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Aqueles que acreditam no esforço podem se dar bem

É o que diz esta matéria. Essencialmente, o que a moça descobriu (pode-se discutir a metodologia do estudo…como sempre, mas vamos lá) é que aqueles que acreditam que talento é algo que pode ser desenvolvido saem-se relativamente melhor dos que acreditam que talento é algo que lhes é inato. A idéia é que o preço relativo do fracasso é maior para os últimos.

Após mais de uma década lecionando Economia, eu diria que ela está certa. Vi muitos alunos medíocres ou medianos transformarem-se em alunos razoáveis e, eventualmente, excelentes por puro esforço próprio. Também já vi muita gente que se achava o máximo terminar o curso de forma exatamente igual a que entrou: com a mesma arrogância e com o mesmo nível de conhecimento.

Acredito que o relevante, portanto, é observar o ganho marginal do sujeito, em termos de conhecimento, ao longo do curso. Mais ainda, não dá para ter “expectativas adaptativas” em relação ao currículo do sujeito. É necessário, sim, observar se ele tem as condições adequadas para desenvolver o próprio talento. Em outras palavras, em uma entrevista de emprego, eu jamais contrataria o sujeito que me vem com o papo de que seu único hobby é xadrez, exceto se ele se mostrasse um não-mentiroso (e não-arrogante).