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Para os sem-noção – I

Spam

Fazer spam é enviar mensagens por e-mail para dezenas de pessoas, listas ou newsgroups, não importando o assunto da lista, ou o interesse das pessoas destinatárias das mensagens.
A prática de “spamming” não é um mero fator de aborrecimento para os internautas, pois chega a ser prejudicial: ao espalhar mensagens em diversos pontos de distribuição, muitas pessoas de uma mesma rede podem receber várias cópias, causando a sobrecarga das caixas de e-mail, entre outros transtornos.Antigamente, dizia-se: “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. Algumas pessoas me perguntam como eu sei se a mensagem é indesejável para o destinatário. Simples: eu envio apenas assuntos de interesse comum a meus amigos mais próximos. Um erro que não se deve cometer é enviar mensagens para alguém que você não conhece e nem tem intimidade.

Para não bancar o asno (ou, se quiser, não fazer asneira), basta ter um cuidado muito simples: não crie listas de endereços sem critério. Exemplifico: no meu trabalho junto aos alunos do NEPOM, envio mensagens apenas…para eles. Claro, o critério é sempre o de que os tópicos sejam relacionados à economia. Não envio piadas, manifestos, etc. Note bem: (a) o grupo foi selecionado em função do trabalho que é comum a todos, (b) ninguém usa a lista para outros fins que não os relacionados aos propósitos do grupo.

Pode até ser que um dia alguém me peça para receber piadas, mas aí é fácil: envio-as separadamente para a pessoa.

Simples, eu sei, mas ainda existe gente que não percebe isto. Nunca é tarde, claro, embora eu conheça gente que, se não aprende logo, verá o entardecer chegar em breve.

Veja, não é questão de regras e punições. É questão de educação. Claro que podemos chicotear pessoas para que as mesmas relinchem e não saiam do pasto. Mas a qualidade da sociedade não é bem representada pelos resultados dos incentivos (chicote ou açúcar), mas sim pela necessidade do uso dos mesmos. Se vivo em um país no qual os párias só respeitam a lei sob ameaça, certamente me sinto pior do que alguém que vive em um país no qual os seres humanos respeitam a lei porque é o melhor a se fazer.

Não existem nirvanas, claro. Mas, neste caso, in medio (não é) virtus. Eu prefiro um percentual maior de humanidade do que de bestialidade.

Eis a lição de netiqueta de hoje, com algumas idéias para reflexão. Mais detalhes aqui.

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O terrível, malvado, feio, obeso, chato e temível…capitalismo

Definição de capitalismo

Definir o capitalismo é muito fácil. Por André Abrantes Amaral.

Há 6 meses, o capitalismo era uma treta porque os bancos tinham muitos lucros. Nenhuma sociedade civilizada pode sobreviver quando uns ganham tanto e outros tão pouco. Uma miséria, o capitalismo.

Hoje, o capitalismo é uma treta porque os bancos vão à falência. Nenhuma sociedade civilizada pode sobreviver quando instituições de referência fecham portas de um momento para o outro. Uma miséria, o capitalismo.

Direto do Ordem Livre.

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É a Bolívia o novo Império Austro-Húngaro?

Acho que não, mas não são poucas as coincidências segundo este artigo no prelo:

Why did the Austro-Hungarian Empire collapse? – A public choice perspective
Dalibor Rohac

In this paper, we seek to identify causes of the disintegration of the Austro-Hungarian Empire. We note that great salience was attached to issues of self-governance and autonomy of the numerous ethnic groups living within the Empire. From a public choice perspective, the Empire was an over-centralised state and there were clear gains from federalising it. However, such federalisation was not feasible because of the collective action problem arising in bargaining with the central government. Furthermore, the move towards the war economy and the empowerment of the executive state provided the last drop leading to the exit of ethnic minorities from the monarchy and to the ultimate demise of the Empire.

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As identidades dos economistas

Eis aqui um interessante artigo de Dan Klein. Fortemente recomendado. Trecho (grande):

Economists who favor liberalization are routinely caricatured as exponents of flattening human beings down to machines-“economic man”-and flattening social affairs down to blackboard diagrams and mathematical models. Their policy views are said to stem from a faith in perfect competition. These slurs and monkey-shines are regurgitated by crass economists and are regularly aided and abetted by the left-leaning press. -As though The Theory of Moral Sentiments and The Wealth of Nations had never been written. As though Hayek, Friedman, Coase, Buchanan, Armen Alchian, Vernon Smith, Thomas Sowell, Deirdre McCloskey, etc. have never existed. As though we don’t exist.

The Smithian kin of economics have a problem. Even if that character can be fairly well drawn, it does not have a suitable identity. There is a Smithian character, shared by thousands. But there is not today a functioning Smithian identity. If we had a functioning identity, we would be less fringy within economics at large, and we would cultivate our own cultural niche and occupy the center of that sub-domain. Sometimes such an economist will call himself a “free-market economist.” Some might say “Austrian.” Some will simply say “economist.” None of these work well as an identity for the character favored here.

“Free-market economist” is misleading. First, it is easily misunderstood as the insistence that all markets should being absolutely free-something Smith explicitly rejected, as do most Smithians. Second, it would seem to signify any economist who favors free markets, regardless of other aspects of his character. Although every Smithian economist tends to favor freer markets, not every free-market economist shares the Smithian character. Enthusiastic young libertarians often cherish simple formulae that need to be overcome, or judiciously weakened, to mature into the “squishy” Smithian character. And, further down the path of life, a mature economist who never did relevant or meaningful research, and instead only practiced and affirmed arid applications of certain scholastic modes of discourse, and deprecated criticism of normal science, would not be a Smithian no matter how strongly he favored free markets. These reasons speak also against “libertarian economist” and “classical liberal economist.” Yet another problem with such names is that, while the Smithian character allows for outspokenness, it is just too pushy to announce political opinions in the name.