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O papel da imprensa, sua liberdade e sua obrigação

Observe, leitor, o absurdo acima. Não houve um único liberal perseguindo o jornalismo (“jornalismo”?) que afirma ter sido a dona Ingrid “hospedada” pela força narco-terrorista chamada FARC. Contudo, o uso da força política contra o jornalismo parte sempre de quem é contra a liberdade de imprensa. Quem mais poderia ser? Eis aqui um exemplo: prefeito do partido do sr. da Silva põe as garras de fora.

Uma boa ação seria informar a RSF sobre isto.

Políticos são sujeitos que concentram poder em suas mãos. Uma imprensa livre, justamente por representar vários interesses (desde nazistas e socialistas até conservadores), mitiga um pouco deste poder. É importante que ela exista, mesmo que não concordemos com ela. A “Hora do Povo” tem todo o direito de publicar matérias com títulos inacreditáveis. Mas os que discordam dela também têm o direito de criticá-la no mesmo nível ou em um nível mais civilizado. Não me interessa se o tal “Diarinho” fala ou não besteira. A “Hora do Povo” falou e não foi impedida de circular. Pode-se sempre invocar algum artigo, num parágrafo, de alguma lei complementar que ninguém conhece para se perseguir este ou aquele jornal. Mas isto é um subterfúgio que até indica o tamanho do problema.

Agora, perseguir jornal, para mim, não pode.

Por outro lado, a imprensa livre só funciona se ela, de fato, informa o leitor. O caso do cartel dos postos de gasolina em Belo Horizonte é notório: nem o poder público (prefeito e governo, aliás, aliados), nem a imprensa mineira, muito bananona, divulgaram quais os postos venderiam gasolina adulterada. Imagino que somente o repórter envolvido na matéria e seu chefe de redação saibam onde não estragar o motor de seu carro. Como já disse antes, aqui, não é questão de criminalizar os suspeitos de cartelização. Agora, as pessoas têm todo o direito a ter esta informação. Elas têm o direito de poder escolher entre abastecer em um posto destes ou em um outro.

Mais ainda, não quero saber das bobagens que os supostos “defensores dos direitos dos consumidores” dizem. A escolha do consumidor pode até ser entre postos que adulteram e os que não o fazem. Por que? Porque pode ser que o consumidor esteja no meio da noite, em uma região desconhecida, e precise voltar para casa. Há casos em que ele fará o cálculo: “já fui enganado por muito tempo, agora que volto para casa e estou próximo de uma favela perigosa, ou abasteço com gasolina adulterada, ou me arrisco a morrer aqui”. Melhor ter este direito do que não ter outra opção a não ser se sujeitar a um assalto.

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