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Mostre-me que…

…os adeptos do “vamos parar de abastecer nos postos Petrobrás” conseguem não apenas juntar uns, vamos lá, 4 mil membros para o evento, mas também garantir que nenhum deles vai ser esperto e, escondidinho, abastecer em outro posto…da Petrobrás.

É o famoso free-rider. O pessoal parece ter se concentrado no post antigo, de 2009, e continuam me acusando de não entender a realidade, de ser estraga-prazeres, etc. Vez por outra aparece alguém falando o óbvio: a Petrobrás distribui para todos os postos, mas o pessoal não só se recusa a ler os posts mais recentes (um bom sinal de como não evolui o nível do debate), como também não nos dá mostras de como os brasileiros irão superar o problema básico da ação coletiva.

O nível dos comentários não anda lá estas coisas e se eu tenho que pagar as contas aqui de casa. Já expliquei a teoria econômica básica, o Cristiano já enfatizou e os comentaristas lúcidos já falaram das simples questões legais. Como quem define a pauta deste blog sou eu, continuarei ensinando economia básica para leigos, não mais que isso. Em caso de má conduta, a gente simplesmente expulsa de sala. Afinal, uma coisa é discordar, outra é ser mal-educado.

Em respeito aos bem-intencionados, espertos ou não, fica aberto o espaço para:

a) enviarem notícias de que o movimento realmente foi um sucesso e que não houve gente fazendo o que eu disse lá no alto;

b) enviarem notícias de que a Petrobrás se curvou ao seu protesto (desde que cumprido o item anterior, claro);

c) enviarem soluções para o problema de free-rider. Elinor Ostrom conseguiu dar uma boa estudada nisto e, claro, ganhou um Nobel. Mas nada impede que algum internauta consiga superá-la sem a mesma carga de leitura e estudo. Só acho difícil, mas quem sabe não há um gênio por aí?

Fora isso, até que eu e o Cristiano voltemos a este ponto uma outra hora, vou me dedicar aos meus leitores mais assíduos, i.e., os que chegam aqui, acham algo e continuam seguindo. É pessoal, como ensinou Adam Przeworski, fazer revoluções também tem cálculo de custo-benefício e eu tenho uma pá de tarefas para cumprir. Então, podem comentar, com educação e respeito que eu aprovo. Caso contrário, você é livre para mudar de canal.