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Fuga de cérebros – Continuação

Pedro retoma meu pequeno “post” de hoje.

Claudio

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Prefeito se rende à minoria asiático-brasileira

Nada como usar a linguagem dos bobocas… Bem, aí vai:


As multas recebidas pelos comerciantes foram polêmicas porque existe um projeto que prevê a permanência dos ideogramas orientais nos anúncios indicativos da Liberdade, o primeiro a ser estudado pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU). A comissão será responsável pela análise dos casos omissos à lei, mas ainda não iniciou seus trabalhos. Enquanto isso, o comércio da Liberdade terá de se adaptar e esperar a decisão da CPPU.

Claudio

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microeconomia

A partilha da colheita e o nosso bom Whiskey

Vários fazendeiros (…) preferiam o “sistema partilhado”, em que pagavam a mão-de-obra com parte da colheita em lugar de dinheiro. Esse método diminuía o risco para o dono da terra, crucial agora que se abolira a escravidão. [Sangue e Uísque, A vida e a época de Jack Daniel, Peter Krass, Imago, 2006, p.120]

O economista – competente e gente boa – Luis Braido parece ter algo a dizer sobre o tema (sistema partilhado, não o whiskey, se bem que eu não sei se ele bebe…:) ).

Claudio
p.s. quem vai gostar disto é o Pesavento (pela história, não pelo whiskey. Se bem que…)

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O que comiam nossos avós?

Logo que chegaram ao Brasil, os imigrantes japoneses se depararam com um novo mundo. E um modo de vida completamente estranho. Com muito custo, tiveram de se adaptar aos hábitos alimentares do País. No início do século passado, muitos trabalhavam no campo e dali tiravam seu sustento. Na época, não havia muita variedade de alimentos e, para preparar os pratos que se adaptassem ao paladar japonês, as famílias substituíam os ingredientes com aqueles que possuíam.

Leia o resto aqui.

Claudio

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Sexo

Mankiw tem um argumento interessante sobre o novo livro do Landsburg.

Eu nunca havia pensado no que ele disse, mas conheço os livros do Landsburg há quase 10 anos e, realmente, embora ele faça algo similar ao que Levitt fez, Mankiw parece ter razão.

Claro, vale a pena conferir o livro, não é? Estudantes de Economia deveriam fazer mais pressão nas editoras para que livros assim fossem traduzidos. Minhas sugestões:

De Landsburg:

1. The Armchair Economist
2. Fair Play
3. More Sex is Safer Sex

De McCloskey

1. The Secret sins of economics
2. Economical writing

De David Friedman

1. Price Theory (este está todo online, google it, pal!)
2. Hidden Order: The Economics of Everyday Life

Alguém tem mais alguma sugestão?

Claudio

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Fuga de cérebros

É, fuga de cérebros existe. Deve ser bom ter aula de Macro, Ciclos Econômicos em Londres.

Outros bons representantes da fuga de cérebros estão aqui, aqui, aqui e aqui.

Há outros mais, sim. Eu é que conheço poucos.

Mas a presença destes caras lá fora me faz pensar: observe as áreas de pesquisa dos caras. Observe o funcionamento da academia lá e aqui, na selva. Haveria uma divisão de trabalho entre economistas e pterodoxos na qual os “países centrais” produzem economistas e a “periferia” produz pterodoxos? Se sim, então devemos fazer uma política educacional que incentive a mudança dos termos de troca para que tenhamos menos pterodoxos e mais economistas? Eis uma questão que tem tanto de ironia como de seriedade.

Talvez o Joao Ricardo Faria tenha algum artigo sobre isto.

Só em países selvagens, por exemplo, acontecem coisas como as que já vi. Quer ver um exemplo? Dia destes houve um congresso de economia com submissão de artigos. Só que os comitês de seleção só foram divulgados….após muito tempo de envio dos artigos. Aliás, se não me falha a memória, a divulgação veio junto com a lista dos trabalhos aprovados. Ou seja: você nem sabe quem é o sujeito que avaliará seu trabalho. Só na selva.

Outro exemplo: você cria uma comissão governamental (claro, né?) para selecionar os periódicos científicos que entrarão na lista CAPES que é referência para qualquer acadêmico. Naturalmente, você divulgaria para que todos pudessem se ajustar e produzir conforme os parâmetros, certo? Não na selva. Aqui, o sujeito do Detran é suficientemente esperto para saber que uma placa de “60 km” na estrada é útil para o motorista mas, a moçada que elabora a lista (com exceções) parece pensar que a lista é para ser guardada (e alguns poucos, claro, seriam beneficiados com isto).

Por que há fuga de cérebros? Eu não sei a resposta. Mas não vou dizer que é um “complexo problema social com múltiplas causas e que necessita de verbas públicas para uma gama de pesquisas”. Tem a ver com incentivos. Simples assim.

Claudio

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Esta maldita Petrobrás

Começo a acreditar que o embróglio boliviano (e seu novo filhote, o equatoriano) são conseqüências da má administração da Petrobrás.

A empresa fecha acordos e comete irregularidades em toda a América Latina. Daqui a pouco vão descobrir que financia caixa dois de político. Aí, não há como não concordar com os companheiros do continente: tem que tomar tudo dela mesmo.

Espero que o governo brasileiro, de forma serena e coerente, entregue logo os anéis, os dedos e as calças (se tiver cueca com dólares, idem) para os solidários “hermanos” equatorianos.

Claudio
p.s. (UPDATE) Eu não falei? Olha só como a Petrobrás é um antro de corrupção, ao contrário de todo o restante da América Latina…

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História do Pensamento Econômico Brasileiro

A inflação pode, como dissemos, ser encarada como uma tentativa perpetrada por um grupo econômico qualquer (govêrno ou empreendedores ou sindicatos trabalhistas) de se apoderar de uma parte da renda real pertencente a outros grupos. [Eugênio Gudin, “Princípios de Economia Monetária”, Editora Agir, 5a edição, vol.I, 1975, p.178]

Note, leitor, como Gudin, ao incluir o “governo” entre os grupos que ganham com a inflação, já deixava claro que, alguma hora, alguém, no Brasil, teria de encontrar a teoria da Escolha Pública.

Vá lá, não é uma evidência assim tão forte, tomada isoladamente, de que o velho mestre era um visionário. Nada disto. Mas é contrastante com visões de outros economistas que, na mesma época, achavam que a inflação não era um problema tão importante e/ou que o governo era um agente neutro e que basta profissionalizar a burocracia e tudo estaria resolvido.

De forma um pouco mais objetiva, a diferença de pensamento está na velha questão: você prefere criar incentivos que sejam eficazes (no sentido de serem cumpridos) ou acha que é fácil fabricar políticos e burocratas angelicais? Claro que é mais garantido pensar em incentivos.

A moderna teoria econômica mostrou que, independente do que você gosta (neo-isto, novo-aquilo, pós-aquilo outro, etc), há convergência para a crença de que é mais fácil mudar incentivos do que criar anjos (além, claro, da complicada questão ética de se manipular geneticamente seres humanos…).

Claudio

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Economia Brasileira

A nova política econômica do governo

Este – excelente – artigo do Sérgio Werlang me fez pensar: na verdade, o governo LLUULLAA adotou uma política “laissez-faire”. Veja só: não se diz qual é a meta, fala-se que se vai gastar em investimentos públicos, mas gasta-se em consumo público, enfim, um descompromisso total entre intenções e ações.

O mais fascinante é que os críticos do liberalismo sempre se incomodam com a fascinante coordenação gerada pelas ações descentralizadas dos indivíduos no mercado ao mesmo tempo em que têm de arrumar desculpas para desvios do caminho toda vez que alguém aponta uma contradição na ação do “sacrossanto” governo.

Eis aí algo que nem sempre os “jornalistas econômicos” (será que gastam pouco? :)) ressaltam em suas análises…

Claudio
p.s. eis um outro artigo que poderia servir de texto em um exame para a certificação de jornalistas econômicos.
p.s.2. Não, não estou defendendo a certificação, mas é uma boa idéia. Afinal, diploma bom é só para os outros? 🙂

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