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A economia política da repressão aos “flanelinhas”

Oficialmente, os profissionais habilitados pela prefeitura só poderiam cobrar dos proprietários pela limpeza dos veículos. Qualquer outro serviço que prestassem, como a guarda, só poderia ser remunerado com uma gratificação. O proprietário, por sua vez, teria direito à vaga e à segurança mediante o pagamento pelo uso do espaço durante um certo tempo.

Tal não acontece, no entanto, e por isso as autoridades do trânsito e policial estão fechando o cerco em cima dos “flanelinhas” irregulares. Em apenas um dia, vários foram presos. A cidade não tem idéia de quantos são (os habilitados são 1.650).

Por causa de sua atividade, o município perde receita e proprietários de veículos, de uma forma ou de outra, são extorquidos.

Eis o link. Sem dúvida, uma notícia interessante. Mais ainda porque a prefeitura nunca divulgou um único número (ou nunca demonstrou preocupação sobre o tema) até agora. Há dois problemas aqui: o oportunismo político e a falta de interesse no combate das causas da informalidade (por exemplo, a carga tributária, que, aliás, bateu recorde no novo mundo sem a CPMF).

Ao final, alguns pensam agir de forma natural, outros o fazem de caso pensado e, quando vem a ação do estado policial, acaba a festa. A pergunta interessante, para mim, é: que mudança(s) de parâmetro(s) fez com que o prefeito e seus aliados acordasse para o tema após tantos anos de governo?

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