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Por que a correlação não importa

Veja esta notícia. Após cinco parágrafos onde se fala dos possíveis efeitos da TV – em termos de programas como O.C. ou The Bachelor –  na atitude dos adolescentes, no último e derradeiro parágrafo (1/6 do texto), o blogueiro finalmente fala sério:

The research was correlational, so as the researchers acknowledged, rather than TV shows affecting teenagers’ attitudes, it’s perfectly plausible that teenagers with traditional attitudes toward gender roles simply tend to favour watching shows like the O.C.

Quantas vezes já não li na imprensa nacional um monte de traduções de matérias curtinhas que falam de resultados “científicos” baseados em uma única correlação? O que diriam estes tradutores-jornalistas-editores se alguém lhes disesse que há uma correlação entre “escolher jornalismo” e “assistir filmes pornôs em excesso”? Telhado de vidro, né? Por isto é bom sempre lembrar que uma correlação não importa.

Note bem, leitor, a história não pára nas pitorescas histórias envolvendo preconceitos de psicólogos contra a televisão. Há muita matéria de economia que parece ser escrita por alguém que parou o curso de estatística na correlação. Há de se ter cuidado ao ler estas coisas…

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Mais um artigo publicado. Desta vez, sobre a relevância da segurança no Brasil

Saiu o artigo deste que vos fala, de Ari (o co-blogueiro que alguns acham que não existe), Márcio Salvato e Fábio Gomes. Na RBE. Eis o link. Eis o resumo:

On October 23, 2005, the Brazilian society faced a referendum with two options: “to not ban the legal market for firearms” and “to ban the legal market for firearms”. Voters chose the first option. Along the months before the voting day, two interest groups were formed: one, called “No” – arguing for not banning the market – and the other group, called “Yes” – for the ban. This article has two main objectives: first, to analyze the arguments of each group using an analytical model and, two, to identify the determinants of the voter’s choice using data at the local level. The main results indicate that the votes for No were negatively correlated to the homicide rate (measured in 2002) and positively correlated with the marginal change of the homicide rate (between 1995 and 2002. Thus, cities in which the violence increases more quickly, the citizens did not choose to ban the legal market for firearms.

Vai lá e dá uma olhada.