Uncategorized

Imperador Akihito visita desabrigados

Os imperadores japoneses nunca estiveram tão próximos do povo quanto agora. Akihito, o filho do imperador Hirohito, que foi o primeiro a assumir sua condição de não-divindade no fim da II GM, sempre foi discreto e procurou-se manter à margem da política, em uma verdadeira monarquia constitucional, bem diferente das que alguns desejam.

Muito bacana ele visitar desabrigados de maneira tão despojada. Para os mais velhos, um ato destes tem um impacto muito maior do que se pode imaginar. Eis o vídeo.

Uncategorized

Aula de Microeconomia – a assimetria das embalagens de produtos em relação ao ciclo econômico

Os dois, Levitt e Dubner, como sempre, trazem bons links. Eu sempre me lembro do exemplo bacana do S. Landsburg, sobre os carrinhos de supermercado que aumentam de tamanho, mas este, de embalagens que diminuem, mantendo o preço, independente da fase do ciclo econômico, é melhor ainda.

Algum aluno mais observador deveria reproduzir esta “pesquisa” no Brasil. Seria interessante, creio.

Uncategorized

A tal Escola de Comunicação Argentina também premiaria Kadafi?

Afinal, ele também quer isenção na cobertura dos fatos.

p.s. maldade mesmo seria dizer que Kadafi vai receber um título honoris causa em alguma universidade européis pelo seu esforço de “unificar um país retalhado pela colonização branca”. Nada como um sujeito pobre, que luta para subir na vida, virar presidente e ser amado pelo povo, não é? Pelo menos, assim se descreve Kadafi…por ele mesmo.

Uncategorized

A entrevista que nenhum jornalista fez ainda

Estes jornalistas supostamente críticos (que “esgrimam contra muros”) poderiam prestar um bom serviço à comunidade (talvez o CQC seja melhor do que eles, mas vamos lá). Tome-se três professores de contabilidade de universidades que, ou não dependem muito de fundos públicos, ou nas quais os ditos professores não vivem de fundos públicos, para garantir um maior grau de independência para a resposta dos professores.

Faça-se uma pergunta apenas: “contabilidade criativa, em sua prova de princípios de contabilidade, é premiada com pontos? Ou você prefere a contabilidade que se ensina em 100% das escolas do mundo?” .

O resto da pauta fica por conta dos jornalistas (exceto os que são chapa-branca e admiram Chavez ou a tal Cris Kirchner).

Uncategorized

Departamento de Química da Unicamp perde credibilidade

Tudo por causa do plágio. Plágio é coisa séria. Deve ser uma vergonha para os companheiros de trabalho do cara, nesta hora. Por que perda de credibilidade? Porque, toda vez que um acadêmico faz um plágio, o resto dos membros do departamento viram potenciais suspeitos (já que há artigos e artigos em co-autoria). Pareceristas não olharão com muita paciência artigos vindos do mesmo departamento (sim, eu sei que não é correto, mas em comunidades científicas minúsculas, como a brasileira, este efeito é maior do que, digamos, nos EUA).

Isto sem falar nas piadas que os alunos certamente farão – ainda que em voz baixa (sabe-se lá a fúria de um professor plagiador na hora de avaliar trabalhos?) – sobre o professor e, eventualmente, sobre toda a universidade.

Agora, o mais interessante é saber como as universidades – inclusive as públicas – punem os plagiadores. A USP, outro dia, deu um péssimo exemplo, punindo, em um caso de co-autoria, apenas o plagiador mais – aí vou eu – hipossuficiente (advogados do mundo inteiro tiveram um momento de êxtase agora…).

Plágio é crime. Simples assim. Mas no Brasil, dizem, o crime compensa. E aí?

Uncategorized

Jornalistas argentinos desistiram da profissão e resolveram premiar o destruidor de liberdades

Tirado daqui. Aliás, você sabia que consultorias e institutos de pesquisa argentinos que encontram números díspares para a inflação (díspares em relação ao número oficial, claro), agora são multados?

Aqui no Brasil, a crítica a um presidente de uma estatal qualquer pode custar seu emprego. Isso sem falar que, embora o negue, o governo deseja estatizar a Vale usando, claro, um eufemismo qualquer para não dizer que o faz. Não somos tão diferentes dos argentinos, afinal. É só questão de tempo, já que a oposição brasileira é uma peça de ficção e o povo só sai às ruas quando os sindicatos lhes abrem as porteiras.

Engraçado isto. Elogiamos o povo no Oriente Médio, mas somos incapazes de fazer uma manifestação com três pessoas nas ruas. Ah sim, e ainda negamos que o Tea Party tenha influenciado estes movimentos no Oriente Médio porque, por falar em jornalistas, eles acham politicamente incorreto investigar a origem dos fatos (não, não estou exagerando. O repórter que entrevistou Walter Williams escreveu em seu blog que estava “esgrimindo contra um muro”. Ou seja, ele estava atacando, não entrevistando).

É, não dá para ficar muito otimista com os jornalistas latino-americanos…

Uncategorized

O Japão não está em alerta máximo

Como assim?

As time goes by, there hasn’t been much of a decline in the international panic and fear over the situation at Fukushima Daiichi nuclear plant. Reports about leaks localized within the buildings or immediate area of the nuclear plant are fueling new wild speculation about the threat to “Japan.”

Even when there aren’t new developments to report, the English language media manages to invent alarming new stories. Yesterday, the BBCAssociated Press, and other news agencies ran stories saying that Japan’s prime minister had announced the country was in state of “MAXIMUM ALERT” because of the nuclear situation. Kan’s actual words, “最大限の緊張感を持って取り組みたい” ( roughly: “(we are) working with the highest sense of urgency/alert”) was just a bland statement meant to convince people that the government is working hard to resolve the situation. The English translation favored by the BBC and AP misleadingly implied that Japan has a formal alert level system, which had just been increased because of new developments.

Leia o resto.