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Pergunta para os defensores do monopólio público

Por que é que quando uma conta atrasa por culpa de extravio dos correios (e nunca vem um documento oficial de comprovação de extravio, mas alguma anotação à caneta que eu mesmo poderia ter feito), o destinatário da conta é que arca com a multa?

Respostas sem lenga-lenga nos comentários. As mal-educadas o titio apaga, viu?

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Resistência estava certo?

No debate entre Pedro Dória e o Fabiano, do Resistência, o centro da fogueira era a contradição de Dória (ou indecisão, como queira) em admitir a influência do ideário neo-socialista (Foro de São Paulo) na política externa brasileira. Esta nova evidência deixa Dória em situação mais difícil.

Como sempre, é uma hipótese, mas minha aposta é que os artifícios legais podem até, formalmente, salvar um argumento mas não necessariamente o tornam correto. Digo, alguém pode achar um artigo, um parágrafo, um código de lei que diga, sei lá, que a situação da evidência é diferente da que suscitou o debate. Mas se código legal resolvesse tudo, a lógica científica deveria ser regulamentada por algum advogado louco. Leis são criadas e não tornam os argumentos melhores ou piores (basta ver o lixo que os próprios profissionais do Direito invocam a cada dia em suas queixas sobre a lei brasileira).

Vejamos.

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Discurso na formatura

Agradeço aos formandos pela minha escolha como patrono. O video abaixo havia sido preparado porque eu não poderia estar presente hoje. Contudo, o cenário mudou (e não me refiro à crise mundial) e pude estar aí com vocês.

Claro que sempre pode acontecer algo mas, de qualquer forma, programei este texto para ir ao ar por volta das 21:00 h ou 22:00 h de hoje. Talvez eu nem tenha chegado em casa ainda. Ignore, leitor, meu alerta inicial sobre não estar presente (exceto se eu tiver tido algum problema, tenha morrido, etc) e, bem, acredite: foi um discurso feito de coração.

Eis a transcrição, quase literal:

Prezados membros da mesa, prezados familiares, prezados ex-alunos e demais presentes, boa noite.

Fazer Economia sempre me deu alegria,
embora sempre haja momentos de agonia.
Mas quem disse ser fácil a travessia?
Lá no início do curso, eu sei, você sabia,
Que seria difícil, mas compensaria.

No primeiro ano você perceberia,
que economia tem sua magia
que muitos e muitos livros leria,
e que aos poucos se acostumaria
com a famosa e temível… teoria.

No segundo ano nem Deus o ajudaria:
Preços, Macro e – o quê? – a Econometria!
Tudo isto, claro, com muita pancadaria…
…e teoria…
….e empiria
Se percebesse o papel do mestre, no final do dia,
Lembraria que ele não é nada mais que um guia.

Achou que tanto estudo muito mal lhe faria,
Aquilo tudo… teria serventia?
Com o terceiro ano, uma certa sabedoria.
E também um pouco de monotonia…
Achava que o pior logo passaria.

Ah, mas no quarto ano… monografia!
A cada dia, o pesadelo recomeçaria,
Às vezes, uma certa melancolia.
Chegou a pensar que lhe venceria.
E você terminou, cresceu…quem diria!?

Tenho tempo marcado, sirvo-me da correria
Para expressar toda a minha alegria,
Nesse momento que você e sua família
acreditaram que, um dia, chegaria.

Aposto, eu sei, que você não sabia
Que da boa e velha Economia (quem diria!)
Tantas e tantas rimas eu faria.
Tal e qual é a vida, suprema poesia
Na qual se escolhem rimas todos os dias.

Com liberdade, responsabilidade e,
desejo a vocês: Alegria.

Gente, ser patrono é ser um exemplo e eu agradeço muito a vocês pelo voto de confiança. Contudo, cada um de vocês construirá, ao longo da vida, seu próprio exemplo, por meio de tentativa e erro. Este patrono é apenas o início deste maravilhoso processo.

Agradecimentos ao Philipe Maciel e ao Pedro Sette pelas sugestões no poeminha acima. Eu temia pelo efeito final de sua leitura mas, veja só, a moçada gostou.