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Mulheres e o tamanho…do governo

Este gráfico é um diagrama de dispersão e eu tentei encontrar algum padrão através de duas tendências (uma linear e outra quadrática). Como se vê, o ajuste não é claro (bom exercício para o aluno de econometria).

E, para provocar, eu pergunto: mulheres não gostam de governos grandes? Ou gostam? Há um artigo com este nome (mas em inglês). Talvez daqui saia alguma idéia para um eventual aluno perdido quanto aos temas de monografia.

Se gostou, não esqueça de nos citar.

A propósito, a pergunta do Leo sobre o judaísmo é ótima (procure aí para baixo).

Claudio
p.s. sim, eu usei a Penn World Tables e este novo índice.

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Para pesquisar

Sobre a recentíssima mudança nas regras da poupança:

Mantega, inclusive, criticou a fórmula de cálculo da TR. Segundo ele, quando há uma queda da TBF (Taxa Básica Financeira usada no cálculo do redutor) e da Selic, a TR sobe. “A fórmula é meio esquisita. Não sei quem fez esta fórmula, mas ela é meio estranha. Tanto que na próxima redução da Selic, que eu acho que vai ter esta semana, a TR sobe e fica esta distorção”, disse.

Alguém sabe quem criou esta fórmula da TR? Só sei que foi criada em 1991, logo após a extinção da BTN.

Claudio

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Homenagem aos que nunca conseguem apertar o botão da descarga fora de casa

A privada toda suja
em sua firma ou repartição.

A privada toda suja
e a morte do menino sem solução.

A privada toda suja
ninguém prende o dono da pichação.

A privada toda suja
chegamos até ao mensalão.

A privada toda suja
por falta de atenção.
Hoje um crime pequeno.
Amanhã a destruição.

Claudio
p.s. a “poesia” é tão ruim quanto a privada do banheiro, abandonada. Tanto gasto na educação do menino e ele nem sequer consegue usar uma privada. Uma pena.

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Os incentivos do crime

Quem deveria estar aqui é o Ari, que gosta de estudar estas coisas. Mas aí vai:

A survey of convicted sex offenders found that they were more concerned about the possibility of nearby CCTV cameras than they were about their victims’ appearances.

According to a doctoral dissertation by Nam Jae-sung of Dongguk University’s Police Administration department, when 272 sex offenders were asked what they were concerned about when committing their crimes, they rated CCTV cameras the most important thing, with an average score of 2.95 out of 4.

The other things they were concerned about, in descending order, were: if the victims had defensive devices (2.85), how often police patrolled the area (2.48), whether public offices like police stations were in close proximity (2.41), and how well the offenders knew the site (2.40). In contrast, the attractiveness of victims was of the least concern, at 1.74. The study also revealed that the offenders did not consider seriously their escape routes (1.83) or the timing of their offenses (2.08).

A notícia é do Digital Chosun Ilbo. Claro, não me venha comparar com o Brasil porque, primeiro, o país é bem maior e, segundo, os sistema penal sul-coreano não tem a mesma fama que o nosso.

Mas é algo a se pensar: câmaras de vigilância são temidas por bandidos brasileiros? Alguém do ramo de Segurança fez um estudo econométrico sobre o tema?

Claudio

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O bacana dos incentivos é isto

Na selva todos nascem com o direito inalienável de receber uma pensão do estado. Considerem esta notícia: Parceiro gay de servidor receberá pensão no Rio.

Poderiam fazer igual ao Chavez: colocar o servidor para assinar a declaração de que é “gay” e que mora com outro homem… em praça pública. Senão, meu caro, o que vai ter de servidor com parceiro-primo gay, parceiro-filho gay…

Nada contra os gays, mas usar isto para aumentar o gasto público é complicado. Mesmo porque, provavelmente isto vale para as esposas dos servidores.

Isto sim, aumenta a carga tributária.

Claudio

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Opa

Estudo divulgado na segunda-feira, 5, pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), na véspera da reunião do presidente Lula com os governadores, mostra que a carga tributária brasileira bateu um novo recorde em 2006, atingindo R$ 823 bilhões – 39,69% do Produto Interno Bruto (PIB).

Nos últimos seis anos, segundo o levantamento, a soma de tributos extraídos da sociedade não parou de crescer, aumentando 6,94 pontos porcentuais do PIB – 5,06 na União, 1,46 nos Estados e 0,42 na esfera municipal.

Excluídos do debate desta terça-feira com os governadores sobre a reforma tributária, os prefeitos querem usar os números da carga tributária para provocar o Planalto a reabrir a discussão sobre o pacto federativo – a efetiva utilização dos recursos tributários.

Dos R$ 823 bilhões arrecadados em 2006, R$ 562,9 bilhões foram coletados pelo governo federal. Do total, R$ 92,8 bilhões foram redistribuídos para Estados e municípios, segundo o Tesouro.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na segunda-feira que a carga só subiu por causa da expansão da atividade econômica, da melhor fiscalização e da formalização da economia.

Um pouco de calma. A carga tributária é T/Y, Y = PIB e T = receita de impostos. Se a economia cresce, T/Y, cai. Sim, há algo mais aqui, mas se a carga tributária aumenta, a formalização não tende a diminuir? A dinâmica não está clara.

Comentários?

Claudio
p.s. negrito por minha conta.

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Quanto menos corrupção, maior o respeito pelos direitos de propriedade (e vice-versa)

Ah sim, vale a pena ler isto (grifos meus):

The 2007 International Property Rights Index (IPRI) is the first international comparative study that measures the significance of both physical and intellectual property rights and their protection for economic well-being. In order to incorporate and grasp the important aspects related to property rights protection, the Index focuses on three areas: Legal and Political Environment (LP), Physical Property Rights (PPR), and Intellectual Property Rights (IPR). The current study analyzes data for seventy countries around the globe, representing ninety-five percent of world GDP. Of great importance, the 2007 gauge incorporates data of PR protection from various sources, often directly obtained from expert surveys within the evaluated countries.

Bem, você já deve ter anotado o link, mas aí vai.

Claudio

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Os banqueiros não-judeus

Leo, nosso pai fundador e licenciado, fez um comentário positivo (não normativo) sobre aquele texto do Pedro Sette Câmara, e fez a pergunta interessante que reproduzo tal e qual:

pq o judaismo eh a unica religiao que eu conheco – ateh onde sei -0 que nao tenta aumentar o numero de fieis. Todas as outras sempre estao em uma agressiva campanha de vendas.

Eu não sei. Alguém sabe?

Claudio

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Eu não disse?

Lembra do que eu disse sobre os interesses subjacentes ao poder do etanol? Fiz dois posts, o primeiro deles em 03 de março (veja abaixo) e cantei a pedra.

Agora, veja: MST quer verba para projeto de biodiesel no Pontal.

Mas a história não termina aqui. A hipótese levantada é que os grandes “adversários” (para a imprensa pouco investigativa) do etanol vão tentar financiamento para entrar neste presente da aliança Bush-Lula. É puro rent-seeking. E ignorado pelos analistas econômicos. A aliança Bush-Lula cria uma renda e todos os envolvidos correm atrás. Quem são os envolvidos? Todos os que têm poder no campo, ou seja, o MST e afins e os usineiros.

Tão óbvio, que até dói.

Hipótese de trabalho: quantos investimentos em produção de biodiesel foram debatidos recentemente – e quantos aprovados – para: (a) usineiros e (b) assentamentos?

Este povo de jornal poderia fazer um paciente acompanhamento disto nos próximos meses.

Claudio
p.s. na hora da grana, não tem ideologia. A racionalidade econômica, esta que a esquerda heterodoxa combate, fala mais alto em suas próprias ações. Claro que se você combate, os outros demoram mais a perceber….humm…

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A eficiência do poder Judiciário

Marcelo Soares, reproduzido na íntegra:

Pais da criança e momento filosófico

Dos cinco ministros do Supremo que votaram originalmente a favor da suspensão do foro privilegiado para ex-autoridades e conseqüente extinção dos processos contra elas, três não estão mais no STF e um está ativo nas articulações da política. Eles foram:

– Nelson Jobim (relator, deixou o tribunal no ano passado e hoje é um dos articuladores do apoio do PMDB ao governo Lula)
– Ilmar Galvão (saiu)
– Maurício Corrêa (saiu)
– Gilmar Mendes
– Ellen Gracie
– Cezar Peluso

Fiquei em dúvida sobre se a mudança na composição do STF pode suscitar mudança na votação. Parece que os votos já dados não mudam, pelo que a cobertura deixa entrever.

Vejam como é complicada a questão. Quando pensamos sobre qual é a nossa opinião sobre o foro privilegiado para autoridades, a primeira reação é ser contra. Já existe tanto privilégio neste país, não é? Ocorre que a lentidão do sistema jurídico brasileiro faz dessas coisas.

Se tirar o foro privilegiado mesmo de quem já tinha seus processos tramitando, corre-se o risco da impunidade. Que é precisamente o que não quer quem é contra o foro privilegiado. Todos queremos que haja julgamentos justos até o fim. Fosse o sistema judicial mais ágil, o problema dificilmente teria esse volume.

É exatamente pelo fato de o Brasil não ser um país para iniciantes que eu questiono muito os diversos Gre-Nais estimulados pela cobertura declaratória do noticiário.

De qualquer forma, continuo observando o caso, perplexo.

Claudio

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A intervenção do governo na blogosfera

Na época das eleições eu ouvi muito sobre “brigadas de militantes” que teriam sido lançadas na internet para viesar discussões/comentários em blogs, sempre que possível, ou mesmo sabotar e denegrir adversários.

Mas isto não só não é apenas um boato como também não é exclusividade do político da selva latina. Na tundra russa há similares.

Claudio

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