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Jornal de domingo

O Estadão tem boas matérias hoje e só quem é assinante tem acesso a todas elas. Uma delas fala do que sempre alerto aqui: governo adora criar políticas públicas mas é péssimo em responder uma pergunta óbvia que diz respeito a medir sua eficácia. Até sociólogos estão dizendo isto, digo, os não-bolivarianos.

Outra matéria boa deste domingo é a entrevista com a mãe de um dos envolvidos na morte do tal menino João, lá no Rio de Janeiro.

Ao menos esta, sobre o FGTS, você pode ler. É mesmo engraçado esta história de FGTS. Brasileiro deve ser o único cidadão do mundo que é julgado como idiota o tempo todo. Ou existe FGTS nos EUA, no Reino Unido ou Japão? Devem até existir coisas similares, mas aposto que a mordida é menor.

É assim que o governo alastra a pobreza. Algo para se refletir.

Claudio

3 comentários em “Jornal de domingo

  1. Posso falar um pouquinho sobre os EUA.
    Recolhimento compulsório não existe exceto o Social Security (Federal) e outros de valor bem menor no ambito estadual (Disability).
    O que existe nos EUA que poderia ser comparado ao FGTS é um recolhimento OPCIONAL sobre o qual não incidem impostos sobre rendimentos e que poderá ser sacado no ato da aposentadoria observadas restrições de idade mínima. As empresas tambem podem contribuir para esse fundo individual que é isento de impostos (pre-tax contribution). O que fazer em termos de investimento com o dinheiro acumulado ao longo dos anos é opção exclusiva do trabalhador. Ele pode aplicar em Money Market, Cd, Bonds ou Ações. Repito, rendimentos são isentos de taxação. O limite de contribuição está na média em US$ 10.500 por ano sendo que para sacar antes da aposentadoria implica em taxação e uma multa que não é absurda.
    Resumo da ópera, vc faz o q quiser com o seu fundo de aposentadoria individual aparte do Social Security que poderá receber.
    Abs.

  2. Na Austrália existe algo similar a FGTS, compulsório, voltado à aposentadoria; a contribuição mínima obrigatória é de 9% do salário bruto, e só pode ser sacado (sem impostos) depois dos 60 anos de idade.

    Mas, como no caso dos EUA citado pelo Fábio, quem controla os investimentos é o trabalhador; o dinheiro pode ser aplicado onde ele quiser, com quem ele quiser. Existem inúmeras empresas que oferecem fundos de investimento nesse modelo, e (com algumas exceções) o empregado decide em qual empresa o empregador deve depositar a contribuição – ou o empregado pode optar por fazer o seu próprio fundo de investimento, embora isso só faça sentido para valores altos ou para profissionais liberais. O empregado também pode contribuir uma porção maior do seu salário, voluntariamente, e não paga imposto de renda sobre esse valor.

  3. Gente, to achando ótimo os comentários. Primeiro porque aprendo algo novo. Segundo, estou vendo que as justificativas dos nossos governantes não são tão boas assim…

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