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Assenta, levanta, assenta, levanta…

O que o ódio ao mercado não faz com as pessoas, né?

O assentado Adriano Feliciano, de 28 anos, também trabalhava na empresa como tratorista. Ele voltou para o seu lote, no Zumbi dos Palmares, e agora não sabe como vai ser o futuro da família. Sua mulher, Olga Lourenço dos Santos, de 32 anos, também trabalhava nos laranjais. “A empresa é muito boa, dá ônibus, cesta básica e manda presentes para as crianças.” Adriano voltou a trabalhar no lote na esperança de que a situação seja resolvida logo. Ele recebe cerca de R$ 600 por mês, dinheiro que mantém a casa e sustenta as crianças – as filhas Silvana, 15, Micaela, 10 e Michele, 7 anos. Com o salário, o tratorista comprou uma motocicleta em prestações. “Ainda falta pagar 20 parcelas de R$ 330.” Segundo o trabalhador, em nenhum outro lugar da região ele vai conseguir o mesmo salário. “Emprego por aqui está difícil.” O lote no assentamento pertence à sua mãe, que já foi acampada e militante do MST, assim como seu sogro. “Nós somos agregados”, disse, referindo-se à mulher e os filhos. A produção do lote não é suficiente para sustentar toda a família. Por essa razão, muitos assentados foram trabalhar na Cutrale.

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