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O ponto ótimo

Consumidores devem ter direitos? Devem. Mas estes direitos devem ser ilimitados? Bem, é o que eu me pergunto ao ler que uma agência de um banco público foi fechada pelo Procon porque…

Pela primeira vez, em Florianópolis (SC), uma agência bancária foi fechada com base na lei 699/2002, que prevê o atendimento num prazo máximo de 20 minutos. Ontem, o Procon da capital catarinense fechou a agência do Banco do Brasil (BB), localizada no centro, depois de reclamações dos clientes.

Segundo o diretor do Procon, Thiago Silva, a agência é campeã de reclamações e já havia sido autuada 81 vezes num único dia, com multa de R$ 1 mil para cada autuação. O BB não pagou nenhuma multa.

Ok, veja, eu não sou nada simpático do atendimento destes bancos públicos. Tenho sido vítima de um outro banco público nos últimos meses e acho que a agência bancária em questão deve, realmente, ser bem ineficiente. Mas, convenhamos: como é que se mede o tempo necessário para atendimento de quaisquer demandas dentro de uma agência em…vinte minutos? Uma complicação na boca do caixa porque um aposentado esqueceu um documento é a mesma coisa que a assinatura de um contrato com o gerente?

E o que dizer do restante da notícia: até os caixas eletrônicos não podem ser usados pelas pessoas. A quem serve este fechamento?

Mais ainda: repartições públicas como certas prefeituras de certas capitais são incapazes de atender demandas simples em menos de….dez meses. Vamos multar a prefeitura agora, fechando-a?

Eis uma sugestão diferente: ao invés de fechar a agência e impedir o uso dos caixas automáticos, que tal fazer com que todos os correntistas do banco recebam x% do total de transações efetuados pela agência no mês? Seria interessante, mas poderíamos evitar os incentivos perversos (correntistas fazendo “corpo mole”) por meio da adoção de algum índice de eficiência que pode ser facilmente calculado por um economista minimamente competente.

Talvez a sugestão acima ainda seja ruim, pois não resolve o problema da má regulamentação (e, portanto, pode não ajudar os consumidores, supostamente alvos desta regulamentação). Então, melhor ainda, vamos esquecer isso tudo e incentivar a concorrência do setor bancário?

 

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Evidências de que não estou só

Acabo de ser surpreendido por um texto, no Ordem Livre, que leva a autoria de Claudio Shikida, embora eu nunca o tenha redigido. Por que isso aconteceu? Algumas hipóteses:

a) Hipótese “Fringe” – o Claudio da dimensão paralela, que é austríaco, invadiu o Ordem Livre e publicou sob meu nome.

b) Esquizofrenia – entrei em um processo tão agudo de esquizofrenia que nem me lembro de ter escrito o texto.

c) The United States of Claudio – Sim, virei a Tara.

d) Bruno Garschagen enlouqueceu – não é uma hipótese improvável…

e) O Ordem Livre e o complô de conservadores e libertários “estadunidenses” me clonaram no Sexto Dia.

Com qual das hipóteses você fica, leitor?

UPDATE: E corrigiram lá. Era um artigo do Adolfo, vejam só.