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Utilidades do R

Outro post simples e bacana que nos mostra, novamente, que o R é um belo programa.

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Engraçado…

…com a candidata renega seu passado. Não, não falo do fato de ela ter sido terrorista, mas de ter sido uma das maiores apoiadoras da privatização do Brasil.

Realmente não dá para apontar este defeito como exclusividade do concorrente. A candidata tem se negado a assumir posições simples – para as quais até já assinou documentos – e nem quer saber de falar de problemas na Casa Civil ou de evidências de corrupção no governo.

O eleitor brasileiro costuma se irritar muito no segundo turno e não é por outra razão que a candidata tem saído do sério mais vezes,  acompanhada do presidente que menospreza multas (mas quer nos fazer pagar por qualquer transgressão com um discurso bem moralista…) e aqueles sujeitos mais barra-pesada (estilo PCC) do partido do presidente, auto-denominado “dos trabalhadores”.

Quem trabalha não tem tempo para firulas, não é mesmo?

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O esquecido dia dos professores

Aproveito a data para felicitar os colegas. Em especial, quero deixar aqui o registro de minha satisfação na minha graduação – algo raro, dado comportamento de muitos professores… – com o curso optativo que fiz sobre a “Teoria Geral” de Keynes. Tal disciplina foi ministrada pelo falecido prof. Ernani Teixeira.

Outros “professores” desprezavam esta disciplina (hoje se dizem “keynesianos” dados os ventos que mudaram de direção…) e faziam comentários sarcásticos sobre a mesma. Claro que nos obrigavam a frequentar uma outra disciplina obrigatória sobre Karl Marx porque, bem, eles gostavam, embora não soubessem responder perguntas simples de alunos (lembro-me do colega que deixou o professor “nu com a mão no bolso” ao mostrar a contradição interna do argumento lógico em um trecho de “O Capital”).

Estas coisas não aconteciam na disciplina optativa. Ernani, embora fosse quase um “torcedor” de Keynes, tinha uma atitude bem profissional, ou seja, cientificamente séria, sobre o famoso economista. Aprendi sobre Keynes mais do que alguns keynesianos de quermesse de hoje. E não virei “keynesiano” por isso.

Bem, hoje é dia do professor. Então que esta história sirva para parabenizar os verdadeiros professores, não aqueles que têm um carimbo na carteira de trabalho e frequentam salas de aula para pregar o plágio ou tentar captar militantes para suas tribos políticas.

Parabéns aos colegas.

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Trabalho

Estive trabalhando quase que integralmente em meu tempo vago em minhas notas de aula de Econometria nos últimos cinco dias. Chegava já em cointegração num ritmo frenético. Claro que os artigos de Hendry & Juselius lá de 2000 e 2001 sobre cointegração são a referência mais do que básica quando se quer recordar o tema.

Mas eu já estava cansado de esperar pela chegada do Juselius (2008) aí ao lado. Bem, já tenho o que ler na antesala do médico hoje. O bom deste livro é que ele é didático não muito no sentido econométrico, mas mais no sentido da integração da teoria com a econometria. É raro achar material didático com este formato, com uma cobertura detalhada de tópicos da área, sem falar na metodologia de Juselius que é bem interessante.

Se você já passou por dificuldades ao interpretar os coeficientes daquelas matrizes “companheiras” e demais coleguinhas gregos das equações, e se não tem medo de álgebra linear, este é um bom livro.

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Bolivarianismo e Contabilidade: o (o)caso de Cuba

Bem, o presidente da Silva é um simpatizante do bolivarianismo, embora não faça declarações públicas inflamadas e de improviso sobre o tema. Ele e sua candidata, claro, representam esta exótica – e ilógica – ideologia no Brasil, como atestam vários dos militantes de seu partido em conversas e, eventualmente, em artigos de jornal.

O bolivarianismo, que nada mais é do que o socialismo com uma roupagem “nativista”, nasceu em Cuba e, desde então, em uma espécie de “Operação Condor” da esquerda, tem sido irradiada por toda América Lat(r)ina. Isso também não é novidade e os próprios bolivarianos brasileiros falam disto com orgulho.

Contudo, só porque alguém acha que mascar coca, falar mal do dinheiro (enquanto o embolsa) e enxergar conspirações “neoliberais” até embaixo da cama é bonito, não quer dizer que funciona. Veja só este exemplo:

Mr. Sanguinetty, who served as a senior economic official with the Cuban government until he resigned in June 1966, said that Cuba might be just beginning the long, painstaking process of rebuilding the most basic economic relationships. He noted that Cuba even eliminated accounting schools in the first decade after the 1959 revolution because officials thought money would be unnecessary, and that many Cubans had no experience with credit cards, banks or checks. Now, he said, the government must move forward — with import-export licenses, with clearer communication about rules — if it hopes to make entrepreneurs a vital element of the economy.

Imagine como é organizada a economia na Cuba bolivariana. Depois me perguntam porque os “países capitalistas” não mostram dados de Cuba em bases de dados mundiais. Resposta simples: os cubanos não sabem resolver problemas de partidas dobradas porque, afinal, isso atrapalha o mensalão de Castro.