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Pensando livremente

Engraçado como os heterodoxos pterodoxos sempre aparecem aos berros e quebrando vidros quando há uma oportunidade de se falar mal do mercado. Embora façam um discurso sempre “moderno”, com referências à complexidade do ser, à filosofia, à Escola de Frankfurt e afins, só ficam assanhados quando há a chance de dizer: “tá vendo? O mercado não funciona, o Estado interviu”.

Por que é engraçado? Porque eles sempre fogem do rótulo de que são apenas um grupo a favor do Estado-babá, vendendo uma auto-imagem mais sofisticada, digamos assim. No fundo, nunca se desvencilharam da fase bebezal, aquela na qual a briga é para dizer que o “meu governo é maior que o seu”.

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A falta que faz uma boa econometria

Então os iluminados comentaristas estão confusos com os últimos dados: a lei seca aumenta ou diminui mortes? No Rio de Janeiro, pelo visto, aumenta. Como sempre, o que falta é uma análise teórica séria sobre os incentivos (não vi nenhuma) e uma análise igualmente séria sobre os impactos de similares leis no restante do mundo. O teor das entrevistas e declarações de especialistas e comentaristas não revela evidências de que as coisas sejam tecnicamente bem-feitas por aqui mas, claro, pode ser que algum bom técnico não tenha falado nada ainda.

Até lá, eu só digo: que falta faz um bom conhecimento de econometria…

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Rodízio e pedágio urbano

Sou muito mais a segunda solução do que a primeira. Eu e mais alguns especialistas. Não é difícil entender o porquê. Vivemos em uma sociedade na qual os que possuem dinheiro são tratados, como numa boa sociedade não-liberal, ou seja, rent-seeking, de forma diferente do que os menos abastados. Então, policiais são facilmente compráveis e placas idem. Rodízios são, neste sentido, inúteis. O pedágio urbano, por sua vez, é mais difícil de ser burlado. É verdade que o rico ainda pode pagar mais, mas a chance de ele burlar a fiscalização é menor.

Mesmo se imaginarmos uma sociedade ideal, livre de subornos, a solução do pedágio ainda seria superior ao rodízio. Afinal, você cobra individualmente pelo uso do espaço público.