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Pergunta básica

Excelente reflexão do Marcelo Soares:

“Hoje, a principal ferramenta de investigação de corrupção é a informação, e não tem como a gente obter informação sem o grampo dos suspeitos”, me disseram pelo menos quatro procuradores e juízes nos últimos dias. Faz sentido, embora todo mundo saiba (especialmente nos últimos dias) que há excessos. 

A questão é basicamente esta: é preciso controlar com rigor o uso do grampo, pra coibir os excessos. Mas como fazê-lo sem seguir o velho costume brasileiro de “na dúvida, proíba-se”?

Porque aqui no Brasil é assim: se o estado não consegue fiscalizar o trânsito pra evitar mortes, proíbe de vez a bebida. Se o jornal fala mal de um político em época de eleição, manda-se apreender a tiragem. Se não se consegue fiscalizar o que os políticos fazem na internet, proíbe-se o uso da Web nas campanhas. Se a modelo posa seminua com um terço, proíbe-se a reprodução da foto. Proíbe-se até videogame.

Eis a questão última da política pública brasileira: na falta de inteligência, capacidade de análise, evidências empíricas analisadas com todo o rigor científico, proíba-se. Não que não exista gente capaz (embora o sr. da Silva ache isto uma inutilidade…o que já diz algo sobre de que lado ele está), mas não interessa a muita gente dos poderosos sindicatos algo que seja realmente pluralista, com debate de idéias. 

A discussão do Marcelo merece uma profunda reflexão de todos.

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