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Explicando o inexplicável

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse neste sábado que o governo brasileiro mantém o compromisso de “gerar pelo menos um superávit fiscal primário de 4,25% do PIB em 2006”. A expressão “pelo menos” é novidade. No dia anterior, ele havia dito que os defensores de um resultado maior são contrários aos gastos sociais.

Na semana passada, numa entrevista ao Estado, ele havia afirmado que só tentaria realizar o superávit “combinado”, os 4,25%, e nada mais. O superávit primário é calculado sem as despesas com juros.

(…)

Quando lhe perguntaram numa entrevista, depois, se havia acordado ortodoxo, disse que não costuma deitar com uma opinião e despertar com outra. Afirmou que será aceitável um superávit pouco maior que o planejado, se a arrecadação for superior à prevista e não houver tempo de investir o dinheiro.

Grifos meus.

Claudio
p.s. Ali Kamel mostra que “quem não gosta do social” parece estar sob o bigode ou as barbas (o ministro não os tem) do ministro que diz ter apenas uma opinião.

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