Uncategorized

Hic, Rousseff, hic salta!

Em resposta à ofensiva de governadores e assessores do Planalto que querem de volta a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), o professor Eurico Marcos de Santi, da FGV São Paulo, faz um desafio: que se crie uma CPMF pública. Assim, cada movimentação de dinheiro dentro de qualquer órgão do governo, seja federal, municipal ou estadual, será registrada e pagará uma pequena taxa. Ninguém sairá perdendo – o dinheiro vai para um cofre público, que pode devolvê-lo, eletronicamente, ao caixa original.

“Seria uma revolução nos gastos públicos, nos costumes políticos. Criaria uma transparência que jamais existiu, e sem a qual é inútil falar-se em reforma tributária”, afirma de Santi, especialista em direito tributário, que coordena o Núcleo de Estudos Fiscais (NEF) da Faculdade de Direito GV.

Vamos ver quanto tempo leva para bombardearem a idéia ou falarem da ilegalidade da mesma (se bem que o superávit primário…). Genial. Eis uma proposta que certamente será ignorada pela grande maioria dos sempre verborrágicos chapas-brancas da imprensa, bem como pelos que sempre acham que o governo pode tudo e que existe almoço grátis, Papai Noel e duendes.

Uncategorized

Pterodoxia é barata e vende bem

Como a economia séria só é compreendida por gente alfabetizada, honesta e trabalhadora, é fácil ver que a pterodoxia vende bem mais. A vida é assim e cabe aos professores ensinar a diferença entre o joio e o trigo. Entretanto, ensinar isso tem um custo e muitos preferem não ensinar a diferença.

Na época do regime militar, este esforço em ensinar era mais visível. Mas, atualmente, poucos se manifestam sobre os devaneios do governo (que, inclusive, desmoralizou o conceito de contabilidade pública, sob o estranhíssimo silêncio dos técnicos da área). Eis um exemplo de manifestação.

Uncategorized

Ignore a análise econômica e faça política

É o caso do “trem-mala”. O custo é simples: menos dinheiro para professores, médicos ou políticas públicas em geral. Quem tem acompanhado a politicagem dos sindicatos sabe que há mais motivos para se preocupar. Só o governo parece ter se esquecido do que aprendemos com o Plano Real: recursos públicos são escassos.

O presidente – que já vai tarde – parece estar embriagado e seus discursos são apologéticos (“os ricos dezte-país querem comer criancinhas”) ou mesmo irreais em termos de escassez. Como boa parte do povo acha que escola é ideologia e que 2+2 pode ser qualquer coisa que o MST ou a UNE queiram, fica difícil explicar os problemas (veja o número de comentários mal-educados que blogueiros recebem todos os dias) de se ignorar a análise econômica.

Ajudaria se os pedagogos fossem sérios quanto ao ensino, mas muitos se perdem na chafurdação onanista-marxista-leninista.

Ou seja, como diria Marx: quem educará os educadores? A resposta não envolve doutriná-los, mas educá-los. Sim, existe uma diferença e só a falta de vergonha diz que não.