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Manchetes alternativas

Governo chinês concorda com secretário do governo da Silva: não apenas a liberdade de imprensa não serve para nada: também a liberdade individual deveria ser abolida.

p.s. quem já participou de guerrilha para defender a liberdade de ir e vir deve estar com nojo destas últimas declarações. Imagine só descobrir que aquele jovem idealista que lutou ao seu lado queria mesmo era trocar o tênis pela bota e esmagar qualquer liberdade. Deve ser difícil para o pessoal da esquerda brasileira. Tenho, realmente, pena deles neste momento. Muita pena.

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A esquerda continua infantil

Além do leitor(a, ambos) que tentou impor sua falta de educação aqui, por não aceitar que sua candidata pisa na bola (comentário ignorado, claro), temos outras amostras de besteiras na internet. O Econosheet, por exemplo, encontrou uma bela “shit” no portal Terra (que, por sinal, deixou de ser minha referência há tempos por sua fraca capacidade de crítica).

A esquerda pode ser infantil, não tem problema. Só que tem que ficar no cercadinho do Shopping quando os pais brincam de Irã e Coréia do Norte.

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Instituições informais de justiça: Coase samurai

Interessante reflexão, algo coasiana, sobre o conceito de “Giri” (uma característica da sociedade japonesa) e o uso da justiça. Giri diz respeito à obrigação social de retornar presentes recebidos com outros de valor nunca inferior, o que pode bem gerar uma espiral de presentes trocados…

De qualquer forma, fiquei curioso quanto ao estudo citado no final do parágrafo que parece concluir que o “Giri” seria uma forma de instituição informal substituta da justiça formal, um tema que volta e meia retorna a este blog…

Nowadays the “Giri” concept is still prevalent in Japanese customs. Gifts in special occasions are very common, and when you receive something it is almost an obligation to give something back in return that has a similar value. This is common sense in any other culture, but in Japan the amount of gifts that you receive can be really absurd. There was some study that concluded that in Japan the money spent on gifts is the same that the amount spent on justice in the USA. At the same time Japan is the country in the developed world that spends less money per person in justice. It turns out that the “Giri” helps in a certain way to maintain harmony so that Japanese people don’t tend to confront with each other in law courts.

Trecho interessante, não?

Achei algo que cita a relação entre Giri e justiça aqui. Outro texto é este cujo trecho a seguir é esclarecedor.

How does giri affect the settlement of disputes? There is a definite effect. In the event that parties under giri should fall into a dispute then they will adopt a conciliatory and flexible concessionaire approach. The presence of giri might be incompatible with the nature of litigation and operate to inhibit a resort to legal resolution of disputes.

In managing disputes where the parties interact under giri there will be an effort to consent and to act spontaneously rather than to force agreement. This has led to a large gap between the expectations of legal codes and the daily reality, which results from numerous compromises based on human relationship considerations (Inako 1981, 131-45). It may seem strange, but in disputes law, lawyers and the courts do not seem to have a primary role and are actively avoided in giri situations. In Japanese disputes there is an emphasis on such mentality as “sincerity” (sei-i) rather than on “rights” in any legal sense (Rokumoto 1986, 228-9).

O engraçado é pensar que se a sociedade tem um sistema informal tão bom para resolver disputas, o custo de se ter advogados aumenta um bocado, tornando-os quase inúteis. A ironia? Bem, advogados já estabelecidos têm um incentivo para estimular a discórdia… ^_^

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Liberdade na Estrada em Belo Horizonte

O pessoal do Ordem Livre ainda não atualizou sobre o evento em seu blog e, graças ao Bernardo, temos algumas fotos do mesmo. Assim, aqui vai uma rápida exposição do que tivemos.

Bruno falou sobre o problema da lei nos países de tradição “civil law”. Diogo nos lembrou de nossa herança liberal, uma característica intelectual que, creio, deveria ser resgatada. Por fim, eu falei sobre o capital humano dos economistas e do meu (raro) otimismo com a evolução na qualidade da política econômica brasileira.

Aliás, minha palestra está aqui.

Houve um certo debate sobre o Bolsa-Família porque este que vos escreve é um crítico do mesmo, mas não acha que o Bolsa-Família (BF) seja um desperdício. Aliás, é bem simples pensar nisto porque a maior parte dos argumentos contra (liberais ingênuos?) o programa é que o mesmo seria um desestímulo ao trabalho. Ok, digamos que isto está correto. Então o que os liberais diriam sobre o imposto de renda negativo do falecido prof. Milton Friedman?

Bem, eles titubeariam e diriam: “aí não, depende!”

Se depende para a proposta dele, depende também para o BF. Como é que é este “depende”? Se você é um cientista, como no meu caso, deve-se investigar os incentivos do programa para ver se ele gera mais custo do que benefício (sem falar no curto/longo prazo) para as pessoas.

Há, obviamente, o benefício eleitoral de quem propõe um programa destes, que é outra questão importante. Mas nesta outra, Carraro et al (2009) iniciaram um debate que tem seguido pela literatura e que parece encontrar evidências de que o BF gerou frutos para o presidente da Silva.

Enfim, é um debate interessante e infindável, mas, voltando ao evento em si, foi bem mais concorrido do que no ano anterior. O Liberdade na Estrada, eu dizia ao Diogo, bem poderia fazer, ao final, um “livro” ou um resumo do que se pode tirar de todos estes interessantes debates.

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Qualquer um está sujeito ao inferno

Agora a candidata do sr. da Silva se mostra como realmente é. Alguém opinou contra ela, fora do jogo eleitoral, ela usa o trator da suposta Justiça.

Bom é que no Brasil é assim: sai mais barato para o político usar o “direito de resposta” do que para um cidadão qualquer. Afinal, quem tem tempo e dinheiro para gastar com processos como este tem sempre um uso melhor para o próprio tempo: trabalhar. No caso dos políticos, contudo, trabalho é algo que passa longe…