microeconomia

Orgasmo

Alguns alunos ficaram interessados em discutir um pouco sobre a economia do orgasmo. Ouvi alguns comentários semana passada: “- Professor, de onde o senhor tirou a idéia para esta questão (estapafúrdia)”? Bem, a idéia não é minha, mas do co-fundador deste blog, o Leo Monasterio.

Sim, uma das vantagens deste blog novo é o permalink que todos queriam…

Claudio

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Desenvolvimento econômico · Economia Brasileira

A armadilha das idéias em ação

Hoje nós achamos o Hugo Chávez uma coisa meio estapafúrdia, meio folclórica, meio Odorico Paraguassu, mas ele não estaria fora de esquadro nos anos 80, quando o Mitterrand nacionalizava bancos e seguradoras. O presidente Kirchner, da Argentina, parece hoje uma figura meio heterodoxa, mas nos anos 80 ele seria considerado a Margaret Thatcher dos pampas. É verdade que tem um pouquinho de congelamento de preços aqui e ali, mas há um equilíbrio fiscal jamais visto na Argentina. E lembre-se que o Nixon tentou controlar preços nos anos 70 para combater a inflação. Eu não estou, obviamente, defendendo a política econômica do Chávez e do Kirchner. Pelo contrário, acho ambas ruins, equivocadas, e que vão danificar suas economias no médio prazo. Usei estes exemplos para mostrar como a perspectiva mudou, houve uma convergência para melhor na política econômica, e a percepção do que é heterodoxo é muito mais rígida. A esquerda costuma dizer que o mundo mudou e por isso eles tiveram que mudar. Mas, como diz meu amigo, o economista Samuel Pessôa, acho que não, o mundo continua o mesmo. Foram as pessoas que mudaram, a política econômica que mudou, e para melhor.

Isto é o que diz Marcos Lisboa. Agora eu não sou tão otimista como ele. Mas note que Lisboa deveria ser mais cuidadoso em seu interessante argumento: o que, afinal, é uma política econômica boa? Eu acho que sei o que ele quer dizer, mas é necessário esclarecer melhor o termo. Talvez a melhor forma de entender o argumento de Lisboa é pensar no The Idea Trap, de Byran Caplan.

Claudio

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Novo blog

Nosso leitor mais antigo notará que há uma  falha na atualização dos antigos “posts” importado do outro blog. Pelo que vi, é algo que podemos resolver facilmente com o tempo (e a ajuda do Pedro Sette?). Mas já deixei o aviso no antigo endereço que, finalmente, voltou ao ar hoje, avisando de nossa mudança.

Claudio

história econômica · pensamento econômico · pterodoxos

Qual Chicago boy, cara-pálida?

Em 1979, quando o setor público já apresentava um pequeno superávit, os administradores de política econômica chilena resolveram fixar a taxa de câmbio em 39 pesos por dólar, para acabar de vez com a inflação. A sugestão vinha do professor Arnold Harberger, da Universidade de Chicago, um entusiasta da âncora cambial. Sucede que o Chile continuou reajustando trimestralmente os salários pela inflação passada, atendendo aos conselhos de outro mestre de Chicago, o famoso Milton Friedman. Configurou-se assim o processo de valorização real da taxa de câmbio descrito (…). [Simonsen, M.H. 30 anos de indexação, FGV Editora, 1995, p.158]

Pois é. Quantas vezes não ouvimos a lenda de que toda a política econômica de Pinochet foi uma obra maligna dos economistas de Chicago? A pterodoxia vive dizendo isto. O trecho acima, portanto, tem duas lições didáticas simples. Primeiro, não insista em falar de “escolas de pensamento” como se fosse um monolito de pensamentos. Nunca é. Existem indivíduos antes de suas classificações imaginárias. No mínimo, mais cuidado, ok?

Em segundo lugar, note como os conselhos dos caras não eram sincronizados. É óbvio que muita coisa boa e muita coisa ruim foi feita pelos economistas de Chicago. Na minha opinião, nada comparável ao laboratório humano que os heterodoxos implantaram no Brasil com seus planos de combate à inflação, mas tudo bem. O importante é que você perceba que não existe esta história de se ver apenas um lado da historia, o dos vencedores da mediocridade acadêmica: os pterodoxos que tentam distorcer a história só porque preferem Fidel Castro à Pinochet.

Nada disto, moço. Ambos fizeram políticas econômicas imperfeitas e, o saldo líquido, você vê, sim, na diferença entre os países, hoje.

Claudio

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Tire a mão da minha lingüiça

Já falei, no endereço anterior deste blog, sobre meu futuro livro para CEO’s bobocas, o “Tire a mão da minha lingü(u)iça”. Bom, eu sei que todo mundo acha que é piada, mas o fato é que o livro existe, em formato preliminar, rascunho, cheio de erros, mal revisado…opa…eu disse mal revisado?  Bem, ontem o Philipe Maciel enviou-me, via Igor (atualmente sem blog?), seus comentários detalhados, críticas e elogios. Fiquei muito feliz. Primeiro porque ele conseguiu ler até o final. Segundo porque ele fez uma daquelas revisões extremamente cuidadosas. Terceiro, bem, tem que haver um terceiro motivo?

Claudio

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Gustibus de casa nova

Nesta semana, embora seja um serviço pago, o Gustibus ficou fora do ar por muito tempo (desde ontem, por exemplo, até agora…). Assim que voltar, avisarei em um “post” final que nosso novo endereço é este.

Vantagens: i. serviço gratuito (não usaremos isto como fotolog mesmo…), ii. pode-se, finalmente, fazer permalinks, iii. maior flexibilidade em vários aspectos e, se nada der errado, iii. recupero os posts originais do outro blog, ainda que bagunçados, e salvo-os aqui.

Claudio