Uncategorized

Bastiat deve estar rindo um bocado

Rindo do que? Bem, disto. Em resumo, alguns cientistas dizem que o aquecimento global tem um culpado bem claro: o sol.

Quem me conhece sabe que eu gosto muito do jornalista francês, o Bastiat (sim, ele já morreu, cara!). Poucas vezes você me viu dizer que gostava de jornalista e de franceses, para ser honesto. Bem, este é um caso verdadeiro: Bastiat era um excelente polemista. Há um texto seu, chamado “Petição”, que deveria ser lido por todo mundo no início do curso de Economia. Há uma versão traduzida, em português, que você só consegue comprar aqui.

A diversão do texto é que Bastiat começa um discurso que nada deixaria a dever aos nossos “desenvolvimentistas”: pede proteção do Parlamento aos produtores de velas, candeeiros e afins. O motivo? A concorrência desleal de um terrível inimigo que produz luz a um preço muito baixo, praticamente de graça: o sol.

Claudio

Continue lendo “Bastiat deve estar rindo um bocado”

Uncategorized

Pornografia da metodologia científica

“Se encher o saco, vou mandar você botar um Popper no Kuhn…sem Lakatos”.

Nunca três sujeitos foram tão mal citados como nesta frase. O autor, com certeza, é um pervertido.

Claudio
p.s. para receber consultorias de marketing comunicativo pós-moderno, dinâmico, e que mexe no seu queijo, mande-me um email confirmando o depósito de US$ 1 mil em minha conta-corrente. Ou aguarde meu futuro clássico da literatura de auto-ajuda para CEO’s com problemas de déficit de atenção (nos conceitos nominal e operacional): “Tire a mão da minha lingüiça”.

Continue lendo “Pornografia da metodologia científica”

Uncategorized

Futebol

Olha o Davi, ex-aluno do Leo, com mais futebol na economia. Honestamente, eu gostaria de ver os blogueiros de Economia (os futuros economistas) como o Rabiscos, o Homo Econometricum, o Philipe do Matizes Escondidos, o próprio Leo e outros discutindo mais de Economia dos Esportes.

Este tema, do Davi, por exemplo, é convidativo.

O André Carraro, outro gremista, é quem tem sido o campeão de comentários nesta semana (tá quase alcançando 7, he he he) com aquela história das torcidas infiéis (não, não se trata da seleção de futebol da Al-Qaida xingando os adversários).

Claudio
p.s. os doutorandos (Ângelo e Laurini) não se sintam ofendidos: também seria bom tê-los na mesma conversa.
p.s.2. Ah, o futebol…

Continue lendo “Futebol”

Uncategorized

A economia política das agências reguladoras

O diretor do Centro de Estudos de Regulação da Universidade de Brasília (UnB), Paulo Coutinho, é um dos especialistas que critica a intervenção do governo nas entidades reguladoras. “O contrato de gestão, previsto no projeto de lei, poderia ter melhores instrumentos. A lei tem aspectos retrógrados, pois dá mais poder ao Executivo em órgãos que deveriam ser independentes”. Além disso, segundo Paulo Coutinho, a criação de um ouvidor nas agências, proposta também pelo governo, é mais um sinal de controle do Executivo. “O responsável por essa atividade passaria todas as informações ao governo”.

Agora, segundo o deputado Leonardo Picciani, um novo texto deverá substituir o contrato de gestão por um mecanismo que promova uma interação maior entre a agência e o ministério ao qual está vinculado. O objetivo é viabilizar a aprovação do projeto. O deputado conta que as mudanças foram sugeridas pelo próprio governo, por deputados e por instituições da sociedade civil, como a Frente Parlamentar das Agências Reguladoras, a Associação Brasileira das Agências Reguladoras (ABAR) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O governo defende a incorporação de algumas melhorias, como uma melhor definição da finalidade das agências e do conceito de autonomia, além de uma forma mais eficiente de assegurar recursos para esses órgãos e mecanismos que acelerem o processo de indicação dos diretores.

Será que o economista pode dizer algo a respeito? Pode. E aqui está: Bernardo Mueller e Césa Mattos falam sobre o problema. Aparentemente, Bernardo é menos pessimista do que o Contas Abertas.

Claudio

Continue lendo “A economia política das agências reguladoras”

Uncategorized

Por que as escolas de Direito possuem tão poucos (possuem?) professores de Estatística?

Por que a ojeriza de muitos contra a estatística? Há vários motivos. Mas, neste caso, interessa-me especialmente este:

O melhor método para controlar melhor a corrupção é a disponibilidade de informação. Informação boa, comparável, que se possa analisar em massa. É por haver no sítio da Câmara dos Deputados informações sobre os gastos com verbas indenizatórias que volta e meia a imprensa pode fazer reportagens sobre quanto os nossos representantes gastam com combustível, por exemplo.

Não existe nada semelhante com informações do Judiciário. E a incerteza de cidadãos como esse leitor preocupado que telefonou para cá só aumenta.

Puxa, até o Marcelo tem link fixo. Só este maldito Movable Type é que não tem.

Claudio

Continue lendo “Por que as escolas de Direito possuem tão poucos (possuem?) professores de Estatística?”

Uncategorized

Greve da USP

O Reinaldo Azevedo me chamou a atenção para um interessante aspecto pouco divulgado da greve: o SIAFEM.

É estranho que nenhum jornalista tenha feito um artigo sobre este ponto: parece-me óbvio que se fosse um gerente de uma repartição pública em recusa ao cumprimento das normas que incluem o lançamento de contas no SIAFI, haveria umas cinco manchetes em jornais.

Por que uma notícia de cunho regional – mas é a USP, a maior das universidades, digamos assim – não é suficiente para que jornalistas se debrucem sobre o problema? Ou estou enganado?

Claudio

Continue lendo “Greve da USP”

Uncategorized

O ensino da economia

Dan Klein, comentado por Arnold Kling. Trechos:

Daniel Klein writes,

In my view, economic understanding, by experts and the general public alike, would gain by economists doing more of the following: (1) using the voluntary/coercive distinction in their formulations, analysis, and discourse; (2) making that utilization explicit and unabashed; (3) thinking hard about the content of that distinction, particularly by clarifying the holes and gray areas; (4) making it clear that, while they may promote a presumption of liberty, they do not mean to suggest that the distinction carries a necessary condemnation of coercion.

In a survey, Klein found that a number of economists who support the minimum wage do not think of the minimum wage as coercion. To Klein, it is self-evident that market transactions are not coercive and government policies are coercive.

To play devil’s advocate, I would note that many people would disagree.

Eis aqui algo para se pensar com muito cuidado. Tem gente que não percebe certos aspectos coercitivos das políticas governamentais e acha que vender as próprias horas de trabalho é coerção. Sem entrar nos detalhes da crítica de Kling, é por aí que se deve começar.

A equação de Slutsky tem um significado claro: ela só faz sentido se você escolhe comprar o bem analisado. Mesmo que haja imposto (que já é uma mudança coercitiva nos preços relativos e/ou na renda nominal).

Claudio

Continue lendo “O ensino da economia”