bolivarianismo · nazismo · socialismo real

O que eu penso da humanidade (não interessa muito, mas vá lá…)

Muita gente se impressiona com a percepção de que assassinos costumam ter uma vida normal em diversos aspectos. Esta semana, a sensação são os nazistas (veja mais aqui).

Mas eu não me espanto. Aqui, na América Latina, admira-se assassinos socialistas – como Che Guevara ou Lamarca – e até se ostentam símbolos usados, com orgulho, por muita gente antes de enfiar a bala na cabeça de alguém.

Por isto eu não me horrorizo com as fotos dos nazistas: é óbvio que assassinos também curtem o lazer. Eu me horrorizo com a falta de noção de muita gente. Estes sim, os verdadeiros e perigosos (potenciais) assassinos do futuro.

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falácias econômicas

Mais desmistificação

Na semana passada o IBGE divulgou as contas nacionais relativas ao segundo trimestre de 2007, revelando uma expansão de 5,4% do PIB na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa mais vigorosa neste conceito desde o segundo trimestre de 2004. À luz destes números mesmo os mais teimosos detentores do Oscar de efeitos especiais em economia têm que se render às evidências acerca do ritmo da produção, o que não significa, porém, que tenham aprendido a lição.

Enquanto estes analistas se entregavam ao nada saudável esporte de negar os dados, o exame mais cuidadoso da forma como a economia reage às políticas monetária e fiscal já indicava uma aceleração clara da atividade em 2007. Impossibilitados agora de persistir na negação da realidade, tais analistas – convenientemente “esquecendo” a alegação anterior, que o país passava por acentuado processo de “desindustrialização”, com queda do investimento – agora brandem o aumento do investimento, quase 10% nos últimos quatro trimestres, como prova definitiva de que não enfrentaremos pressões inflacionárias. Dado este crescimento, segue a cantiga, não haveria razões para se preocupar com o crescimento da demanda, pois a capacidade produtiva da economia também se expandirá.

Leia tudo.

convergência

Pedro descobre a convergência

Em interessantíssimo relato sobre suas aulas em Arkansas, diz nosso blogueiro Pedro:

Uma coisa que reparei por aqui é que os cursos de graduação daqui são básicos demais. No Ibmec, as aulas são muito mais “puxadas”.

Ou seja, é a convergência: quem começa depois tem que fazer um esforço maior para chegar no mesmo lugar.

A propósito, ele também diz:

Microeconomia – Matéria que mais me chama atenção, ou seja, a primeira impressão não foi errada. Gosto muito da maneira como o professor expõe a matéria, sempre querendo nos mostrar diversos exemplos de como os diversos tipos de função utilidade se aplicam (ainda estamos vendo teoria do consumidor). É uma aula com poucos alunos (12), e poucas perguntas durante a aula. Não sei porque, mas geralmente quem pergunta sou eu. Além de tudo, é sempre bom ter aula com um professor que tem uma American Economic Review.

Pedro, eu também tenho uma AER, lá em casa, na estante. ^_^

Uma coisa: ele não disse, mas a Microeconomia que ele está assistindo não é de graduação…

comércio mundial

Benefícios do Comércio

 Livre mercado ajuda a diminuir a pobreza:

This paper explores the role of export costs in the process of poverty reduction in rural Africa. We claim that the marketing costs that emerge when the commercialization of export crops requires intermediaries can lead to lower participation into export cropping and, thus, to higher poverty. We test the model using data from the Uganda National Household Survey. We show that: i) farmers living in villages with fewer outlets for sales of agricultural exports are likely to be poorer than farmers residing in market-endowed villages; ii) market availability leads to increased household participation in export cropping (coffee, tea, cotton, fruits); iii) households engaged in export cropping are less likely to be poor than subsistence-based households. We conclude that the availability of markets for agricultural export crops help realize the gains from trade. This result uncovers the role of complementary factors that provide market access and reduce marketing costs as key building blocks in the link between the gains from export opportunities and the poor.

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Onde estão os livros liberais?

Acabei de chegar da livraria Cultura daqui de Brasília. Talvez seja a melhor livraria da cidade. Ambiente bacana, espaçoso e lugar para se tomar café.

Pedi um livro do von Mises, não tinham. Pedi um livro de Tocqueville, também não tinham. Acton, idem. Finalmente encontrei um livro de Friedman sobre moeda. Peguei o livro e fui ao caixa, preço: R$ 67,50…. devolvi o livro e fui embora para casa. O livro estava sujo, manchado, era de uma edição de PÉSSIMA qualidade. Ao lado dele havia um livro de fotografias de Paris. Ótimas fotos, papel de excelente qualidade, preço: R$ 75,00.

Obviamente não faltavam livros sobre a vida de Marx, sobre a obra de Marx, etc. O preço desses livros também era extremamente acessível. Uma pessoa não tem a menor dificuldade em ter acesso a obras marxistas, elas são muitas e estão sempre a um preço acessível. Por que o mesmo não é verdade quando se trata dos pensadores liberais?