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Regressão espúria é um problema?

The “spurious regression problem” in the classical regression model framework – Gueorgui I. Kolev

Abstract
I analyse the “spurious regression problem” from the Classical Regression Model (CRM) point of view. Simulations show that the autocorrelation corrections suggested by the CRM, e.g., feasible generalised least squares, solve the problem. Estimators are unbiased, consistent, efficient and deliver correctly sized tests. Conversely, first differencing the data results in inefficiencies when the autoregressive parameter in the error process is less than one. I offer practical recommendations for handling cases suspected to be in the “spurious regression” class.

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Como eu sei que o Brasil é um país selvagem

Um país não é civilizado se as pessoas acham que o principal – para alguns, único – meio de melhorar de vida é roubando os outros. Tivemos a escravidão – que é o maior crime contra as liberdades individuais – e hoje temos o mais comum: furto (ou roubo, se quiserem usar uma terminologia júridica, mas vou me referir a ambos como sinônimos).

É muito fácil ver que nenhum, mas nenhum governo brasileiro, desde o regime militar, provavelmente, conseguiu vencer este problema. Não falo de estupros, assassinatos ou arrombamentos. Falo de algo mais simples. Um crime que testemunhamos toda vez que entramos em um estabelecimento qualquer. Vá comprar seu marmitex e você encontrará um cartaz dizendo que “não aceitamos cheques”.

Claro que não é fetiche do empresário. É que os calotes ocorrem com uma frequência muito acima do normal, ou não teríamos tantas lojas com estas placas.

A elite brasileira – esta que pára em fila dupla, joga giz em faxineiros e urina fora do vaso em banheiros públicos – não enxerga este problema porque não precisa usar cheques. Que bom para eles. Mas, infelizmente, eles são poucos e nem todos ganharam sua riqueza honestamente, mas também dando calotes em outros.

Assim, quando alguém me fala de liberdade econômica no Brasil e sobre a saúde da moeda, eu penso duas vezes. Há lá uma política monetária – que inclusive vem perdendo credibilidade de forma preocupante – que se preocupa(va) com inflação e não em agradar o ministro X ou Y. Mas há uma doença social: uma parte da moeda, os cheques, não é aceita como tal. O presidente do BCB poder ir à TV e fazer um pronunciamento bravo sobre o tema, mas não é com bravatas que se resolve o problema.

Eis meu indicador de subdesenvolvimento – nível selvageria latino-americana – o número de comerciantes que não aceitam cheques como moeda.

p.s. a nossa elite, tão viajada pelo mundo, deve ter notado que cheques, em países civilizados, não são “não aceitos”…