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A humanidade, tal como ela é

No início do semestre, alguns duvidavam do homo economicus. Hoje, no meio da aula, entra a secretária e avisa: “- O professor fulano está passando mal e não virá amanhã”.

A turma ri e comemora aos gritos.

Aí eu pergunto: vocês nem se preocupam em saber como está o professor, gente? E se ele tivesse morrido ou tivesse sido internado com uma doença grave?

Uma breve pausa…

O engraçado é que a mesma galera certamente defenderá seu próprio direito ao voto, por exemplo. Eu não negaria, claro. Mas não deixa de ser de um humor negro terrível. Afinal, é de dentro da faculdade que às vezes ouço propostas sobre restrições de voto apenas a quem tem X anos de estudo.

É, a versão egoísta do homo economicus existe mesmo, a despeito do altruísmo dos modelos de Becker ou Barro.

p.s. Espero não ficar doente por um bom tempo…