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Ainda não entendi

Como é o trabalho da UnP de receber um aluno de um Ensino fundamental e médio mal avaliados, ou seja, de nível baixo e transformá-lo em um de nível alto?

Às vezes, recebemos alunos em níveis D e E, e entregamos ao mercado de trabalho em níveis A e B. É um esforço muito grande de todo o nosso corpo docente, mas, também, do próprio aluno que assume o compromisso que temos em torná-lo um excelente profissional. Este é um trabalho que nós queremos dividir. Primeiro, com o próprio aluno, pelo compromisso que assume conosco e com ele mesmo. Segundo, dividimos com o nosso corpo docente que dá toda sua contribuição. Nós recebemos alunos que nem sempre estão, no início, no melhor nível, e o transformamos. Ele, para progredir efetivamente no ensino, tem que estudar, tem que aprender e entrar num processo responsável de construção da cidadania e do profissionalismo.

Louvável, e estão de parabéns os colegas da UnP. Mas eu não consigo entender como eles fazem o milagre. Comentários?

Claudio

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Como é?

Veja a importância do debate sobre regras e discricionaridade no país. Gasta-se uma grana para se fazer um tal plebiscito. Independente do que você acha, ganhou apenas um dos concorrentes. Aí a lei deve ser cumprida e o governo resolve…relaxar.

Ok, já é esquisito. Mas aí você lê um sujeito – deve haver um erro na transcrição, não é possível – que é contra o relaxamento dizer algo como o que se reproduz abaixo.

O sociólogo Guaracy Mingardi, pesquisador do Instituto Latino-Americano para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente (Ilanud), disse ver com preocupação as mudanças propostas pelo governo. “O problema não é estender o prazo de recadastramento ou diminuir o valor da taxa de registro. Isso é até positivo, pois evita que só ‘filhinhos de papai’ tenham condições financeiras de andar armados”, disse. “O que não dá é para ficar cedendo à pressão das empresas. Se isso for sistemático, corremos o risco de voltar ao que era antes.”

Como é? Então, lá no fundo, o bom é que todos andem armados, certo? O direito à auto-defesa é de todos, com arma de fogo mesmo. Onde é que eu perdi o fio da meada?

A notícia toda está aqui.

Claudio

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Desconstruindo mitos: não foi o Bolsa Família

No dia 29 de novembro de 2006, mais de 59 milhões de brasileiros votaram na reeleição do presidente Lula, a maior votação recebida por um presidente na história da democracia brasileira. Com base em dados estaduais, as primeiras análises dos resultados da eleição levaram muitos a acreditar que o candidato Lula havia ganhado especialmente nos lugares menos desenvolvidos do país. Essa evidência foi interpretada de forma distinta de acordo com as simpatias eleitorais de cada um. Para os eleitores do PT tal padrão seria o resultado de um governo voltado para os mais pobres do Brasil. Já a oposição entendeu esse padrão como o resultado das políticas paternalistas do governo e/ou sinal de que o candidato Lula era a escolha dos menos instruídos, do Brasil arcaico. Outros ainda enfatizaram o caráter geográfico entre os que apoiaram ou não a reeleição do presidente, sugerindo uma cisão norte-sul no país. O que determinou efetivamente a reeleição à Presidência do candidato Lula?

As respostas fornecidas por especialistas podem ser divididas em dois grupos. O primeiro elege o uso de políticas sociais, especialmente o Programa Bolsa Família (PBF), como determinante da reeleição do candidato Lula. O segundo grupo associa a reeleição de Lula a fatores econômicos. Vejamos cada uma dessas hipóteses em separado.

Leia tudo.

Claudio

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Das normas sociais em situações de conflito

Então você está em pleno século XI, no Japão feudal, em meio a mais uma rotineira matança entre exércitos. Nada mais natural. Eis que um dos exércitos perde e seu chefe, Sadato, dá no pé. O general inimigo sai em seu encalço e, segundo o livro citado, ao correr, gritava ao senhor Sadato:

“É uma desonra para um guerreiro virar as costas ao inimigo!”

Nisto, o fujão fica bravo, pára o cavalo e recita, de improviso:

“Rasgado em pedaços está o tecido do vestuário!”

Ao que, imediatamente, o outro responde:

“Desde o momento em que o tempo deteriorou os fios com o uso.”

Depois desta breve paráfrase (senão eu não resumiria isto), eu cito:

Yoshii, que mantivera o arco retesado para atirar, relaxou-o de repente e deu meia volta para regressar, deixando ir embora tranquilamente aquele que se aprestara para matar.

Ao perguntarem-lhe o motivo de tão singular conduta, respondeu que não tinha a coragem de cobrir de vergonha um homem que era capaz de manter a presença de espírito mesmo quando estava a ser acossado de perto pelo inimigo. [Edmond Rochedieu, “Xintoísmo”, Editorial Verbo, Lisboa/São Paulo, 1982, p.167]

Que lição tirar disto? Primeiro, pode-se pensar que o capital humano faz toda a diferença em batalhas de samurais, já que generais costumavam ser mais educados do que a peãozada japonesa que mal sabia ler ou escrever. Outra lição é que, em algum momento da história, em um lugar totalmente distinto, também havia a tentativa de se dar bem através da boa lábia (e não falo do Brasil!).

De qualquer forma, lamento que a guerra civil que se trava no Brasil hoje não tenha, pelo menos, externalidades poéticas. Terroristas que invadem usinas, gangues de criminosos, invasores de propriedades alheias, foras-da-lei amigos de políticos que riscam o seu carro nas ruas…nenhum deles é capaz de deixar mais que uma pichação incompreensível nos muros, reflexo da própria confusão mental.

Há sempre o bom grafite, mas este já não faz parte dos tempos de guerra…

Claudio
p.s. Eu aposto que o Leo Monasterio iria me dizer: “Claudio, se você acha que admiramos este modo poético de ver a vida, de forma geral, é reflexo de algum processo evolutivo, então….(aqui o Leo completa com uma breve discussão sobre o processo evolutivo de normas sociais…eis uma agenda de pesquisas interessante).

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A economia dos piratas

Peter Leeson tem mais um artigo interessante:

This paper uses rational choice theory to analyze the behavior of pirates. It pierces the myth and mystique of pirate behavior and in doing so provides an economics of piratical practice. I consider three infamous pirate practices: the notorious pirate flag, the “Jolly Roger,” piratical torture, and pirate conscription. I argue that these seemingly eccentric pirate practices were in fact rationally-chosen responses to the unique circumstances pirates confronted in their pursuit of profit. Further, each practice effectively promoted pirates’ goal. My analysis identifies what might be called ‘pirational choice.’ The distinction between rational and pirational choice lies not in the irrationality of pirates, as traditional pop-culture depictions of pirates suggest, but rather in the unusual circumstances of pirate decision making. These circumstances are responsible for both the extraordinary features that make pirates perfect fodder for entertainment and the distinctive practices that pirates employed.

Claudio

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