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O mundo é dos contadores

Um levantamento feito em outubro pela organização não-governamental Contas Abertas mostra que, nos últimos quatro anos, os valores desembolsados pela União para investimentos em infra-estrutura na aviação foram sistematicamente inferiores ao estipulado no Orçamento. Até 2002, os recursos aplicados até superavam a dotação autorizada, mas isso ocorria, basicamente, porque o governo repassava para o exercício seguinte os restos a pagar (verba não gasta) em anos anteriores.

Agora entendo melhor o investimento nas contas públicas. O bom seria que as empresas privadas, ao invés de pagarem sindicatos para obterem subsídios, juntassem a mesma grana para financiar alguma destas consultorias privadas que checam as contas de empresas para que fizessem uma auditoria na contabilidade pública.

Ainda que a prática acima seja legal, o objetivo declarado do governo que é o de “servir ao cidadão” não está sendo cumprido como, por exemplo, hoje pensam as vítimas da TAM, lá do outro mundo.

Há um contador que conheço que adora piadas sem-graça. Uma delas consiste em perguntar ao economista se ele sabe quanto será o PIB deste ano. Quando indagado sobre o lucro da firma, ele acha ruim. De qualquer forma, quem inventou os “restos a pagar” não fui eu. E muito menos inventei as regras da contabilidade pública.

Claudio

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