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Contraste

Enquanto um certo ministro entuba todo mundo ao assistir o Jornal Nacional, no Japão, o Ministro das Relações Exteriores se desculpa pela bobagem que disse.

Não é que o político japonês seja menos ou mais estúpido. Mas há uma diferença óbvia de comportamento perante os eleitores.

Ponto para Abe.

Claudio

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Por que tantos bares?

EUA, no final do século XIX. Nashville. O que você vê? Um monte de bares. A pergunta do economista é: por que tantos bares? Aumento na demanda ou na oferta? E de que?

Eis a hipótese de Krass, em sua maravilhosa biografia de Jack Daniel:

Com 158 bares relacionados no catálogo 1895 Nashville City Directory, havia muitas raízes para cultivar. Um dos motivos da proliferação de bares foi a introdução da refrigeração mecânica, que resultou na duplicação da capacidade das cervejarias, pois podiam evitar melhor a deterioração da bebida. [Sangue e Uísque – a vida e a época de Jack Daniel, Peter Krass, Imago, 2006, p.159]

Basicamente: mudanças no lado da oferta (isto é que é choque tecnológico pró-bebum!). Ok, o leitor pode me dar uma ajudinha aqui e me dizer se o efeito tecnológico teve seu efeito no Brasil, na sua cidadezinha, etc.

Claudio

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A economia do não-desenvolvimento

John McDermott tem um novo artigo sobre o não-desenvolvimento, ou desenvolvimento negativo.

Negative growth — or undevelopment — is not unusual, even over fifty years. This paper presents an explanation of undevelopment based on two kinds of shocks: integration shocks that reduce output at a point in time, and property-rights shocks that reduce accumulation. The two kinds of shocks produce exactly the same result in balanced-growth equilibrium, but very different outcomes in the short run. A negative property rights shock raises output immediately, but sets up a long transitional adjustment that may account for observed undevelopment. Because of the immediate response of individuals to a reduction in security of property, it may be rational for the government to reduce property rights following a negative integration shock — or disintegration. This smoothes output in the short run but has a devastating long-run effect. Probit and panel regressions are run to find support for the theory.

Alguma lição para os burocratas brasileiros? Leia ali, sobre “property rights”…

Claudio

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E reclamam do COPOM…

A China elevou a taxa de juros nesta sexta-feira, na mais recente de uma série de medidas de aperto monetário para conter a inflação e evitar que a quarta maior economia do mundo cresça demais.

O aumento foi anunciado um dia após o governo informar que o crescimento anual acelerou para 11,9 por cento no segundo trimestre, o ritmo mais forte em 11 anos e meio, ante 11,1 por cento no primeiro trimestre.

No modelo chinês, sonho de muito ingênuo tupiniquim, críticas ao Banco Central são, se necessário (na opinião dos mandatários) mental e fisicamente abafadas, se é que você me entende.

Claudio

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Globalização

Globalização

Os taiwaneses estão chegando.

Vice President Annette Lu (呂秀蓮) yesterday urged Taiwanese companies to relocate some of their overseas investments from China to Latin America to “help reduce investment risks.”

Addressing a colloquium held at the Chunan office of the Hsinchu Industrial Park, Lu said that so far, 71 percent of the overseas investments made by private Taiwanese companies have focused on China, which she described as tantamount to putting all the eggs in one basket.

Lu urged companies to avoid being “trapped by the Chinese authorities” and to instead invest abroad from a global perspective.

The vice president told executives of 20-odd companies from the science park who attended the colloquium to consider investing in Central and South American countries, such as the Dominican Republic, which she claimed could be a “brand new world” for Taiwanese investors in terms of making investments abroad.

Claudio

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Ô povinho exigente

“Quando um doido saiu atirando dentro de uma universidade americana, matando dezenas de alunos, o presidente George Bush compareceu ao campus, no dia seguinte, para uma homenagem aos mortos”. Da mesma maneira, diz Lucia Hippolito, o presidente da França, Jacques Chirac, fez um pronunciamento no dia em que jovens universitários promoveram um quebra-quebra em Paris; e o primeiro-ministro da Espanha, assim como o rei e a rainha do país, manifestaram-se rapidamente quando a cidade de Madrid foi atingida por um atentado terrorista.

Lucia Hippolito, mais uma das que certamente poderiam ter vaiado o presidente no PAN, ou viajado no fatídico vôo da TAM. Classe média, anti-sindicatos, anti-socialista, enfim, uma neoliberal.

Claudio

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O papel da imprensa (o cansaço é tanto…)

É claro que jornalismo, bom ou ruim, é melhor que nenhum jornalismo. Até porque, é bom saber o que pensam alguns colunistas sobre assuntos triviais.

Como já comentei, parei de ler colunas deste senhor porque o dito cujo, realmente, não consegue deixar de “torcer” pelos seus políticos, ao invés de analisar os fatos. Isto sem falar das imprecisões sobre economia.

E olha que ele não está no nível de vários jornalistas econômicos, se é que você me entende.

Ainda assim, gosto da liberdade de imprensa, mesmo no Brasil.

Claudio

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Ministro faz uso político da tragédia…

ou se justificar como o fez tem outro nome?

Para mim, o vídeo merece entrar para a Wikipedia como um dos mais infames da República.

Passageiros? Relaxa e goza. O meu negócio é tirar o meu chefe da reta.

Alguém tem tradução melhor?

Claudio
p.s. Ah, sim, para abafar críticas, o ministério de Mantega provavelmente apoiará a enxurrada financeira para as centrais sindicais.

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