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Pré-Copom – Alunos do IBMEC não temem o público e fazem bonito!

 

From Untitled Album

NEPM (Núcleo de Estudos de Política Monetária): Janaína, Christiane, Pedro, Everton, Renato, Luiz André e eu.

Falei à CBN e também à Rádio Alvorada. A nossa previsão, eu diria, é 2/3 de probabilidade para um aumento de 0.75 p.p. e 1/3 para 0.50 p.p.

Comentários:

1. Com a Lei Seca, não me senti à vontade para convidar os meninos para uma cerveja. Mas promoverei algo depois, para todos. Promessa é dívida e eu não sou bom devedor: eu pago.

2. Este foi nosso terceiro encontro. No primeiro, tivemos umas 15 pessoas. No segundo, véspera de provas, umas 5 pessoas. Agora tivemos aproximadamente 30 pessoas e também entrevistas para a imprensa. Estou muito satisfeito. A moçada acha que sou um pessimista. Eu sou. Portanto, quando eu digo que gostei, é porque gostei mesmo.

3. Os professores Coutinho e Salvato fizeram ótimas sugestões. Nossa próxima reunião incluirá mais análises. Apenas a evolução do grupo – houve substanciais mudanças no quadro e aprendizado – melhora, sempre, o que fazemos. Aos membros da primeira formação (primeiro e segundo encontro), meu obrigado. Bob, Lucas Dola, Lucas Drumo e Felipe foram, junto com o Pedro, os primeiros. Christiane entrou na já para a segunda apresentação e agora estamos mais coesos e com mais foco. As observações dos dois professores nos ajudam um bocado a repensar algumas questões (aguarde, leitor, para a próxima reunião, novidades…). 

4. À Helena e à Fernanda do marketing/imprensa, meu muito obrigado.

5. Nosso nome, a partir de hoje, é NEPOM, por sugestões dos membros.

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História da Política Monetária

Quem deseja escrever a história do sistema de metas de inflação moderno pode gostar disto:

“The Great Inflation: Did The Shadow Know Better?”
by William Poole, Robert H. Rasche, and David C. Wheelock

The Shadow Open Market Committee was formed in 1973 in response to rising inflation and the apparent unwillingness of U.S. policymakers to implement policies necessary to maintain price stability. This paper describes how the Committee’s policy views differed from those of most Federal Reserve officials and many academic economists at the time. The Shadow argued that price stability should be the primary goal of monetary policy, and favored gradual adjustment of monetary growth to a rate consistent with price stability. The paper evaluates the Shadow’s policy rule in the context of the New Keynesian macroeconomic model of Clarida, Gali and Gertler (1999). Simulations of the model suggest that the gradual stabilization of monetary growth favored by the Shadow would have lowered inflation with less impact on output growth, and with less variability in output and inflation, than a one-time reduction in monetary growth. We conclude that the Shadow articulated a sensible policy that would have outperformed the policies actually implemented by the Federal Reserve during the Great Inflation era.

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Pergunta básica

Excelente reflexão do Marcelo Soares:

“Hoje, a principal ferramenta de investigação de corrupção é a informação, e não tem como a gente obter informação sem o grampo dos suspeitos”, me disseram pelo menos quatro procuradores e juízes nos últimos dias. Faz sentido, embora todo mundo saiba (especialmente nos últimos dias) que há excessos. 

A questão é basicamente esta: é preciso controlar com rigor o uso do grampo, pra coibir os excessos. Mas como fazê-lo sem seguir o velho costume brasileiro de “na dúvida, proíba-se”?

Porque aqui no Brasil é assim: se o estado não consegue fiscalizar o trânsito pra evitar mortes, proíbe de vez a bebida. Se o jornal fala mal de um político em época de eleição, manda-se apreender a tiragem. Se não se consegue fiscalizar o que os políticos fazem na internet, proíbe-se o uso da Web nas campanhas. Se a modelo posa seminua com um terço, proíbe-se a reprodução da foto. Proíbe-se até videogame.

Eis a questão última da política pública brasileira: na falta de inteligência, capacidade de análise, evidências empíricas analisadas com todo o rigor científico, proíba-se. Não que não exista gente capaz (embora o sr. da Silva ache isto uma inutilidade…o que já diz algo sobre de que lado ele está), mas não interessa a muita gente dos poderosos sindicatos algo que seja realmente pluralista, com debate de idéias. 

A discussão do Marcelo merece uma profunda reflexão de todos.

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Quanta sabedoria!

Disse alguém que quando o líder máximo abre a boca, tudo o mais é Satori. Ou algo assim. Por pouco não foi Leni Riefenstahl falando de Hitler, claro. Mas quando o sujeito fala de algo, é bom ter o mínimo de informação.

Quando não tem, temos isto. Outra reação muito boa

Quem pensa como o sr. da Silva aparentemente pensa (vamos lhe dar a chance de não ter lido o que o bom ghostwriter escreveu) deveria parar de estudar e cair no mercado de trabalho. Menos educação, menos informação. Menos informação, mais dependência. Mais dependência, sindicalização. Aí chegamos onde quer o sr. da Silva: mais imposto sindical, dependência de favores políticos e, claro, mais votos.

A verdade é assim: nua e crua. Pensando bem, era para ser assim mesmo. Afinal, não há onde um rei nu guardar um livro exceto…

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A beleza do mercado

Estava a ler um antigo livro de Armen Alchian. Aí encontrei a melhor definição da função social da firma capitalista: a de suprir o mercado de produtos sob uma situação de demanda incerta. 

O mais louco de tudo é que a história provou que este arranjo – o mercado – consegue dar conta disto enquanto a opção socialista é um fracasso nato na eficiência econômica e na distribuição de recursos. Mais ainda, esta bela função social da empresa tem sido desprezada e esquecida por muita gente interessada em ganhar dinheiro arrancando recursos da sociedade para si (por meios que nunca envolvem pesquisar o mercado para tentar obter lucros). 

Engraçado como as pessoas se esquecem de como o arranjo impessoal do mercado livre lhes dá até o conforto de criticarem este mesmo arranjo. Elaborarei, quem sabe, mais sobre este ponto depois.

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A taxa de câmbio vai bem, obrigado.

Meta de exportações do Brasil será revisada para US$ 200 bi

Eu sei que é engraçado pensar que o governo estabelece metas para a temperatura, o número de garrafas de cerveja que você pode comprar ou mesmo para quanto queremos que o país exporte. Mas o mais irônico é que o povo vive reclamando da taxa de câmbio enquanto o burocrata aí diz que a exportação segue firme e forte.

Pode-se sempre acusar o governo de estar a mentir. Mas não deixa de ser irônico. Afinal, próximo à reunião do COPOM costuma-se ouvir uma choradeira quanto ao preço do dólar que beira à insanidade.

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Este governo está sempre na defesa

O bolso do cidadão, este, ninguém defende. Assim, “direitos” para este ou aquele surgem e são financiados generosamente com o meu trabalho. O pior é que vem um imbecil e diz que é “tudo pelo social” e que você é um egoísta se não faz isto.
É aquela história: sujeito quer que você faça o trabalho para ele, explique para ele, pense para ele e, se der errado, a culpa é sua. Sabe este tipo de gente? Pois não é muito diferente no caso de um governo apenas atender interesses especiais. Se der certo, ele dirá que o mérito é dele (embora o bolso seja seu). Se errado, claro, a culpa é sua. 
Esta mentalidade não é privilégio do setor público, eu sei, mas o burocrata já não o foi um dia…