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Lobby dos “educadores”

Simon Schwartzman faz uma excelente análise do lobby dos reitores de universidades federais.

Engraçado são os chavões que se vê neste e em outros artigos de lobistas. Por exemplo, sempre há alguém acusando outrem de “crescimento desordenado”. Que raios é um “crescimento desordenado”? Qual é a ordem supostamente quebrada?

E quando se diz, como li no Estadão hoje em algum artiguinho, que “os resultados estão aí, basta ser honesto para reconhecer o sucesso”? Quer dizer que um crítico já inicia o debate sendo desonesto? Como se uma tabela de números resolvesse um debate porque…seu proponente só pode ser honesto.

Se este é o nível do debate, eu digo e repito: “Brasil, amo-o e por isto deixo-o”, porque não aguento ver o país depredado por este tipo de argumentos…

Claudio

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Bemba, Bomba, Bimba

“…Jean-Pierre Bemba, de 45 anos. Ex-líder rebelde, ele é afilhado político de Mobuto Sese Seko – um dos ditadores mais corruptos do século 20 e que ficou 32 anos no poder. Bemba é acusado de crimes como tráfico humano, estupro e assassinato. Se perder a eleição e a imunidade, pode se mudar para o Brasil, já que sua mulher é brasileira. [Barba, Mariana Della, “Herdeiros de ditadores disputam poder em eleições no Congo”, O Estado de São Paulo, 29.10.2006, p.A-7]

Como perguntar não ofende (em tese), vamos lá:

1. Bemba pode dizer que as acusações não o atingem, porque a culpa é do partido, certo?

2. Na hipótese de Bemba vir ao Brasil e se naturalizar, seria justo, correto, democrático e anti-neoliberal dar-lhe quota em universidades, não?

Se raça fosse critério, Bemba seria um bom caso para a psiquiatria dos militantes que ignoram o “pensamento convencional” (chama-se também “lógica”) da política pública e querem impor um modelo baseado no berro mais alto.

Claudio

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