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Off topic – Shima Uta

Argentinos podem fazer coisas estranhas com músicas estrangeiras. Neste caso, Shima Uta, do grupo “The Boom”, com um sotaque bem carregado. O original é este aqui. O líder do grupo, o Miyazawa, adora fazer estas músicas “ecléticas” (ele adora o Brasil, por exemplo).

Shima Uta é o que alguém chamou, em inglês, corretamente, de “neo-folk”. Ou seja, é uma música folclórica modernizada. No caso, a música é de Okinawa (e a bela voz de Rimi Natsukawa lhe cai bem).

Ok, voltamos à economia.

Claudio

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Pela primeira vez eu concordo com o que diz um membro do governo chinês

O embaixador da China no Brasil, Cheng Duqing, passou um pito nos empresários brasileiros que costumam reclamar de concorrência desleal dos produtos chineses em relação aos nacionais. Ao discursar na abertura do Fórum Nacional, nesta segunda-feira, 14, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o embaixador disse que os empresários brasileiros devem entrar em ação o mais rápido possível para conquistar o mercado chinês.

“Os empresários brasileiros devem ser mais criativos e agressivos para entrar no mercado chinês. É melhor competir e não reclamar”, advertiu o embaixador, provocando gargalhadas na audiência.

Por que a platéia riu eu não sei. Mas que ele tem razão, tem.

Claudio
p.s. parece que ele já falou isto antes.

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E agora? Seleção adversa ou risco moral?

A estrela do seriado Betty, a Feia nos Estados Unidos fez um seguro de seu sorriso no valor de US$ 10 milhões (R$ 20 milhões), através da seguradora britânica Lloyd´s.

A empresa disse que a apólice de seguro de America Ferrara, que no seriado representa a assistente desajeitada Betty Suarez, foi comprada pela fabricante do produto de branqueamento dentário Aquafresh White Trays, como parte de uma promoção para levantar recursos para a entidade beneficente americana Smiles for Success (Sorrisos para o Sucesso).

Claudio
p.s. Solidário estou com o Davi. Que os criminosos sejam presos e punidos.

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Extra! Extra!

Welcome to the May 2007 issue of Econ Journal Watch. EJW is a triannual peer-reviewed journal for scholarly commentary on academic economics.

Our articles are organized into thematic Sections. Each Section can be accessed by clicking on the links running across the top of the page: Symposium, Economics in Practice etc. Each Section contains articles in Adobe pdf format, which can be viewed individually. Or, click on the link at the bottom of this page to download and print the entire document as a single pdf file (117 pp).

Table of Contents with links to articles (pdf)

Symposium: Trailblazers Too Lightly Mentioned?

Do establishment economists slight trail-blazing research that looks beyond the 40-yard lines? Three explorations:

* Political economics: Daron Acemoglu says the economic analysis of constitutions and political structure has been revolutionized by Torsten Persson and Guido Tabellini. But Charles Blankart and Gerrit Koester argue that the new political economics is not that new, and might be a step backwards.

* Testing institutions: Why doesn’t research in the top journals make better use of the Economic Freedom of the World index? John Dawson reports.

* Bygone dissent: Development economics has discovered important truths about trade, aid, property, and planning. Ian Vasquez recounts how the truths were pioneered in the work of Peter Bauer, and how the late-comers often neglect that learning.

Character Issues

* Freer lunches: Henrik Lindberg tells the role of economists in liberalizing Swedish agriculture.

Economics in Practice

* Where would Adam Smith publish today? Daniel Sutter and Rex Pjesky show that almost no math-free research appears in top economics journals.

* Theory of what? Dan Klein and Pedro Romero articulate the difference between model-building and theorizing, and contend that most articles in Journal of Economic Theory do not qualify as theory.

* The Internet and economic discourse: Dan D’Amico and Dan Klein examine the websites of Harvard and George Mason economists, and ask whether the differences speak of differences in character type.

Claudio

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Propostas para o Brasil

Eu tenho uma sugestão. Na verdade, é uma “agenda perdida para o Brasil”, um documento mais amplo, complexo e profundo, que já foi discutido com a sociedade em diversos congressos. Até agora estava em segredo, mas vou divulgar porque acho que é a hora de fazer este país mudar.

Na verdade, o seu conteúdo é tão revolucionário, que tenho que fazer isto em etapas, para não queimar os miolos do leitor.

Uma Agenda Perdida para o Brasil

1. É proibido reprovar…políticos: Todo político é corrupto porque foi violentado, psicologicamente, na infância, pela professora que o reprovou. Como se sabe dos belos textos dos nosso intelectuais no “caderno com menos fotos” do jornal, aquele que sai aos domingos, isto causa profundos problemas neurológicos nos alunos que ficam, irremediavelmente, lesados. A infância infeliz deste menino o transforma num monstro corrupto. Logo, é proibido reprovar não apenas na infância, mas também na fase adulta. Fica, assim, determinado, que CPI’s não elegerão culpados. E nem haverá punição aos políticos que, comprovadamente, participaram de asquerosos esquemas de corrupção.

2. Deve haver um sistema de regulação para as propagandas e noticiários políticos: Há no Brasil uma crise sistêmica na imprensa. Todos falam o que querem, não há respeito, enfim, é um caos. Pois é necessário, então, como já se sabe de diversos artigos de nossos formadores de opinião (embora nunca haja um único dado concreto) um código de ética. Já está em curso uma espécie de “novoética” (lembre-se de Orwell!) para o setor privado. Mas isto não resolve o problema. Há que se implantar um outro para o setor público. Assim, políticos da oposição, sempre mal-educados (e até mesmos alguns da “base aliada”) devem ser reeducados ou então só terão seus discursos maledicentes transmitidos de madrugada. Muitos pais têm reclamado do conteúdo pornográfico de certos discursos ditos “coerentes” de certos auto-denominados “representantes do povo”.

3. Quotas raciais…para membros do Judiciário: Por que juízes são quase sempre brancos, arianos, ou melhor, não-afrodescendentes? Esta pergunta mostra que há, de fato, uma crise terrível no país. Esta crise deve e pode ser extinta pela mão amiga e forte do governo. Que se estabeleçam quotas raciais para membros dos tribunais (sem concurso público, se necessário!). É importante rever esta política racista dos juízes desde 1500 até hoje. Como se sabe das entrevistas de nossos intelectuais (brancos ou não) em cadernos com menos quadrinhos (aqueles que saem aos domingos, mas não são os classificados), é impossível suportar um segudo sequer a mais de opressão e racismo. Além disso, mudar a lei é mais fácil quando se é juiz.

4. Aumento das tarifas de importação para políticos: Como qualquer brasileiro inteligente sabe, existe uma crise de credibilidade no país. Pais não acreditam em filhos, filhos não acreditam em pais e o tecido social está totalmente rasgado por anos de inação por parte do poder público. Uma das causas, claro, é a má qualidade de nossos políticos, boa parte deles descendentes de imigrantes alemães, portugueses, japoneses, árabes, lituanos, armênios, poloneses, ingleses, norte-americanos, italianos, etc. Claramente, isto é resultado de 500 anos de política neoliberal (alguns acham que isto vem da Abertura dos Portos, mas isto significaria ignorar muitos anos de exploração lusitana…). É necessário que se mude este quadro já! Aumentar a tarifa de importação de políticos é uma saída. Como dito, a imigração traz para o país potenciais políticos que, futuramente, serão ladrões insaciáveis do erário público! Portanto, deve-se fechar as fronteiras do país para esta gente vagabunda. Uma medida menos agressiva seria aumentar as tarifas de importação de políticos (potenciais). Outra, não necessariamente excludente à esta medida, seria criar uma quota máxima de não-brasileiros no Congresso Nacional.

5. Imediata quebra de patentes para o “modus operandi” de nossos políticos: como é de conhecimento comum, nossos políticos têm formas de fazerem acontecer (certas obras) que nem Deus desconfia. Isto prejudica o crescimento do país. Muitos poderiam estar se locuplentando (ou se chafurdando, você decide…) no oceano de dinheiro público. Segredos como estes são do povo e, assim, não deveriam ser segredos. A quebra imediata de patentes poderia, por exemplo, democratizar (ou popularizar) o mensalão para toda a sociedade.

Se você não ficou permanentemente lesado, talvez eu divulgue mais itens de minha agenda no futuro.

Claudio

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Frágil?

Organizar festas, financiar time de futebol amador e oferecer proteção são estratégias de uma política assistencialista há muito usada pelo crime organizado. Foi assim que a Máfia Siciliana permaneceu no poder durante dois séculos e o tráfico do Rio de Janeiro ganhou o controle dos morros. É dessa forma também, como revelou a reportagem publicada no domingo, 13, pelo Estado (leia ao lado), que o Primeiro Comando da Capital (PCC) tem atuado em São Paulo. Porém, segundo especialistas, estreitar laços com a comunidade e assim fortalecer o crime organizado é uma estratégia frágil. Seu sucesso depende de muitas variáveis.

Eu me pergunto se é mesmo frágil. Ninguém discorda que qualquer evento humano bem-sucedido dependa de muitas variáveis. Mas a fragilidade alegada é que eu não consigo entender. O que me parece é que o assistencialismo do PCC está muito mais bem relacionado com as comunidades locais do que o governo. Se há alguém em posição frágil, eu acho que são os governos locais e as ONGs que, a cada toque de recolher dos traficantes, obedecem com um silêncio de igreja…

O que o PCC faz é algo muito inteligente e óbvio: já que o governo não fornece ao pessoal os bens públicos de que eles necessitam, eu vou gerar a parte “pão e circo” que eles querem. E ainda vou lhes fornecer segurança. Não é preciso ser economista (ou sociólogo, antropólogo, etc) para perceber que funciona. Se há alguém frágil, eu ainda acho que não é o PCC. Mas é algo a se conferir.

Claudio

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Para ler ao som do tema de “Darth Vader”

Ibmec-SP, sala 212, hoje, 10:ooh.

PROFESSOR – Eu trouxe minha bola de basquete, a gente podia estreiar a quadra hoje à tarde.
ALUNO 1 – Boa idéia.
ALUNO 2 – Eu topo.
ALUNO 3 – Eu também, mas só jogo se o Professor XXXXXXXX jogar.
PROFESSOR – O XXXXXXXX não pode jogar. Ele vai fazer uma operação no coração.
ALUNA 1 – Ele tem coração?

Claudio

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É proibido reprovar

Ubiratan Iório não gostou nada do decreto do César Maia. Eu me faço apenas uma pergunta: quais os incentivos positivos e negativos desta medida?

Se a lógica é “tirar o aluno das ruas” forçando-o a ficar na escola (não sei como a não-reprovação faria esta mágica, mas vamos lá), talvez pudéssemos usar raciocínio semelhante para o caso do Comando Vermelho. Diz a notícia que o CV tem mais recursos do que a polícia militar. Ou seja, o mais correto, para diminuir a violência nas ruas, segundo a lógica do “é proibido reprovar”, é passar o comando da segurança pública para o CV.

Como assim?

Veja: você não reprova um cara porque ele fica “amuadinho”. Ou seja, embora o professor seja o sujeito que, em sala, conhece mais de avaliação do que o aluno, ele não pode avaliar. Logo, por analogia, deveríamos deixar a segurança com o CV. A vantagem, no último caso, é que o CV tem mais recursos e melhores armas do que a polícia.

Eu sei que é ironia, mas não consigo deixar de pensar nisto…

Claudio

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A economia política do HIV

O vírus HIV consegue evitar a ativação do sistema imunológico quando interage com as células dendríticas, um tipo de célula de imunização que se encontra habitualmente sob as mucosas e se encarrega de vigiar a entrada de algum agente patogênico no organismo. A informação foi publicada no domingo, 13, pela revista científica britânica Nature.

E nada disso foi conseguido através de quebra de patente. Ou estou enganado?

Claudio

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