o tema. O obscurantismo se constrói com a negação da ciência e, como temos visto em episódios de plágio e doutrinação explícita, a comunidade científica no Brasil parece estar repleta de gente que, na verdade, joga no time da não-ciência.

Que tal os estudantes de economia – aqueles que realmente estudam a Ciência Econômica – iniciarem uma agenda de pesquisa séria, com coleta de dados, estudos empíricos, etc sobre a liberdade de imprensa e sua relação com a economia? Tal como no ramo dos fármacos, o acúmulo de evidências empíricas é que guia a liberação ou não de remédios (exceto quando o governo resolve incentivar a corrupção no ramo). É só começar a pensar em como medir, por exemplo, a influência do governo sobre a liberdade de imprensa no Brasil.

Alguma idéia?

p.s. um fato curioso sobre a “imparcialidade” da patotinha é que no Brasil existem estudos sobre todos os ramos do integralismo (o antigo e, acredite, o sobrevivente). Já sobre as mini-milícias da esquerda brasileira, não se tem quase nada e, quando se diz que há o desejo de estudá-las, o sujeito dificilmente terá verbas para um estudo imparcial e será visto por alguns preconceitusos como…um preconceituoso. Realmente curioso.