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Arranha-céus…

…e ciclos econômicos? Dica do Preço do Sistema. Pergunto: uma correlação faz verão?

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Princess Chang Ping

Finalmente comecei a assistir um dos filmes mais antigos de John Woo: Princess Chang Ping. Trata-se de uma ópera cantonesa filmada pelo jovem – e mais criativo, creio – Woo. Demorou a chegar e, a cada noite, antes de desabar de sono, eu tento assistir um pedaço. A culpa não é da peça, claro. Tive uma semana dura desde quarta-feira passada. A história é baseada em fatos reais e ainda vou tentar comentá-la aqui.

Como antigo fã de John Woo, este era um filme que eu tentava comprar há anos. O principal problema, claro, era a barreira da língua. Mas o DVD que comprei vem com legendas em inglês o que, obviamente, facilita enormemente a apreciação do filme…

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A teoria da fraude do seu amigo CEO

A Monopoly Model Of Accounting Fraud
Laura Ebert, Margaret L. Gagne

ABSTRACT A monopoly model is used to show why a CEO would engage in accounting fraud, high risk behavior given the severe negative consequences, should the fraud be exposed. A monopoly model of the market transaction between the buyer of the fraud, the CEO, and the seller of the fraud, the accountant, demonstrates the motivation behind the CEO’s willingness to engage in the fraud. The accountant (seller) receives a monopolist profits while the CEO (the buyer) pays a price equal to the perceived net marginal benefit. The CEO wants the accountant to believe that the net marginal benefit equals the price when in fact the actual net marginal benefit to the CEO is much lower than the monopolist’s price. The resulting cost to the CEO for fraud is relatively low because of the CEO’s ability to shift a substantial portion of the cost to the company.

Economia do crime, corrupção, CEO’s…tudo isto em um pequeno artigo interessante para uso em sala de aula. Pense na crise atual e em como este modelo pode ser melhorado, é o que sugiro.

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Comentários sobre o 5o SEBH

  • Gostei das palestras do Cláudio Haddad e do Alex Schwartsman. Contudo, achei as respostas às perguntas melhores no segundo caso (sendo que um expectador da primeira insistiu em perguntar exatamente a mesma coisa três vezes…). A explicação do Alex sobre a crise atual foi muito didática. Haddad resumiu bem o status quo da teoria atual do desenvolvimento econômico mas ficou devendo uma exposição – certamente interessante – sobre o livro de Gregory Clark (bem como as críticas ao mesmo). Concluí, com certo sarcasmo, que o que gera desenvolvimento é uma dotação elevada de ingleses e algodão. Não é uma crítica à palestra, mas é uma visão surpreendentemente realista do que sabemos após anos de estudo.
  • A apresentação do Salvato: não entendo nada de pobreza e desigualdade, mas me pergunto sobre qual o número de hierarquias ótimo. Não vale aumentar a cada versão do artigo apenas. Trabalho que certamente avancará mais nos próximos anos.
  • João e Rodrigo foram muito bons sobre as restrições ao álcool. Particularmente, gostei mais dos estudos do João sobre a lei seca dos bares na “Grande SP”. Meu único comentário foi o de que faltou uma resenha do processo legislativo (eu chamei de “economia política”, mas João foi mais claro do que eu ao renomear meu conceito) sobre a adoção. Até que ponto a lei segue os eleitores medianos locais? Economistas tradicionais costumam ser bastante otimistas quanto ao funcionamento dos mercados políticos (a velha discussão Wittman x Escolha Pública, com o peso forte em Wittman, neste caso) e eu acredito que isto é uma questão empírica.
  • Ainda sobre esta apresentação: dizer que a lei é draconiana nos EUA e que, portanto, aqui ela é frágil e que, dentre outras, o Estado é ausente não me parece um ponto correto. Uma Gestapo foi presente e seguiu leis draconianas. Não gosto do termo: “sou economista, só me interessa a eficiência das políticas”. Depois de Weingast, Shepsle & Johnsen (1981), é muito difícil manter este ponto. O Estado brasileiro é claramente ausente quando, usando o artigo do João, fecha apenas bares frequentados pelos pobres. Por que é ausente? Porque, espertamente, não interfere nos bares frequentados pelos ricos. Além disso, o grau maior ou menor de rigor da lei nos EUA continua não sendo um argumento bom. O argumento bom é o “enforcement” da lei e isto nenhum dos dois artigos (e não conheço ninguém que tenha feito isto ainda) explicou de forma convincente (mas também não foi este o objetivo dos artigos, sejamos justos).
  • Os textos da Lycia e do Reginaldo não estão muito dentro da minha área de pesquisa, mas não gostei do primeiro no que diz respeito às respostas dadas às perguntas da platéia. Dizer que tirou a tendência com um filtro que existe no programa computacional sem explicar um pouquinho sobre o filtro não é bacana. O problema da endogeneidade, levantado pelo Fábio, também merece cuidado especial. No caso do Reginaldo, faz tempo que não mexo com Stamp e, portanto, não sei muito sobre o assunto.
  • O mini-curso do Adolfo: gostei. No início, achei que estava simples demais. Mas a natureza de nosso público estava bem adequada a um curso introdutório. O que ficou breve foram as apresentações dos artigos que, certamente, mereciam mais espaço. A sensação é que o curso mexeu com os brios de muita gente (ciência não é algo que agrada ou não, é algo que se entende e se analisa sobre as hipóteses específicas dos problemas) e, mais importante, parece ter despertado em alguns novas sinapses. Quem sabe? Também devo agradecer ao Adolfo pelos gentis elogios.
  • Sobre minha apresentação: meus slides não funcionaram no micro do IBMEC, embora funcionem direitinho no meu. Por que? Não sei. A mudança na dinâmica da apresentação na manhã de sexta-feira, além disso, prejudicou bastante meu tempo. Os comentários do Guilherme oscilaram muito, na minha opinião. Como sempre, é necessário trabalhar mais sobre alguns pontos do artigo, mas uma coisa é comentar, outra é dar parecer. Exagero nesta última parte leva a afirmações fora de contexto. Mesmo assim, agradeço ao Guilherme pelos comentários. E agradeceria mais ainda se me enviasse a base de dados Barro-Lee atualizada. Só acho que ele não entendeu o ponto (e eu estava cansado demais para explicar). Um estado é eficiente em t se é administrado por gente de alta escolaridade obtida em t-k e não sei se dados mais recentes de Barro-Lee nos dão um k na medida correta. Verei isto com os co-autores. Uma crítica boa refere-se à necessidade de se incorporar algo de Avner Greif. Entretanto, o livro de Greif mostra que o estado teórico da abordagem institucional ainda é precário (basta ver o quão simples é o livro).
  • Presença: nenhum aluno do 6o período esteve lá. Mesmo no horário da manhã, quando poderiam vir, não vieram. A monografia se aproxima e este tipo de comportamento é apenas mais um que mostra o quanto o custo pode aumentar, individualmente, pela preguiça. Alunos do 5o período também não se fizeram presentes. Do 3o, vi alguns. Idem para o 4o. Pode ser uma mudança de cultura dos alunos: os mais novos estão se tornando mais interessados em economia do que os mais velhos. Ou pode ser simples aleatoridade. O que é grave é que pode ser o mau exemplo dos professores a causa disto. Exceto pela óbvia presença de mais professores nas palestras do Alex e do Haddad, somente o prof. Ernani, o prof. Marcus e o prof. Rai estiveram presentes nas palestras de divulgação científica. A mensagem aos alunos é: “não é importante este negócio de pesquisa científica para mim, que sou professor. Por que seria para você?” Este é um problema que, por exemplo, não existe no IBMEC-SP, no qual o próprio Haddad comparece aos seminários. O bom exemplo, claro, ajuda muito. De minha parte, sigo Milton Friedman: quem quiser, que vá. Tem gente que pede ponto extra, mas eu não acho, hoje em dia, que a prostituição seja a melhor forma de se incentivar um aluno a adquirir conhecimento. Se assim o fosse, eu abriria um bordel e daria aulas sob demanda…
  • Qualidade do evento: nossa infra-estrutura está no limite, como constataram os presentes. Mas o pessoal do apoio foi muito atencioso. Na medida do possível, conseguimos um bom evento. Veja que, “na medida do possível” não tem conotação negativa, mas neutra: nossos limites estão bem acima dos de muitos concorrentes, o que não impede de fazermos melhor as coisas no futuro.

Enfim, estas são algumas observações sobre o seminário. Comentários?