Uncategorized

Editores idiotas?

Escreve Robert Lawson:

I usually take journal rejection letters in stride, but I just had to push back a little after receiving one this week. This is the letter I sent to the journal editor.

Dear Editor,

I was sorry to see this rejection especially after your invitation to revise and resubmit, which I believe we complied with adequately. If your position was that this paper was not publishable in your journal, then professional courtesy would dictate telling us so in a timely manner. The delays in your reviewing process have caused us considerable hardship and now jeopardize our ability to publish the paper elsewhere.

For the record here is the timeline on this paper at your journal: (1) We sent you the original draft on October 11, 2005. (2) After several attempts to inquire about the status of the paper, we finally received a ‘revise and resubmit’ invitation on October 30, 2006 – over one year from the original submission. In this letter, you promised to make a final decision ‘within one month after arrival’. (3) We sent a revised manuscript on December 28, 2006 with a detailed explanation of how we complied with the reviewer’s comments. (4) We received a final rejection on March 7, 2007 stating that our paper “lacks insightful analysis, both in terms of theoretical construct and empirical finding,” and “makes no significant contribution to the development policy.”

Ok. This is not my first rejection nor will it be the last. But if this is your position, I cannot understand why we received the revise and resubmit invitation in the first place or why it took you 16 months to get to this point!

I will definitely tell all of my colleagues to avoid sending papers to your journal in the future.

Regards,

Bob Lawson

No Brasil há poucos periódicos científicos. Dentre estes poucos, portanto, há uma quantidade ínfima de periódicos “bons” (e que não chegam aos pés de uma American Economic Review, por exemplo).

Imaginar que há coisas similares não é difícil. Já vi editores rejeitarem artigos com justificativas totalmente “flawed”. Por que é difícil ver uma carta como esta do Lawson aqui no Brasil? Porque há o medo de ficar de fora da patota.

Com um mercado tão pequeno (com um setor privado ainda em fase de expansão, apesar da ideologia bolivariana…), muitos empregos para economistas-pesquisadores podem estar no governo ou no grupinho de amigos próximos aos amigos dos amigos…que estão no governo.

Um cara que pede correções e depois as rejeita, só pode estar de – com o perdão do termo – sacanagem. Provavelmente tem um artigo similar e quer o ineditismo para si. Ou deseja roubar a base de dados alheia e publicar como se fosse ele o gênio da raça selvagem na academia.

Existe isto em qualquer lugar do mundo, como vemos na carta de Lawson. Mas no Brasil, onde tem gente que sequer preenche o currículo Lattes direito (Ingenuidade? Falsidade? Pense bem antes de responder), o que se pode esperar? Não muito, infelizmente.

Claudio

Continue lendo “Editores idiotas?”

Uncategorized

Você sabe o que é cliometria?

Call for Papers
2008 ASSA Meetings
January 4-6, 2008

The Cliometric Society will sponsor three sessions at the ASSA meetings in New Orleans, Louisiana, January 4-6, 2008. The program
committee consists of Lee Alston (Colorado), Zorina Khan (Bowdoin),
Melissa Thomasson (Miami) and Michael Haupert (Wisconsin-LaCrosse).
Authors interested in presenting a paper should send a one-page
proposal, including an abstract or description of the paper and all
contact information, to Lee Craig at Csociety@Eh.net or
Lee_Craig@ncsu.edu by May 1, 2007. Please note on the subject line
that you are sending a proposal for the ASSA meetings, and either
include the proposal in your message or send the documents as
attachments in a Word format.

Hard copies may be faxed to:

Lee A. Craig
Executive Director
Cliometric Society
(919) 515-5613

We want scholars to be able to read summaries of the papers in
advance of the ASSA meetings. Thus, authors submitting proposals must
be prepared to send a 3,000-word summary to the publisher of the
Society Newsletter by September 1, 2007.

At least one author must be a member of the Cliometric Society.

Proposals due: May 1, 2007
Authors notified of acceptance of paper: June 15, 2007
Paper summaries due at the Society office: September 1, 2007
ASSA Meetings in New Orleans: January 4-6, 2008

Please email any questions to Lee_Craig@ncsu.edu

Lee A. Craig
Executive Director
Cliometric Society
NC State University
Campus Box 8110
Raleigh, NC 27695-8110

Phone: (919) 513-2870
Fax: (919) 515-5613

EH.News@eh.net
http://eh.net/mailman/listinfo/eh.news

Continue lendo “Você sabe o que é cliometria?”

Uncategorized

O planejador benevolente corrigindo falhas de mercado

Uma falha de mercado, para alguns, é sinônimo de o primo não estar em um emprego suficientemente bom, conforme os critérios do planejador benevolente.

A prática do nepotismo chegou aos governos de 8 dos 27 Estados brasileiros e levou a uma reação do Ministério Público e de adversários políticos dos governadores. Empregam hoje parentes na administração estadual os governadores do Paraná, Roberto Requião (PMDB); do Maranhão, Jackson Lago (PDT); de Alagoas, Teotônio Vilela (PSDB); do Ceará, Cid Gomes (PSB); de Minas, Aécio Neves (PSDB); de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR); do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), e do Pará, Ana Júlia Carepa (PT). Já há ações instauradas no Paraná, no Maranhão e em Alagoas. No Ceará, há uma ordem para demitir parentes até o fim do mês.

Ainda bem que existe o planejador benevolente para nos livrar – digo, livrar alguns de nós apenas (mas já é algo, né?) – deste mercado de trabalho capitalista e malvado.

Claudio

Continue lendo “O planejador benevolente corrigindo falhas de mercado”

Uncategorized

Mulheres e o mercado de trabalho

Uma mulher precisa ser muito vagabunda, em qualquer acepção da palavra, para decidir não trabalhar só porque o marido pode prover tudo – escrevi há pouco. Recebi mail machucado de uma amiga, que não se sente vagabunda de forma alguma, só porque optou por interromper o trabalho para cuidar dos filhos. Ora, eu não me referia a estas. Interromper o trabalho significa que a pessoa trabalhava, tinha uma profissão e a exercia. Eu falava, isto sim, destas senhoritas que jamais pensaram em exercer uma profissão qualquer porque acham que ao amo e senhor cabe seu sustento. Elas são legião. Um dia a casa cai, a mulher se vê no olho da rua e acaba apelando à única profissão que – pelo menos teoricamente – não exige formação alguma, a prostituição. Não tenho dados, mas é de supor-se que sejam estas moças as que mais alimentam o mercado da carne paga.

Janer não muda nunca, ha ha ha.

Claudio

Continue lendo “Mulheres e o mercado de trabalho”