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A Economia Política da Violência: custos

Invasão da Câmara teria custado R$ 82,7 mil ao MLST

19h47 — A invasão da Câmara dos Deputados teria custado R$ 82,7 mil ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST). A informação consta em uma agenda apreendida por policiais em poder do petista Bruno Maranhão, principal líder do movimento, segundo relato da Agência Estado. De acordo com a contabilidade anotada em dez páginas da agenda, os cerca R$ 83 mil seriam gastos com as caravanas de sem-terra que vieram de vários Estados e com alimentação, água, hospedagem, extras e aluguel de veículos. Em anotação intitulada “gastos extras 2”, são especificadas as despesas de R$ 680 para ônibus, em São Paulo; R$ 400 com faixas e R$ 3,2 mil para deslocamento em Minas Gerais. A Polícia Legislativa apreendeu na quarta-feira um vídeo que revela que a invasão foi planejada e premeditada. A fita mostra que, dias antes da invasão, manifestantes estiveram na Câmara em pequenos grupos como turistas e filmaram as dependências da Casa, como que elaborando um roteiro para a invasão.

A Primeira Leitura fez um bom trabalho. Mas, o que importa isto? A ditadura militar gosta mesmo é de Copa do Mundo e crescimento econômico. Dizer a verdade e apurar corrupção é coisa destes chatos do MDB. Opa, será que me perdi?

Tento voltar à economia, aos comentários inteligentes, mas a burrice dos comentaristas políticos me assusta.

Claudio

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Ironias da esquerda

A comerciária Francielli Acêncio, 21 anos, cujo ato de fúria contra os computadores da Câmara dos Deputados foi transmitido para todo o Brasil pelas câmeras de televisão, reclamava do tratamento na delegacia. ‘Desde que viemos para cá nem bebemos água’, disse. A assessoria de imprensa da Câmara informou que fez um acerto com a Secretaria de Segurança para o fornecimento do jantar aos militantes do MSLT presos na terça-feira. O acordo foi necessário, informou a assessoria, porque já não havia restaurantes abertos para servir refeições. A secretaria de Segurança irá repassar os custos à Câmara. A Casa diz que tomou a providência por exigência da lei, ou seja, quem pagará será o contribuinte.

Direto do Primeira Leitura (ah, você conhece o link…).

Espere um pouco. Vamos aplicar os conceitos econômicos básicos: i. a aborrecente de 21 aninhos destruiu os computadores da Câmara com uma desenvoltura digna dos seguidores de Mussolini; ii. Aí ela reclama que não teve jantar; iii. a Câmara, presidida pelo líder das elites brancas, ou seja, da esquerda brasileira, resolve que todos nós pagaremos o jantar da meliante (depois, bronco era o Severino).

Esqueci algo? Opa, quem vai pagar pelos computadores? Claro que sou eu também. Eu, o leitor, a leitora e até os que não conseguem enxergar um único problema na administração do atual ocupante da Granja do Torto.

A gente escreve um blog, tenta falar de economia, enfrenta polêmicas e comentários falsos (spammers), não sonega imposto de renda e, no final, quem se dá bem é a arruaceira que destrói o laboratório da Aracruz ou a tresloucada ludita que destrói os computadores de um órgão público. O governo pega meu dinheiro em tributos, finge que não está em campanha de reeleição (se fosse o Bush, até meu irmão estaria balançando a cabeça reclamando da falta de vergonha…com razão) e repassa para os que destroem os prédios públicos.

Qual a diferença entre o PCC e o MLST? Resposta rápida: o MLST assiste a Copa do Mundo do outro lado do xadrez. Fica ao leitor a tarefa de adivinhar que lado do xadrez é o “de dentro” e qual é o “de fora”. Eu mesmo não tenho mais certeza.

Claudio

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Jornalismo como deve ser, não como é: “INCRA é a favor da depredação da Câmara”

Vou brincar de editor de jornal a partir de agora. Toda vez que vir uma notícia cujo título foi “devidamente” “editado” para não ofender os patrocinadores oficiais, vou dar, aqui, minha sugestão de título.

Depois desta, aí embaixo, é inevitável não fazer isto.

Para dirigente do Incra, prisão de sem-terra foi “agressão”

06h05 — Por André Duarte, no Correio Braziliense: “A primeira defesa pública do ato promovido pelo Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) partiu justamente da maior autoridade do governo federal na área de reforma agrária em Pernambuco: a superintendente regional do Incra, Maria de Oliveira. Ex-ouvidora agrária nacional com quase 30 anos de experiência, Maria de Oliveira preferiu creditar a responsabilidade no incidente ao próprio Congresso Nacional que, segundo ela, foi incompetente ao lidar com a presença dos agricultores sem-terra. Bastante ligada ao líder do MLST, Bruno Maranhão, que é visto semanalmente em seu gabinete na sede do Incra no Recife, a ex-ouvidora condenou as depredações na Câmara, mas foi enfática ao classificar a prisão dos integrantes do movimento como um ‘ato de agressão’. ‘O quadro social é grave e ultimamente o poder de Estado tem se comportado de uma forma muito difícil. Vejo pouca habilidade do Congresso ao não ter um grupo de negociação. Poderiam ter chamado a Ouvidoria Agrária Nacional em Brasília. São incompetentes nisso’, apontou. Maria de Oliveira citou como exemplo a dificuldade de autonomia financeira das superintendências do Incra no país. O Congresso deixou de fazer a votação da Lei Orçamentária, contribuindo para o esfacelamento social do país, inclusive na reforma agrária. Enquanto isso, somos obrigados a ver uma pesada bancada ruralista. Hoje o Incra está sem dinheiro e em greve, alertou ela, que é filiada ao PSB. A transferência dos sem-terra para a Papuda também foi duramente criticada por Maria de Oliveira, que achou a atitude ‘desnecessária’ e que remetia ao tempos da ‘repressão’.”

Ou seja, o INCRA, que é um órgão governamental que, suponho, é responsável pela promoção de uma reforma agrária que respeite a lei, tem gente que acredita que o certo é desrespeitar a lei. Liberdade de opinião e expressão, ok. O que espanta é ouvir a verdadeira intenção da esquerda anaeróbica sem achar que é um perigo.

De qualquer forma, o bom do Brasil é o brasileiro e a Copa está perto. Nem Médici ficaria mais radiante…

Claudio

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O mensalão de Fidel

Eis o trecho:

Jesús Marzo Fernández, que se había escapado de Cuba por México el año anterior mientras desempeñaba una importante misión oficial de compra de alimentos en ese país, y que trabajaba en mi empresa produciendo un boletín mensual sobre la economía cubana, me dijo entonces que él se sentía obligado a complementar el artículo de Forbes con otras informaciones. Inmediatamente organizamos una conferencia de prensa en Miami para anunciar la existencia de las llamadas “reservas del comandante” las cuales sólo eran conocidas por un círculo muy exclusivo de altos funcionarios gubernamentales al cual pertenecía el economista Fernández. Junto con la publicación en la prensa de Miami y otras agencias noticiosas, además de nuestro boletín, su dio a la luz pública la existencia de tales reservas mientras al mismo tiempo le sugeríamos a la revista Forbes que fuera más allá de una imputación arbitraria sobre la fortuna de Castro y tratara de investigar a fondo las misteriosas reservas del comandante o, por lo menos, que le siguiera la pista a algunas de las cuentas bancarias de cuya existencia el señor Fernández había sabido en Cuba. Todo parece indicar que Forbes continuó en esa línea de trabajo, al mismo tiempo que la investigadora María Werlau ha ido recopilando informaciones y realizando análisis que confirman la existencia de tales reservas y de la riqueza que posee Fidel Castro, aun cuando sea imposible precisar su monto exacto.

Entre las informaciones más sorprendentes de Marzo Fernández se encontraba la de su participación personal y directa en una transferencia de un equivalente de veinte millones de dólares para pagar al contado una importación de harina de trigo que estaba por llegar a la isla. En esa ocasión, el señor Fernández, a cargo del pago pero imposibilitado de hacerlo por falta de los fondos, se dirigió a Carlos Lage, el médico que funge como encargado de los asuntos económicos de Cuba. El doctor Lage servía de intermediario para solicitarle directamente a Fidel Castro un préstamo con cargo a sus reservas. Castro accedió hacerle ese préstamo al gobierno (sí estimado lector o lectora, esto está escrito correctamente y usted está leyendo bien) con la condición de que se devolviera en tres meses y con una “multa” (según él como castigo a los funcionarios por no poder tener el dinero listo a tiempo) de un diez por ciento alzado, no anualizado. De hecho esto equivalía a un interés usurero, pues anualizado de manera compuesta llegaba a más de cuarenta por ciento, lo cual significaba que además de lo insólito de que el jefe de un gobierno fuera un prestamista de su gobierno, Castro era además un “garrotero” aplicando la terminología que existía en Cuba antes de 1959. Aquella importación de harina de trigo se finalizó cuando el encargado de manejar algunas de las cuentas de Castro le preguntó al señor Fernández en qué moneda quería la transferencia y en dónde, a lo que éste respondió, según los requerimientos del embarque, en francos suizos y en un banco de Ámsterdam. Mediante este episodio y otros similares, quedaba al descubierto ante unos pocos funcionarios la existencia de las ya famosas reservas del comandante.

Conclusão: mensalão existe desde que Fidel é Cuba (ou vice-versa).

Claudio

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