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Matei sem querer?

Alguém, em um comentário – que pedira para não publicar (?) – fez um monte de perguntas sobre neoclássicos e Mises.

Bom, estou aqui tentando criar os permalinks individuais (thanks, Rico! thanks!) e, ao mesmo tempo, fiquei quase em coma procurando umas passagens de ônibus para uma viagem de amanhã.

Aí voltei e…cadê as perguntas? Será que eu as matei? O autor das mesmas, se não se incomodar, pode mandar de novo que eu leio.

Ou será que ainda estou atordoado com meus próprios enganos aqui?

Claudio

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A lógica estranha dos pomares brasileiros

O Centro Simon Wiesenthal, organização judaica de defesa dos direitos humanos, pediu nesta quinta-feira, 2, ao PT a anulação de um acordo recente fechado com o Partido Baath da Síria. O grupo afirma que o convênio vai afetar a credibilidade democrática do partido.

O PT, porém, rechaçou as críticas do centro judaico e disse que vai manter o convênio. “O Centro Wiesenthal é respeitável”, mas usa “argumentos primários e cínicos”, disse à Reuters Valter Pomar, secretário de relações internacionais do partido.

Como é? Respeitável e cínico?

Claudio

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Quem disse isso?

Tenho a impressão de que essa gritaria de golpismo só acontece porque este país não está acostumado a ter um regime democrático. Ainda temos muito a andar. Mas quer-me parecer que o caminho se alonga quanto mais se dá voltas – e a gritaria de “golpe” me parece uma, bastante grave.

a) Olavo de Carvalho
b) Alex Castro
c) Reinaldo Azevedo
d) Eu
e) Marcelo Soares

Adivinhe.

Claudio

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A culpa é do piloto…do país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 2, que o governo não tinha conhecimento da gravidade dos problemas no setor aéreo. Desde o seu primeiro mandato como presidente da República, Lula responde a diversos questionamentos sobre seu envolvimento com escândalos que surgiram nesse tempo dizendo que “não sabia”.

Isto, para mim, é falta de respeito.

Claudio

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Reciclagem – Monografias

Reproduzo aqui dois micro-textos que escrevi neste blog sobre monografias.

Alguns conselhos para quem escreve projetos de pesquisa ou monografias

1. Você é independente. Mas não deve desaparecer e somente procurar seu orientador no final do prazo de entrega da monografia.

2. Jamais escreva equações sem o uso de um editor de texto próprio (Microsoft Equation, LaTex, etc). É deselegante e mostra falta de empenho em sua monografia.

3. Não copie e cole gráficos de documentos alheios. Um gráfico gerado pelo IPEADATA é uma coisa (e vai sem título, o que é feio e você mesmo pode obter os dados e criar seus próprios gráficos), o uso do scanner é outra. Permitir o uso de gráficos de outros livros pode envolver uma questão legal (copyright de livros) além de sinalizar ao orientador que você não é um indivíduo com habilidades para escrever uma monografia já que precisa usar recursos gráficos alheios o tempo todo. Há orientador que permite isto. Há outros que acham que existe um nível ótimo.

4. Não entregue ao orientador um resumo dos seus fichamentos. Entregue o seu texto, construído a partir dos mesmos. Um texto é uma peça literária em linguagem rigorosa (científica) com regras próprias. Então tem começo, meio e fim e um fio condutor que é próprio de cada autor, de cada projeto, de cada tema. Entregar um amontoado de fichas é pedir para perder pontos.

Lembre-se, em todos os conselhos acima, que você está sempre sinalizando ao orientador o seu tipo (ah, a boa e velha informação assimétrica). Como ele não observa seu esforço, mas tão somente o produto final, sua falta de cuidado é um sinal péssimo.

Claudio

Reflexões de um orientador

Esta última semana reforçou o que sempre soube: boas monografias não ocorrem se o aluno não gosta do tema escolhido. De um lado, a monografia da Ana Luiza que – por unanimidade da banca – ficou muito bem avaliada, com ênfase para o argumento principal: “A aluna fez o que todo economista deveria fazer quando vê uma proposta de política pública”.

O que foi feito? Analisou-se a proposta de Déficit Nominal Zero de Delfim, nunca sistematizada pelo autor em linguagem realmente econômica (português + matemática + gráficos). Ana fez isto. E o fez com dedicação. Sem nenhum machismo, há tempos não tinha uma orientanda com esta competência. Sua insegurança na apresentação – normal em momentos como este – foi mais que ofuscada pelo trabalho árduo. Sobrou tempo para a Econometria? Não. Mas sua monografia indica, efetivamente, para o caminho a ser trilhado caso se queira analisar quantitativamente a proposta de Delfim.

Em outro trabalho completamente diferente, Rafael tratou de estimar uma equação sobre os determinantes do suicídio. Baseando-se em Hammermesh, adaptou o modelo para o Brasil e tentou argumentar sobre políticas públicas. Não há uma originalidade teórica – como no caso da Ana – mas há mensuração empírica – ao contrário da Ana.

Aliás, Rafael foi um exemplo de amor ao tema quando me lembro de que passou dias enfurnado na Faculdade de Medicina da UFMG buscando material sobre suicídio. Não existe material bibliográfico no IBMEC sobre isto? Ok, vou aonde a montanha está (ou Maomé, sei lá). Rafael venceu o pseudo-paradoxo do aluno rico: “tenho carro, mas sou incapaz de procurar dados para minha monografia”. Usou sua vontade e empenho (coisas comuns em seres humanos competentes) e leu muito – mas muito mesmo – sobre suicídio.

Em ambos os casos, pela primeira vez em meus quase treze anos de academia, tive que pisar no freio. Ana ficou um tempo rosnando ao ouvir menção de meu nome e Rafael se assustou com mensagem minha sobre os limites de sua monografia. Em ambos os casos, a persistência masoquista de ambos os levou à vitória final. É claro que o mérito é deles e meu papel foi mesmo o de orientar – com palmadas, se necessário – para que não se perdessem em meio à tormenta que é a elaboração de uma monografia.

Lições? As mesmas que sua mãe te ensinou e você tentou não escutar…até que não teve mais jeito.

1. Quer fazer uma monografia? Mas quer FAZER ou fazer? Se for FAZER, ame seu tema.

2. Quer um orientador que te oriente ou um que finja e te faça correr riscos na defesa? Tá, entendi. Então saiba que o caminho mais fácil não é o melhor.

3. Boas monografias e revisão da literatura são quase sinônimos. Revisão da literatura e leitura desprovida de crítica são antônimos absolutos.

4. Seu orientador só te elogia? Pergunte ao Rafael e à Ana o que eles acham de um orientador assim.

5. Tempo dispendido e monografia decentemente escrita possuem correlação positiva (se é que não é uma tautologia…).

6. Monografia de Economia que não usa Economia não serve.

7. Caráter e empenho: o segredo que o vovô contava. E você desprezava os velhinhos, heim?

8. A lei dos recursos escassos se aplica ao mundo dos orientandos bons e ruins e o valor dos primeiros é alto.

9. Não consegue formular uma pergunta para sua monografia? Vá para casa, estude, cresça e tente aparecer de novo.

Acho que não preciso dizer mais nada. É mais ou menos claro que orientandos ruins podem esquecer de mim. A não ser que desejem reprovação imediata. Isto é fácil de fazer e não hesito em acabar logo com más idéias. Bajule-me e me apresente um péssimo trabalho e sua merecida recompensa virá com o mesmo empenho de minha parte.

Vamos ver quantos alunos de Monografia I acham estes conselhos e comentam comigo em uma semana.

Claudio

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Hoax

Eu e o Cardoso caímos nesta.

É uma vergonha. Apagão Aéreo, Apagão Rodoviário, Apagão Apagão, e agora Apagão de Internet. Segundo uma matéria do Terra, (agradecimentos ao Felipe pelo link) “Especialistas alertam para “Apagão da Internet” no Brasil”. Isso mesmo. A Internet, como um todo, pode sair do ar, ou mesmo ser racionada em nosso país.

Uma vergonha. O crescimento é mais que conhecido, a necessidade, inclusive do próprio governo é estratégica, e ninguém planeja nada? Como assim, Bial? Vai dizer que o Governo não sabia que a Internet ia crescer?

Meus sites, em suas estatísticas, demonstram o que é dito pelos especialistas: Muita gente atrás de Orkut, de fotos de Cicarelli, fotos de acidentes, vídeos de gigabytes e gigabytes… não é de se estranhar que isso um dia engasgasse, já que não há estrutura pra suportar a demanda.

Leia o resto aqui.

O Rico informa: era um hoax!

Cláudio, isso é só mais um hoax de sucesso do Cocadaboa.

http://www.cocadaboa.com/2007/07/especialistas_alertam_para_apa.php

O Terra e mais um monte de gente já caíram, pelo visto.

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Incentivos empresariais, a empresa….e a análise econômica

O Vinicius é um cara que entende destas coisas de contratos e incentivos. Alunos de economia que gostam de temas ligados ao que poderíamos chamar de “business” deveriam ter nele, certamente, uma boa referência.

O sujeito é bom de serviço. Ah sim, creio que faz aniversário em breve.

Claudio

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