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A grandeza da boa economia

Ao contrário da má economia – que eu chamo de pterodoxia por ser primitiva como os pterodátilos (ou como a Petrossauro, diria Roberto Campos…) – a boa economia é de uma grandeza única. De onde surgem as críticas mais interessantes ao sistema de metas, por exemplo? De gente como Franco, Werlang, Malan ou Fraga.

Obviamente, os pterodoxos podem dizer que os interesses destes economistas mudaram, mas a crítica pterodoxa também é sujeita a este argumento. Basta ver o que têm feito com fatias do setor público em termos de inteligência econômica nos últimos anos.

No líquido, ainda acho que Franco, Werlang, Malan e Fraga ganham o debate com léguas de distância de vantagem sobre os raivosos pterodoxos.

7 comentários em “A grandeza da boa economia

  1. Oi Shikida,

    eu acho interessante que os caras nao tocaram em dois pontos fundamentais:

    1) porque usar o IPCA e nao o core da inflacao? Esse seria o metodo correto, na medida que voce eliminaria os precos administrados.

    2) como reduzir a inflacao se a politica de defesa da concoreencia praticamente deixou de existir? Muitos setores produtivos, e mais recentemente o financeiro, estão cada vez mais concentrados e alguns deles sao fortemente protegidos.

    Acho que esses dois pontos sao muito mais importantes do que estreitamento de banda ou reducao da meta. Até por que eles (pontos 1 e 2) sao condicoes necessarias para qualquer alteracao mais profunda do regime. Se metade da inflacao vem dos precos de empresas publicas e de setores oligopolizados, a inflacao certamente sera mais alta que em paises onde a concorrencia eh a alma do negocio.

    Abraco
    Cristiano

  2. Meus caros,
    Dois pontos:
    1- Em relação ao comentário do Cristiano. É fundamental políticas anti-trustes para aumentar o bem-estar social, não para combater inflação. Maior concentração implica em maiores preços, não maior inflação. Mas a crítica é muito pertinente para pensarmos os problemas de políticas públicas (principalmente neste momento gravíssimo que vivemos). É fundamental observarmos sempre os impactos, em termos de concentração de mercado, das políticas públicas adotadas (e sabemos como algumas pessoas gostam de concentrar mercados e como outras gostam de ganhar dinheiro com isto).
    2- Me lembro de um ponto sempre levantado pelo Prof. Aluísio. Acredito não haver dúvidas sobre a eficiência do sistema de metas de inflação (e aqui, a crítica do Malan está certa, faz-se mister diminuir esta meta extremamente elevada que temos há muito tempo). Entretanto, não sabemos exatamente qual seria a banda ótima a ser adotada (principalmente depois do fim da excelente “QI de Abelha”). Falando sério, não existiriam (não sei como está o atual estado das artes) estudos teóricos e empíricos sobre possíveis diferenças de bandas ótimas a serem adotadas entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos (estes muito mais sujeitos a fortes choques externos).
    Um grande abraço.

  3. Sim, claro. Concentraçao nao necessariamente aumenta a taxa da inflacao, mas torna ela mais sensível a variações de precos nos custos dos insumos, uma vez que o produtor nao tem incentivos a aumentar a eficiencia produtiva (melhorar a funcao de producao, novas tecnicas e metodos produtivos por exemplo, ou substituicao do insumo por outro) e simplesmente repassa o aumento de custo para o preco.

    Entao, o natural amortecimento de um aumento do preco do insumo que ocorre em ambientes compeititivos (via alteracao de tecnica ou substituicao doinsumo) diminui, chegando ao preco final do produto. E a concorrecia claramente diminuiu nos ultimos anos.

    O preço pode até volta depois para o “equilibrio de monopolio” , mas por um certo periodo ele exacerba o efeito do aumento do preco do insumo no índice de precos, que tem uma composicao de varios bens. Especialmente se o insumo tiver um uso ao consumidor, como por exemplo milho e cana: insumo no ethanol e acucar, mas também é bem de consumo final (ou seja, entra no IPCA indiretamente e diretamente).

    Enfim, queria deixar registrado meu descontentamento com a oligopolizacao de certos setores….

    Acho a discussao IPCA versus Core Inflation importante, e ninguem toca nesse assunto.

    Abraco!

  4. Resumindo, a reducao do concentracao pode aumentar a variancia da taxa de inflacao. Fazendo que um sistema de metas que siga a taxa de inflacao em um prazo curto acabe levando a uma politica de juros muito erratica. Era essa a mensagem.
    Abraco!

  5. Isso só pode ser piada. As opiniões do artigo são patéticas. Quais são os aperfeiçoamentos? Reduzir a meta e a banda, praticamente só isso. Isso não é aperfeiçoamento, é apenas meta mais ambiciosa e mais rígida.

  6. O que mais o artigo revela é a importação de dogmas sem o menor senso crítico. Concordo com o Cristiano: se quisermos uma meta de inflação mais baixa, temos que usar o núcleo. Usando o IPCA, jamais poderemos ter uma meta no mesmo nível do verificado nos países ricos, porque a participação de preços voláteis no IPCA é muito maior devido ao grande peso dos alimentos na nossa cesta de consumo.

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