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Pergunta do dia

Dado o que Mansueto relatou, o que mais me impressionou foi o trecho nacional-socialista (afinal, o PT é um partido socialista, senão comunista e, pelo visto, agora é “nacional”) abaixo.

As palavras que mais se ouviu na divulgação do plano não foram inovação, produtividade ou incentivos à pesquisa, mas sim “concorrência desleal”,  “crise no mercado mundial”, “concorrência predatória”, “guerra cambial”, e que “o mercado brasileiro deve ser usufruído pela indústria brasileira e não pelos aventureiros que vêm de fora”. A propósito, quem são esses aventureiros que vêm de fora? Me parece que a preocupação com a politica industria foi muito mais com  “proteção”  do que com inovação, apesar de ter notado há pouco que há linhas novas de fomento à inovação — algo que foi pouco destacado na divulgação do plano Brasil Maior.

Uma pergunta para todos. Quem são os “aventureiros que vêm de fora?

a) A família Rousseff

b) Os imigrantes portugueses

c) Os imigrantes chineses

d) Os imigrantes polacos, alemães e italianos

e) A famiglia Mantega

f) _____ (preencha aqui com o sobrenome não-indígena que quiser).

2 comentários em “Pergunta do dia

  1. É Claudio, eu mesmo me assustei bastante com o que ouvi. O que me deixa indignado é que qualquer medida de proteção ou de subsídio as pessoas chamam de política industrial. O que foi divulgado não tem absolutamente nada a ver com política industrial.

    E ainda vem ai mais um pacote para a indústria automobilística. Acho que as pessoas esquecem duas coisas em relação a indústria automobilística. Primeiro, o setor automotivo já é aquele que mais se beneficia dos instrumentos de incentivos à inovação da Lei do Bem (Lei 11.196/2005). Este setor abocanha quase 40% do total de incentivos à inovação. É difícil acreditar que empresas como a FIAT, FORD, GM e outras precisam de recursos de incentivos do governo brasileiro para inovar.

    Segundo, parte da suposta falta de inovação neste setor decorre de simples regulação que deixamos de fazer. Os motores de carros brasileiros são mais poluentes do que o seu correspondente europeu porque as exigências de regulamentação aqui são menos exigentes tanto na definição da eficiência dos motores (economia por km) quanto na definição de emissão de CO2. Por exemplo, pela nova legislação brasileira que entra em vigor em 2014, a emissão de monóxido de carbono (CO) foi fixada no Brasil em 1,3 g/km (no caso de veículos que pesam até 1.700 quilos) e 2 g/km (no caso de veículos de maior peso). Na União Européia desde 2005, o limite é 1 g/km (válido para veículos que pesam até 2.610 kg). Isso não tem nada a ver com falta de incentivo à inovação e sim com regulação.

    Por fim, nossos carros são caros e vão ficar ainda mais caros devido a elevada carga tributária.

    Abs,

    Mansueto Almeida

    1. Pois é. E aí a gente fica pensando na qualidade do trabalho técnico do governo (o seu, não, rs). Ou se o que vale, agora, são os “amigos” do governo e suas relações para lá de não-republicanas. O que me estranha mesmo é o silêncio dos cientistas políticos, outrora tão ciosos do cuidado com a coisa pública. De novo, toda regra tem exceção, mas tem hora que o silêncio fica muito barulhento.

      Por sua vez, como disse meu amigo e colega de trabalho, o Diogo Costa, a oposição faz questão de jamais defender o que foi feito anteriormente a esta era Lula (2002 – 2011) e apenas faz uma ou outra reclamaçãozinha.

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