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Minorias atacadas

Eu, se fosse um destes jornalistas oportunistas, daria este nome para a matéria que acabo de ler. Eis um trecho:

O comerciante da Espaço Liberdade e presidente do Conselho Comunitário do bairro da Liberdade, Nilton Fukui, disse que se sentiu traído com esse episódio. “Estou engajado em informar a comunidade japonesa sobre a lei Cidade Limpa. Há 30 dias tirei excessos de meu anúncio indicativo, que tem agora 2,5 m2, sob orientação dos próprios fiscais. Hoje (ontem) fui multado por eles em frente às câmeras de reportagem. Fiquei sem ação”, disse Fukui. A maior preocupação do comerciante, no entanto, se concentra agora no Festival das Estrelas, conhecido como Tanabata Matsuri, que ocorre nos próximos dias 7 e 8, na Liberdade.

“Não podemos descaracterizar mais o bairro neste momento, quando ocorre o maior evento de comemoração dos 99 anos da imigração japonesa. Não podemos desmontar tudo e deixar o bairro feio em plena festividade. Pedimos a compreensão da Prefeitura”, disse.

Claro, na sequência:

O economista chefe do Instituto de Economia Gastão Vidigal da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, criticou a postura da Prefeitura, afirmando que “é lamentável um burocrata determinar qual será o novo perfil de um bairro como a Liberdade, que adquiriu, ao longo dos anos, suas características tradicionais”.

Para Solimeo, a Liberdade surgiu espontaneamente e assumiu as características de bairro oriental paulistano, numa feição comum a outros países, como uma evolução natural da concentração populacional típica e do mercado local. “Essa descaracterização é um desrespeito à tradição, que deveria ser preservada, a exemplo do que ocorre em outras nações”, disse.

Aliás, aproveitando a notícia e pensando friamente, eu pergunto: por que não se ensina história da Ásia nas escolas? É importante para o afro-descendente “conhecer suas origens”, certo? E o “nipo-descendente”? O “sino-descendente”? O “coreo-descendente”? Esta minorias não têm direitos? Heim? Heim?

Onde estão os “corajosos” “movimentos sociais” nestas horas?

Moral da história: aprenda a lição, meu caro. Grupo de interesse é grupo de interesse, por mais que tente se dizer um “movimento social”. De social, na maioria das vezes, só tem o discurso.

Claudio

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