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Tora Tora Tora

Passou batido para mim, o dia de ontem, 07 de dezembro. O mais interessante do conflito entre Japão e EUA na II Guerra Mundial talvez seja a batalha de Midway. Recentemente adquiri um documentário – em banca de jornal mesmo – que me mostrou que aquele clássico filme com Charlton Heston e Toshiro Mifune foi, basicamente, fiel aos fatos.

Sendo assim, o que sempre imaginei ser um roteiro fiel, mas bem incrementado, tornou-se, na verdade, uma das mais fascinantes lições de logística, teoria dos jogos e conflitos que já vi. A batalha, pelo que já percebi, foi recontada na clássica primeira temporada de Uchuu Senkan Yamato (aqui conhecida como Star Blazers), só que com os japoneses no papel de vencedores. O almirante Domel, de Gamilon, é o próprio Yamamoto – só que com a honra de escolher sua própria morte – e a perda da frota de porta-aviões não poderia ser mais clara.

Deixando de lado o desenho animado, a história de Pearl Harbor não é tão interessante quanto Midway. Pearl Harbor, para quem conhece um pouco, é uma versão modernizada da estratégia japonesa para se defender da ameaça russa no Pacífico em 1904-5 em um conflito que envolveu a Coréia e a China como territórios e a Rússia pré-bolcheviques e o Japão como atores. O engraçado é que, naquela época, o ataque-surpresa japonês foi saudado pelo seu maior aliado, a Grã-Bretanha, como um sucesso, uma boa estratégia ou algo assim enquanto que, no ataque a Pearl Harbor, que também foi deflagrado sem aviso formal de guerra, foi condenado. Coisas da diplomacia…

Fica aí a recomendação. Compre o DVD deste documentário e/ou o filme e repare no impacto das diferentes tecnologias nas duas frotas e no terrível problema de reconhecimento aéreo do almirante Nagumo e nas consequências do mesmo para todo o restante da guerra.

Um comentário em “Tora Tora Tora

  1. No primeiro ou segundo episódio de Yamato mostram o destino do encouraçado, e é lindo, com direito ao Capitão naufragando com o navio, uma batalha encarniçada e um dos pilotos americanos prestando uma continência respeitosa pro vaso de guerra em seus últimos momentos.

    Foi como se estivessem “fazendo as pazes” com o passado.

    Só não compare aqueles vermes Gamilons com o Japão. Eles não têm honra! traiçoeiros, mesquinhos, mereceram tomar nas fuças com a Arma de Ondas da Yamato!

    //yesss, adoro Yamato desde os tempos da TV Manchete…

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