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Dois pesos, duas medidas e um pouco de reflexão sobre o óbvio

O governo não acha correto que incentivos jurídicos salvadores de parlamentares sejam usados para outros cidadãos da República? É o que se percebe da leitura disto. Ignore o linguajar técnico e faça a leitura abstrata. O que se diz é que o governo deseja – imensamente – ganhar e não deseja perder.

Na verdade, “governo” é um termo muito impreciso. Não há nada disto lá. Há burocratas, políticos de oposição ou situação, ministros, órgãos reguladores e juízes. Trata-se de um emanharado de agentes em diversos jogos que, como disse o Jorge Vianna Monteiro em sua última carta quinzenal (gratuita), podem estar envolvidos até na endogeneização das regras do jogo.

Leitores não-economistas costumam ignorar isto e pensam que economistas falam do óbvio. Mas nada há de óbvio em entender as relações sociais e os processos decisórios. Muitas vezes as pessoas se contentam com obviedades que ouvem na TV ou no bar. Senso comum nem sempre é sinônimo de sabedoria: é necessário um filtro teórico para se distinguir o que é joio do que é trigo ou, em nosso caso, o que é boa e o que é má economia.

Leia o artigo todo e reflita sobre a seguinte questão: “o governo existe para nos proteger de ameaças externas ou para extrair renda de nossos bolsos”? A dica de leitura é esta.

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