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Se um gaúcho compra terras no Uruguai, é ruim para o Uruguai?

E se um carioca compra terrenos nos EUA? Deveria ser condenado por isso? Pois a nova xenofobia, filhote do bolivarianismo castrista-chavista com versão “sou-mas-não-assumo-porque-sou-o-cara” brasileira, assim o diz. Mesmo quando gente como Dani Rodrik – inteligente e geralmente mal-interpretado (e elogiado) pela esquerda “de salto alto” (a versão tupiniquim do KathederSozialismus) critica a má qualidade de certas análises (ONGs e burocracias globais), a xenofobia brasileira insiste em afirmações humanamente exóticas sobre o funcionamento dos mercados.

Na verdade, é muito engraçado tudo isso. Se um fazendeiro planta, a esquerda diz que ele não cumpre a “função social da terra” (um conceito mítico, muito apreciado por alguns). Se um estrangeiro compra, não pode. Mas se um brasileiro, digamos, ilegal, nos EUA, é preso, a esquerda faz até protesto na ONU sob as bençãos de gente como Michael Moore, Fidel Castro e outros da mesma cepa.

Difícil.

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Até um padre é mais confiável do que um juiz

Eis os resultados desta importante – e interessante – pesquisa da GV Direito. Não dá para inferir muito de dados trimestrais, mas parece que, no Brasil, o último que chegar é mulher do juiz…

Em outras palavras, o conforto da fé parece sobrepujar a opção laica como opção de solução para conflitos (internos ou com os outros). Será mesmo? Como eu disse: dados trimestrais e uma série curta ainda não nos dizem muito. Mas a pesquisa é interessante e, no futuro, será uma série muito interessante para se estudar.

Econometricamente, claro. 🙂