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Cálculo racional na Lei Seca

Gary Becker deveria ganhar uma estátua da sociolândia tupiniquim. Na época em que os distintos falavam apenas de esotéricas dialéticas (e xingavam o velho Durkheim de tudo quanto era palavrão), nosso economista falava da importância do cálculo de custo-benefício individual na economia do crime.

Alguém já deve ter ouvido falar da tal probabilidade de ser detectado (ou pego no ato criminoso). Até gente que nunca estudou Becker enche a boca para citar seu insight.

Voltemos à Lei Seca. Um comentário enviado para este blog me redirecionou para o tal BlitzBH. O objetivo é claro: minimizar a probabilidade de ser pego, tal como ensinou o “neoclássico” (ou “malvado”, “estadunidense”, “positivista”) Gary Becker.

Ok, eu sei que você bebeu e está bravo com o desprezo destes moleques sem “consciência-de-classe” que só pensam racionalmente. Eu sei que sua teoria não se encaixa nos fatos e nem serve para explicar a ação da moçada. Eu sei disto tudo. Mas veja, é a vida: pessoas reagem a incentivos.

p.s. se você ficou bravinho com os parágrafos acima (fé é igual a bund*: cada um tem uma. Ainda mais quando é fé em socialismo científico, aí a coisa fica feia), então me desculpe, mas você também reage a incentivos…

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